Risco Operacional: Oi publica fato relevante com 7 bi de desfalque

Em fato relevante, a Oi comunicou ao mercado um desfalque de 7 bilh√Ķes de reais em seu balan√ßo. Tal soma, maior que o Ebitda da companhia, refere-se a dep√≥sitos judiciais que a empresa realizou, mas n√£o conseguiu localizar recentemente. A decis√£o de anunciar a ‚Äúcorre√ß√£o‚ÄĚ aconteceu na √ļltima reuni√£o do Conselho.

A vers√£o da empresa √© de que houve uma falha cont√°bil. A operadora ¬†teria perdido essas a√ß√Ķes, mas n√£o teria dado baixa em seu balan√ßo. Nem todos os acionistas, no entanto, est√£o contentes com a explica√ß√£o. A outra hip√≥tese √© de que tenham ocorrido fraudes nos resgates destes dep√≥sitos judiciais.

Atualização:

A Oi nega que haja desfalque em seu balan√ßo. Diz que os ajustes cont√°beis relativos aos dep√≥sitos judiciais est√£o inseridos no √Ęmbito dos trabalhos que est√° fazendo em conjunto com consultores e que s√£o acompanhados por auditores independentes.

Afirma tamb√©m que os efeitos cont√°beis relativos aos dep√≥sitos judiciais decorrem exclusivamente da identifica√ß√£o dos valores liberados em benef√≠cio dos autores de milhares de a√ß√Ķes em todo o pa√≠s e esferas judiciais, realizados somente mediante alvar√° expedido pelo juiz da causa.

Fonte: veja.abril.com.br Рoi-publica-fato-relevante-com-7-bi-de-desfalque

Circular do BC também dá mais agilidade ao processo de entrada de novos arranjos

Resultado de imagem para arranjo de pagamentoNo pacote de a√ß√Ķes anunciado pelo Banco Central para reduzir custos e incentivar a efici√™ncia no setor de cart√Ķes de d√©bito, uma das medidas simplifica e d√° mais agilidade para que novas empresas entrem no segmento de arranjos de pagamento. O incentivo √† entrada de novos concorrentes est√° inclu√≠da na Circular 3.885.

O texto estabelece que novas empresas que atuem como emissoras de moeda eletr√īnica, emissoras de instrumento de pagamento p√≥s-pago ou credenciadoras n√£o precisar√£o de autoriza√ß√£o pr√©via do BC. O aval da autoridade monet√°ria ser√° exigido somente quando houver giro anual maior que R$ 500 milh√Ķes ou com pelo menos R$ 50 milh√Ķes em recursos mantidos em contas de pagamento.

Segundo o BC, a decis√£o de facilitar a atua√ß√£o de pequenas empresas ‚Äúrefor√ßa o foco da regula√ß√£o e na supervis√£o daquelas institui√ß√Ķes que geram maior risco ao sistema‚ÄĚ. ‚ÄúAo mesmo tempo, reduzem, proporcionalmente os custos, aumentando a flexibilidade para a entrada de novos participantes que possam aumentar a concorr√™ncia no mercado, a inova√ß√£o e o desenvolvimento de novos produtos‚ÄĚ, cita a nota do BC.

Entre as demais medidas, a Circular 3.886 reduz custos regulat√≥rios para os operadores. Prevista para 28 de setembro, a entrada na liquida√ß√£o centralizada dos subcredenciadores passar√° a ser obrigat√≥ria apenas para aqueles que t√™m giro anual maior que R$ 500 milh√Ķes. Essas empresas representam cerca de 90% desse mercado, segundo o BC. Para empresas de menor porte, n√£o ser√° exigida a ades√£o √† liquida√ß√£o centralizada.

Outra mudan√ßa √© a que retira do BC a regula√ß√£o os sistemas de pagamentos de programas governamentais de benef√≠cios, como os de alimenta√ß√£o. ‚ÄúComo esses programas j√° s√£o regulados por outros √≥rg√£os de governo, busca-se evitar maior custo regulat√≥rio imposto pela regula√ß√£o duplicada‚ÄĚ, cita a nota do BC.

Fonte: istoe.com.br РCircular-do-bc-tambem-da-mais-agilidade-ao-processo-de-entrada-de-novos-arranjos

Resolução 4.557- Indicadores para a RAS com planilhas-parte 1

Como monitorar indicadores? E-mail, planilha e diret√≥rio compartilhado √© suficiente? Tudo depende do bolso, escala e complexidade dos servi√ßos e produtos da organiza√ß√£o, conforme a proporcionalidade prevista nas resolu√ß√Ķes 4.553 e 4.557. Nessa parte 1 desse artigo, seguem algumas sugest√Ķes, n√£o exaustivo nem definitivo, de boas pr√°ticas com esse trio de ferramental mais simples poss√≠vel, prov√°vel estrutura de organiza√ß√Ķes de menor porte ou de necessidades departamentais de organiza√ß√Ķes de maior porte. Seguindo a numera√ß√£o do diagrama:

1-RAS e a torneira de ouro

Descritos na RAS os indicadores estratégicos selecionados para monitorar o apetite por risco, a supervisão do regulador pode buscar conhecer como eles são gerados. Aí não adiantará mostrar no documento uma torneira de ouro se por trás da parede não há encanamento algum que dê vazão à água.

2-Monitoramento de indicadores e o encanamento

Nesse contexto, o encanamento √© o processo de captura, consolida√ß√£o e apresenta√ß√£o dos indicadores da RAS √† diretoria, um dos que comp√Ķem o mais amplo processo de gerenciamento de riscos. Esse processo possui um n√≠vel de verifica√ß√£o facilitado face seus resultados serem num√©ricos: eles estar√£o corretos ou incorretos, com maior ou menor vulnerabilidade a erros quantific√°veis. Alguns indicadores t√™m coleta qualitativa em sua origem, mas em alguma etapa s√£o quantificados e convertidos em n√ļmeros para apresenta√ß√£o final.

3-Um breve histórico: planilhas e editores de texto x calculadoras e datilografia

Na d√©cada de 80, sistemas de computadores de grande porte (mainframe)¬†e microcomputadores tinham em comum a intera√ß√£o por meio de telas de fundo preto e letras brancas ou verdes (alguns lembrar√£o da tela com a chuva de letras do filme ‚ÄėMatrix‚Äô). Dois tipos de¬†software¬†impulsionaram a populariza√ß√£o dos microcomputadores com benef√≠cios corporativos:

  • Planilha eletr√īnica: o Lotus 1.2.3 para a linha PC MS-DOS, e Visicalc para a Apple II. Sua vantagem em rela√ß√£o √†s calculadoras era a rastreabilidade de dados, f√≥rmulas e capacidade de recombinar fun√ß√Ķes e c√°lculos de forma ilimitada pelo pr√≥prio usu√°rio.
  • Editor de texto: eliminou problemas de erros de ‚Äėdatilografia‚Äô e uso de ‚Äėfolha carbonada‚Äô nas m√°quinas de escrever. Aposentou o corretivo (da√≠ vem o ‚Äėpassa um braquinho‚Äô) ou fitas adesivas, que solucionavam erros de letras ou palavras, mas nunca mudariam trechos inteiros de frases e par√°grafos ao longo dos textos. Erros de datilografia com folhas carbonadas em m√°quinas de escrever n√£o tinham perd√£o, o destino era o lixo mesmo (nostalgia para alguns e completo desconhecimento para os mais novos).

4-Visicalc, Lotus 1.2.3, Excel

Em 1978, percebendo o tempo perdido para reproduzir c√°lculos numa planilha escrita na lousa, um aluno da aula de controladoria em Harvard, junto a um programador, criou o Visicalc: a primeira planilha eletr√īnica. Em 1983 foi lan√ßado um programa integrado chamado Lotus 123, que al√©m de gerar gr√°ficos, tratava os dados como uma ferramenta de base de dados. O Excel, criado em 1983 para o sistema operacional Windows, domina esse mercado desde a d√©cada de 90 at√© hoje, em fun√ß√£o do amplo dom√≠nio desse sistema operacional no mundo corporativo.

5-Funcionalidades do Lotus 1.2.3

  • Fun√ß√Ķes embutidas: refer√™ncia para as pr√≥ximas vers√Ķes e futuros sistemas.
  • Macros: sequ√™ncia de c√≥digos, procedimentos de rotina e c√°lculos, enfim, programa√ß√£o.
  • Primeiro programa a combinar gr√°ficos, fun√ß√Ķes de planilha e ger√™ncia de dados (tr√™s fun√ß√Ķes, da√≠ o nome 1.2.3).
Tela do Lotus 1-2-3. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lotus_1-2-3

6-Funcionalidades do Excel

Dentre tantos¬†Excelentes recursos (seu nome foi inspirado em ‚Äėfazer tudo o que o 1-2-3 faz e fazer melhor‚Äô), destaco o de compartilhamento nas vers√Ķes mais novas. Pela escolha do nome, tamb√©m n√£o √© novidade ter funcionalidades inspiradas no Lotus 1.2.3.

7-Ferramental m√≠nimo: recomenda√ß√Ķes

Avaliar o ‚Äėencanamento‚Äô passar√° ao menos pelas quest√Ķes de quem, o que, e como os indicadores s√£o produzidos e selecionados para a RAS (artigo 8¬ļ, inciso I, ‚Äúo apetite por riscos documentado na RAS e sua conex√£o com as atividades e as decis√Ķes rotineiras de assun√ß√£o de riscos‚ÄĚ). O trio e-mail, planilha e diret√≥rio compartilhado deve ser suficiente para muitas organiza√ß√Ķes de menor porte, observando alguns cuidados:

  • E-mail: o fluxo de trabalho entre as pessoas envolvidas pode ser evidenciado a partir das notifica√ß√Ķes trocadas entre os colaboradores, registro dos destinat√°rios copiados, exig√™ncia de confirma√ß√£o de e-mail recebido, envio de alertas de exce√ß√£o aos limites de apetite por risco (artigo 7¬ļ, inciso II, ‚Äúprocessos efetivos de rastreamento e reporte tempestivo de exce√ß√Ķes √†s pol√≠ticas de gerenciamento de riscos, aos limites e aos n√≠veis de apetite por riscos fixados na RAS‚ÄĚ; artigo 8¬ļ, inciso II, ‚Äúos procedimentos para reporte de ocorr√™ncias relacionadas √† n√£o observ√Ęncia dos n√≠veis de apetite por riscos fixados na RAS‚ÄĚ). Para isso deve-se evitar reaproveitamento de um e-mail por conta de envio aos mesmos destinat√°rios, por√©m com conte√ļdo de assunto completamente diferente do anterior.
  • Diret√≥rio compartilhado: permite acesso restrito a diret√≥rios pelos colaboradores autorizados a compartilhar os mesmos arquivos (Art. 8¬ļ, ‚ÄúDevem ser disseminados ao pessoal da institui√ß√£o, em seus diversos n√≠veis‚Ķ‚ÄĚ, Par√°grafo √ļnico, ‚ÄúA dissemina√ß√£o das informa√ß√Ķes de que trata o caput deve ser efetuada por meio de processo estruturado de comunica√ß√£o‚ÄĚ). Deve-se evitar a cria√ß√£o de diret√≥rios compartilhados pelo nome dos colaboradores, pois √† medida que eles mudam de fun√ß√£o, setor ou de empregador, seus diret√≥rios deixam de estar dispon√≠veis ou at√© s√£o eliminados. Tais diret√≥rios devem ser criados por assunto, fun√ß√£o ou √°rea.
  • Planilha eletr√īnica: artefato onde os valores s√£o efetivamente tratados, cabendo maior detalhamento no t√≥pico a seguir.

8-Recursos do Excel √ļteis nesse contexto

  • Multiusu√°rio: habilitando a op√ß√£o de compartilhamento, √© poss√≠vel que mais de um usu√°rio edite simultaneamente o mesmo arquivo com algumas ressalvas:
    • Algumas funcionalidades ficam desabilitadas.
    • Se a mesma c√©lula for alterada por 2 usu√°rios simultaneamente, o segundo usu√°rio que for salvar o arquivo receber√° uma notifica√ß√£o solicitando decis√£o de qual altera√ß√£o acatar: a sua ou a do outro usu√°rio.
    • A visualiza√ß√£o de informa√ß√£o alterada pelo outro usu√°rio aparecer√° apenas no momento do segundo usu√°rio salvar o arquivo, dando antes a mensagem citada no item anterior. Antes desse momento, n√£o √© poss√≠vel conhecer os valores alterados pelo outro usu√°rio.
    • Uma sugest√£o √© compartilhar apenas na fase do preenchimento de c√©lulas de coleta de dados. Para altera√ß√£o de f√≥rmulas e outras manuten√ß√Ķes, desabilitar a op√ß√£o de compartilhamento. Esse preenchimento deveria seguir um crit√©rio de sequenciamento ou de divis√£o de c√©lulas ou pastas entre os diferentes usu√°rios, reduzindo a necessidade de ‚Äėdesempate‚Äô ao serem alteradas as mesmas c√©lulas.
  • Trilha: O Excel armazena o hist√≥rico de altera√ß√Ķes (quando e quem, por exemplo) mediante pr√©via configura√ß√£o de dias de reten√ß√£o.
  • Grava√ß√£o: A atualiza√ß√£o n√£o √© feita por pastas ou c√©lulas, mas o arquivo como um todo.
  • Visibilidade: H√° op√ß√Ķes de gravar o arquivo com senha de forma que sua abertura s√≥ √© permitida aos usu√°rios conhecedores dessa senha.
  • Prote√ß√£o: H√° op√ß√Ķes de proteger c√©lulas, tais como onde est√£o f√≥rmulas e fun√ß√Ķes, a fim de que n√£o sejam digitadas informa√ß√Ķes sobre elas por engano.
  • Programa√ß√£o: √Č poss√≠vel programar ‚Äėmacros‚Äô com recursos do VBA, apresentando telas mais interativas e acabamento personalizado para coleta de dados, por exemplo.
  • Conex√£o a outras bases: acesso √†s informa√ß√Ķes pelo Excel, no formato de planilha, da base de dados gravados em outras fontes, tal como um banco de dados.

Documentação do processo de monitoramento de indicadores

Essa estrutura essencial pode ser suficiente para organiza√ß√Ķes de menor porte quanto ao ferramental, contemplando alguns incisos dos artigos 5¬ļ, 7¬ļ e 8¬ļ da Resolu√ß√£o 4.557. Mas nem tudo s√£o flores:

  • Ser√£o necess√°rios investimentos em disciplinar o uso de e-mails, sincronizar e sequenciar a atualiza√ß√£o de arquivos compartilhados, bem como ampliar manuten√ß√£o dessas bases (limpeza de caixas de e-mail, planilhas eletr√īnicas com trilha, etc).
  • Quanto mais dependente da conscientiza√ß√£o e disciplina pessoal, mais documentado dever√° ser o processo para facilitar o treinamento e reduzir a curva de aprendizagem.
  • Com uma quantidade maior de pessoas ou diferentes √°reas envolvidas, esse processo apresentar√° vulnerabilidades que trataremos na parte 2 do pr√≥ximo artigo.
  • Ap√≥s mais de um ano da publica√ß√£o da Resolu√ß√£o 4.557, documentar alguns processos, sobretudo do pr√≥prio gerenciamento de riscos, pode ser uma exig√™ncia m√≠nima a ser avaliada com sua respectiva evidencia√ß√£o, qualquer que seja o porte da institui√ß√£o.

Por: Yoshio Hada

Fontes:¬†Resolu√ß√£o 4.557/17 –¬†www.bcb.gov.br – normativo 4557 2017

 

Risco de fraudes e vazamento de dados aumentou, diz pesquisa

Roubo de dados e de bens físicos e corrupção estão mais comuns nas empresas.  Além disso, podem aumentar ainda mais nos próximos anos, com o processo de digitalização das empresas.

Dos 540 executivos entrevistados em uma pesquisa, em todos os continentes, 84% destacaram que suas companhias j√° foram v√≠timas deste tipo de ocorr√™ncia nos √ļltimos 12 meses, contra 82% em 2016. Em 2012, este patamar era de 61%, o que revela uma expans√£o de 23% nos √ļltimos cinco anos.

√Č o que descobriu a d√©cima edi√ß√£o do Relat√≥rio Global de Fraude & Risco da Kroll, l√≠der em gest√£o de riscos e investiga√ß√Ķes corporativas.

O aumento no n√ļmero de¬†fraudes¬†tem duas explica√ß√Ķes, de acordo com Fernanda Barroso, diretora geral da opera√ß√£o brasileira da Kroll.

A primeira √© que os mecanismos de conformidade est√£o mais maduros e cada vez mais empresas est√£o adotando medidas contra fraudes. Dessa forma, √© mais f√°cil detectar quando uma atividade il√≠cita ocorre. ‚ÄúPercebemos que h√° muito mais medidas e canais de den√ļncia hoje do que h√° alguns anos‚ÄĚ, afirma Barroso.

Mesmo assim, a prote√ß√£o das empresas ainda √© baixa e, muitas vezes, baseada em medidas desatualizadas. ‚ÄúAssim como os fraudadores inovam, as empresas tamb√©m precisam atualizar as suas prote√ß√Ķes, mas isso n√£o ocorre com a frequ√™ncia ideal‚ÄĚ, diz a diretora.

Risco digital

O segundo motivo para o aumento de fraudes √© o risco crescente de ciberataques. Com a transforma√ß√£o digital, as empresas se tornam mais √°geis e eficientes, claro, mas tamb√©m podem estar mais suscet√≠veis a a√ß√Ķes de pessoas mal-intencionadas, se n√£o tomarem as medidas preventivas adequadas. ‚ÄúAs empresas est√£o mais expostas aos ambientes digitais e, consequentemente, a invas√Ķes e amea√ßas externas‚ÄĚ, disse Barroso.

Esse j√° √© o maior risco vivido pelas empresas. Pela primeira vez em 10 anos, o roubo ou perda de informa√ß√Ķes foi o tipo de fraude mais vivenciada por 29% dos questionados ‚Äď um aumento de 5% em rela√ß√£o √† edi√ß√£o de 2016.

Os ciberataques envolveram 86% das empresas entrevistadas na pesquisa, contra 85% em 2016. Já as ocorrências relativas à segurança foram apontadas por 70%, frente a 68% no mesmo período.

No passado, o maior risco das companhias era o roubo físico de bens e materiais. Para isso, a fraude ocorria dentro da empresa, por um funcionário, fornecedor ou parceiro. Atualmente, o fraudador pode encontrar brechas no sistema e roubar dados sensíveis de qualquer lugar do mundo, sem qualquer contato físico com a empresa.

Grandes vazamentos

Nem grandes empresas escapam desse risco. A Netshoes sofreu um grande ataque,¬†divulgado em fevereiro deste ano,¬†que vazou dados pessoais n√£o banc√°rios de seus 2 milh√Ķes de clientes.

A Uber¬†tamb√©m revelou, em novembro de 2017, que hackers rouparam dados de 57 milh√Ķes de usu√°rios e motoristas do aplicativos. No entanto, ao informar imediatamente as autoridades e clientes do vazamento, pagou US$ 100 mil aos invasores para que eles deletassem os dados e mantivessem o ocorrido em segredo.

O caso mais recente √© o do Facebook, que investiga o vazamento de dados provocado por uma empresa brit√Ęnica que trabalhou para a campanha de 2016 do presidente americano, Donald Trump.

A consultoria Cambridge Analytica obteve em 2014 informa√ß√Ķes de mais de¬†50 milh√Ķes de usu√°rios do Facebook¬†nos Estados Unidos e¬†usou-as para prever as decis√Ķes dos eleitores¬†e influenci√°-las. Mark Zuckerberg, presidente da rede social, pediu desculpas pelo vazamento, mas a empresa continua sob press√£o de investigadores americanos.

As empresas estão aos poucos correndo atrás do prejuízo. De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados afirmaram que adotam medidas antifraudes em suas empresas e 25% dizem que pretendem implementar um plano de mitigação de risco nos próximos 12 meses, como instalação de detecção de intrusão e monitoramento de ameaças.

Situação no Brasil

De acordo com a pesquisa, a incid√™ncia de fraudes dentro das empresas √© a mesma que no restante do mundo, de 84%. Mesmo assim, o cen√°rio √© bem diferente. Ao contr√°rio do resto do mundo, as fraudes digitais de roubo de dados n√£o s√£o as mais comuns por aqui e sim fraudes financeiras e em balan√ßos ‚Äď a corrup√ß√£o.

Isso porque a lei brasileira anti-corrupção é mais recente que as de outros países. Ela foi aprovada em 2013 e colocada em prática em 2014, enquanto nos Estados Unidos as primeiras medidas datam da década de 1970. Por isso, o país ainda está no início da criação e implementação de medidas anti-corrupção nas empresas, diz a diretora.

Al√©m disso, o pa√≠s acaba de sair de uma grave crise econ√īmica. ‚ÄúAs empresas n√£o tinham muito dinheiro para investir em diversos processos de conformidade, ent√£o priorizaram apenas a conten√ß√£o de fraudes e desvios financeiros. Agora, t√™m or√ßamento para medidas preventivas e prote√ß√£o contra ataques digitais‚ÄĚ, afirma ela.

Fonte: exame.abril.com.br Рrisco-de-fraudes-e-vazamento-de-dados-aumentou-diz-pesquisa

Gest√£o Financeira: 9 dicas de gerenciamento do capital de giro

Devido √†¬†import√Ęncia do capital de giro, gerenci√°-lo de forma eficiente √© fundamental para o desenvolvimento de qualquer empresa.

O capital de giro consiste na quantidade de recursos (dinheiro) que a empresa tem disponível em caixa para manter o bom andamento das suas atividades em um determinado tempo. Isso garantirá que ela se mantenha no mercado de forma adequada e, por isso, é um dos elementos essenciais para qualquer tipo de negócio.

Quando acontece a ausência de capital de giro disponível, o estabelecimento pode ter vários problemas e correr grandes riscos, por isso, independentemente do seu porte, cuidar dessa parte do negócio é primordial.

Pensando nisso, elaboramos neste texto algumas dicas de como gerenciar melhor o capital de giro da sua empresa. Boa leitura!

Qual a import√Ęncia do capital de giro?

O capital de giro oferece seguran√ßa ao neg√≥cio. Com a sua falta, a empresa pode sofrer diversas situa√ß√Ķes inoportunas, como a baixa nas vendas, que acarreta a inadimpl√™ncia dos seus compromissos, falta de competitividade, perda de espa√ßo no mercado e, at√©¬†mesmo, o fechamento da organiza√ß√£o.

Já um capital de giro quando bem administrado, mantido em quantidade suficiente para a manutenção do negócio, contribui para uma maior geração do lucro, garantindo o êxito e desenvolvimento da empresa. Podemos dizer que ele está diretamente ligado ao sucesso do empreendimento.

A¬†aten√ß√£o¬†com o capital de giro √© algo que deve acontecer desde o in√≠cio, quando ainda n√£o existe a clientela.¬†√Č ele que vai possibilitar que a empresa ven√ßa os primeiros empecilhos.

Manter o bom controle do capital de giro é importante para que a empresa:

  • saiba¬†o momento ideal para realizar compras;
  • realize o pagamento das contas com prazos curtos e mantenha¬†o caixa positivo;
  • equilibre¬†as contas do ativo e passivo;
  • consiga cobrir os gastos necess√°rios para a realiza√ß√£o de atividades da empresa;
  • possibilite¬†a gera√ß√£o de riqueza do neg√≥cio a longo prazo; entre outros.

Como administrar bem o capital de giro?

1. Registre todos os recebimentos corretamente

Para assegurar que as an√°lises financeiras sejam as mais exatas poss√≠veis e que possam ser consideradas no momento das tomadas¬†de¬†decis√Ķes,¬†√© importante que o fluxo de caixa seja monitorado periodicamente pelo gestor da empresa, pois √© por meio dele que todas as entradas e sa√≠das v√£o ser acompanhadas e¬†comparadas com o¬†dia a dia da empresa.

Mas preste aten√ß√£o! Esses valores¬†devem ser lan√ßados de forma correta. Fazer anota√ß√Ķes equivocadas pode¬†gerar¬†grandes problemas, pode ocorrer de contar com um valor que, provavelmente, n√£o vai receber ou que j√° est√° comprometido.

Para evitar alguns imprevistos e não atrapalhar a análise que será realizada, os registros devem ser feitos rigorosamente, de acordo com o tipo de operação realizada.

Por exemplo, em uma operação de venda com pagamento via cartão é preciso anotar se é crédito ou débito. Caso seja crédito parcelado, por exemplo, é necessário anotar a quantidade de vezes do recebimento.

2. Mantenha atenção com os valores a receber

Alguns gestores cometem uma falha bem séria na hora de contrair as dívidas, que é mensurar a previsão de entradas baseados nas carteira de recebíveis sem qualquer crivo mais crítico, ou seja, sem considerar possíveis inadimplências.

Agindo assim, é bem provável que a organização possa apurar uma redução ou até mesmo falta de capital de giro, já que assumir dívidas contando com uma quantia incerta de dinheiro pode ocasionar a falta no caixa.

3. Solicite ao fornecedor prazos maiores

Uma forma de tentar manter o¬†capital de giro sempre positivo √©¬†negociar melhor com os fornecedores.¬†√Č sempre interessante tentar¬†conseguir prazos maiores de pagamento.

Depois de negociar com os fornecedores, ofereça um prazo menor de pagamento para os clientes, assim o valor será recebido antes das contas vencerem e, no momento de quitar as dívidas, a empresa já estará com o dinheiro em caixa, reduzindo os risco de chegar o dia de vencimento das dívidas e não ter recurso disponível.

Se a empresa se encontrar inadimplente, tente renegociar as dívidas e, se possível, tente diminuir as taxas de juros, considerando que elas também consomem uma quantia considerável do capital de giro.

4. Elabore um planejamento financeiro eficaz

Crie um bom¬†planejamento financeiro, mapeando todas as a√ß√Ķes da empresa. Esse ato permitir√° ter uma vis√£o mais ampla do neg√≥cio no momento em que for preciso¬†tomar alguma decis√£o e garantir que os recursos do caixa sejam gastos de forma coerente, mantendo o capital de giro sempre em um n√≠vel elevado.

Todo gestor quer a tranquilidade de sempre ter cr√©dito dispon√≠vel, n√£o √© mesmo? Mas n√£o √© t√£o f√°cil assim! Por√©m, nada que um planejamento financeiro eficaz n√£o possa resolver, e contar com a ajuda de¬†profissionais¬†qualificados e que entendem do assunto tamb√©m ajuda muito nessa quest√£o. Eles conhecem a import√Ęncia do capital de giro e, por isso, conseguem elaborar estrat√©gias para aumentar e manter esse recurso sempre nos trilhos.

5. Aprimore a administração do estoque

Possuindo uma quantia de capital de giro considerável, você consegue adquirir todos os produtos necessários para atender os pedidos dos clientes da empresa, já que o capital de giro pode ser utilizado para realizar o pagamento dos fornecedores.

Agora, se o seu estoque se encontra com excesso de mercadorias, isso pode ser um problema, pois pode significar que o capital não está sendo bem investido. Ou seja, as vendas não estão acontecendo da forma esperada e o capital de giro foi aplicado em compra de produtos desnecessariamente.

Diante desse contexto, procure por¬†solu√ß√Ķes que melhorem a¬†gest√£o¬†do estoque e que controle bem¬†as vendas. Busque por informa√ß√Ķes mais concretas a respeito de quais elementos e as quantidades que s√£o suficientes para manter em estoques. Dessa forma, voc√™ produzir√° efeitos bem positivos na administra√ß√£o do capital de giro da empresa no que se refere ao estoque.

6. Invista em softwares de gest√£o

O uso de um software de gestão específico automatizará todo o processo de controle do capital de giro, otimizando o seu tempo, já que o uso de planilhas exige um gasto muito maior da sua atenção. Isso permitirá que você identifique e solucione os problemas de forma muito mais rápida.

O tempo que você economiza transferindo essa atividade para uma ferramenta adequada pode ser utilizado para tomar conta de outras áreas do negócio que precisam da sua atenção. Sem contar que as chances de erros de um sistema como esse são muito menores, ou seja, ele é mais confiável.

Existem no mercado alguns aplicativos de finanças e, por meio deles, você consegue emitir relatórios, fazer contas e demais atividades indispensáveis para o seu negócio, de forma muito mais simples.

7. Evite fazer empréstimos

Toda empresa est√° suscet√≠vel a ter o capital de giro dispon√≠vel reduzido, devido √†s diversas situa√ß√Ķes. Ent√£o, a primeira alternativa que vem √† cabe√ßa dos gestores √© solicitar um empr√©stimo, por ser uma das maneiras mais r√°pidas de conseguir repor o dinheiro no caixa.

Por√©m, voc√™ n√£o pode se esquecer das taxas de juros que s√£o aplicadas em cima da quantia solicitada que, geralmente, s√£o bem altas. Ent√£o, antes de contratar o empr√©stimo,¬†pense bem se n√£o existem outras op√ß√Ķes menos onerosas.

8. Precifique os produtos corretamente

Quando a precificação do produto é feita de maneira incorreta, ou seja, o produto vale mais do que o preço que foi estabelecido, a empresa começa a ter prejuízos, pois ela deixará de lucrar com aquele produto, e a redução da lucratividade traz impactos negativos para a manutenção do capital de giro do negócio.

Acontece a mesma coisa quando o preço do produto é taxado por um valor muito acima do que o mercado esta disposto a pagar. Com isso, as vendas tendem a não acontecer e, consequentemente, trazem o risco de a empresa não conseguir honrar com seus compromissos.

O valor a ser estabelecido também precisa ser condizente com aquele que o mercado oferece, assim você consegue chegar a um consenso e ter equilíbrio entre o tanto que deseja lucrar e o valor que o cliente está preparado para pagar.

9. Tenha um sistema de cobrança eficaz

√Č muito dif√≠cil encontrar uma¬†empresa¬†que n√£o tenha sequer um cliente inadimplente, principalmente por causa da situa√ß√£o econ√īmica do pa√≠s nos √ļltimos tempos. Acontece que, quanto mais clientes devedores o neg√≥cio tem, mais capital de giro ser√° necess√°rio ser utilizado.

Por isso,¬†adotar um sistema de cobran√ßa efetivo, como as ferramentas pr√≥prias para esse tipo de tarefa e departamentos especializados em cobran√ßas, que contam com profissionais experientes e que conhecem diversas estrat√©gias para conseguir √™xito nas negocia√ß√Ķes,¬†ajuda a evitar os problemas financeiros da empresa¬†por falta de pagamentos dos clientes.

Deu para entender a import√Ęncia do capital de giro para as empresas, certo? Por isso, √© essencial estar sempre atento ao gerenciamento desses recursos para garantir o sucesso do seu neg√≥cio. Para isso, siga as nossas dicas, fa√ßa um bom planejamento e conte com profissionais qualificados. Dessa forma, √© poss√≠vel que voc√™ mantenha ou aumente o capital de giro sem erros!

Fonte: www.jornalcontabil.com.br Р9-dicas-de-gerenciamento-do-capital-de-giro