Facebook é multado por violar lei de privacidade

O Facebook recebeu uma multa de ‚ā¨ 150 mil (cerca de R$ 515 mil ou US$ 166 mil, em convers√£o direta) do √≥rg√£o fiscalizador de prote√ß√£o de dados da Fran√ßa. De acordo com as informa√ß√Ķes divulgadas pela entidade nesta ter√ßa-feira, 16, a rede social falhou¬†em impedir que dados de usu√°rios fossem acessados por anunciantes.

A ag√™ncia fiscalizadora CNIL disse que a multa ‚ÄĒ que foi imposta tanto ao Facebook global como ao Facebook Irlanda– faz parte de uma ampla investiga√ß√£o europeia e que tamb√©m est√° acontecendo na B√©lgica, Holanda, Espanha e Alemanha acerca das pr√°ticas do Facebook.

A multa de US$ 166¬†mil¬†√© pequena no contexto da empresa, que tem um faturamento trimestral de aproximadamente US$ 8 bilh√Ķes e uma capitaliza√ß√£o na bolsa de cerca de US$ 435 bilh√Ķes. No entanto, o valor da multa era o¬†m√°ximo que a CNIL podia atribuir ao Facebook quando come√ßou a investiga√ß√£o.

Agora, a CNIL pode emitir multas de at√© ‚ā¨ 3 milh√Ķes, ap√≥s a aprova√ß√£o de uma nova lei em outubro de 2016.

Histórico. No ano passado, o órgão fiscalizador francês deu ao Facebook um prazo para parar de rastrear atividades online de não usuários sem o consentimento deles e ordenou que a rede social parasse a transferência de dados pessoais para os Estados Unidos.

O Facebook argumentou que a autoridade de proteção de dados da Irlanda, não a CNIL, é a autoridade competente para formular tais ordens, já que a sede europeia da companhia de rede social fica em Dublin.

Em comunicado emitido nesta ter√ßa-feira, o Facebook n√£o disse se vai tomar a√ß√Ķes como resultado da multa. “N√≥s tomamos nota da decis√£o da CNIL, com a qual n√≥s discordamos respeitosamente”, disse o Facebook em comunicado enviado por e-mail √† Reuters.

Fonte: estadao.com.br Рfacebook-e-multado-por-violar-lei-de-privacidade

Cansado de mentiras, oportunistas e gente que adora um “jeitinho”

Quando mais o tempo passa, maior fica a minha indigna√ß√£o com os governantes, gestores de empresas e profissionais entre outros. Impressionante como ningu√©m assume os erros, as falhas e seus desvios de conduta, a culpa √© sempre do outro, e mesmo com todas as evidencias, a pessoa nega, e quem sabe um dia assume dizendo “foi um momento de fraqueza”, ou ” se eu n√£o fizesse assim n√£o teria neg√≥cios”, ou “vou investigar para entender como me deixei envolver em uma opera√ß√£o como esta”.

E sem contar os oportunistas de acasi√£o que se tornam especialistas de um monte de coisa, e mais impressionante que tem gente que compra e depois l√° na frente descobre que gastou dinheiro a toa, mas o poder de convencimento √© absurdo, mas √© assim, basta lembra do processo do “bug do milenio”, lembra? N√£o? BUG-DO-MILENIO-E-UM-GRANDE-FIASCO

Algumas coisas me intrigam sobre a tal ISO 37001 a tal do antissuborno ou Bribery ACT¬† ou “The act of taking or receiving something with the intention of influencing the recipient in some way favorable to the party providing the bribe. Bribery is typically considered illegal and can be punishable by jail time or stiff fines if authorities find out about the bribe” Read more: http://www.businessdictionary.com

Segundo o portal Migalhas por Luciana Dutra de Oliveira Silveira: A lei 12.846/13 ou lei anticorrup√ß√£o, como √© conhecida no Brasil, √© a primeira lei especial exclusivamente voltada para a preven√ß√£o, combate e repress√£o de atos corruptos, inclusive com a responsabiliza√ß√£o da pessoa jur√≠dica. Essa lei foi inspirada em exemplos estrangeiros como o FCPA – Foreign Corruption Practice Act, dos Estados Unidos, e o BA – Bribery Act, da Gr√£-Bretanha. Todos esses atos, por sua vez, s√£o inspirados em longas negocia√ß√Ķes internacionais sobre o tema.

Bom se temos uma lei anticorrup√ß√£o que determina a implementa√ß√£o de programas de integridade, implementa√ß√£o de c√≥digo de conduta e √©tica nas empresas, as quest√Ķes de entissuborno deveriam fazer parte deste processo, ent√£o por que devemos falar sobre isso em separado? Cuidado com alguns modismos, que podemo confundir as pessoas o verdadeiro proposito do compliance, pois compliance n√£o esta limitado a lavagem de dinheiro e corrup√ß√£o, devemos avilar a conduta nos neg√≥cios, gest√£o de pessoas, contabilidade, tributos (aqui tem muito compliance a ser seguido), tecnologia da informa√ß√£o, CLT, gest√£o de terceiros entre outros.

 

Por Marcos Assi, especialista em controles internos, compliance preventivo, gest√£o de riscos operacionais, auditoria e contabilidade.

Circular do BC para prevenção à lavagem de dinheiro terá mudanças até o fim do ano

Para melhorar os mecanismos de Preven√ß√£o √† Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo (PLD/FT), o Banco Central est√° fazendo uma revis√£o da circular n¬ļ 3.461, de 24 de julho de 2009. As modifica√ß√Ķes devem acontecer at√© o final do ano e t√™m o objetivo de “deixar mais claro alguns dispositivos que geram confus√£o, tanto para os √≥rg√£os supervisionados como para os fiscalizadores”. O foco das mudan√ßas ser√° no conceito da “abordagem baseada em risco”, mecanismo que aumenta a autonomia das institui√ß√Ķes financeiras.

A prática é uma recomendação dada pela Financial Action Task Force, organização intergovernamental que desenvolve políticas de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. A abordagem proposta prevê que a própria instituição efetue uma avaliação e aloque recursos destinados à PLD/FT onde considerar que os riscos são maiores.

Segundo Ricardo Dollinger, chefe da área de compliance do BNP Paribas, a principal mudança que essa abordagem traz é que ao invés de o regulador simplesmente determinar as normas a serem cumpridas, a instituição precisará avaliar por conta própria os seus riscos, o que tende a tornar a análise mais minuciosa.

“Em uma norma mais prescritiva, √† medida que implemento o que √© determinado, j√° estou cumprindo meu dever, mas n√£o necessariamente estou gerenciando o risco. E essa √© uma atividade que √© praticamente uma ci√™ncia humana, que tem uma subjetividade e complexidade muito grande”, afirma ao explicar a import√Ęncia de delegar mais responsabilidade √†s empresas.

Antonio Juan Ferreiro Cunha, chefe de uma das divis√Ķes do Departamento de Supervis√£o de Conduta do Banco Central, explica que o mecanismo n√£o √© uma novidade, mas precisa ser colocado de maneira mais clara para as empresas. Ele afirma que o m√©todo tamb√©m √© importante por dar mais liberdade √†s institui√ß√Ķes de aplicarem seu dinheiro no que √© prioridade. “Os recursos s√£o escassos, ent√£o voc√™ tem que direcionar para o que √© mais importante: para aquelas √°reas, clientes e produtos que oferecem maior risco”, afirma.

Institu√≠da em 2009 e atualizada em 2013, a circular n¬ļ 3.461 prev√™ a√ß√Ķes como a implementa√ß√£o de pol√≠ticas, procedimentos e controles internos de acordo com o porte e volume de opera√ß√Ķes da empresa e institui como devem ser as formas de tratamento e acompanhamento dos clientes, inclusive as eventuais Pessoas Expostas Politicamente (PEP), que s√£o os agentes p√ļblicos que tenham desempenhado fun√ß√Ķes pol√≠ticas relevantes nos √ļltimos cinco anos.

Curso de Controles Internos na CNF em Brasilia – Maio 2017

Mais uma vez estivemos em Brasilia – DF para um treinamento de Controles Internos na Confedere√ß√£o Nacional das Institui√ß√Ķes Financeiras – CNF (veja o video https://www.youtube.com/watch?v=BYZvVECibPs&feature=youtu.be) onde o Prof. Marcos Assi, apresentou informa√ß√Ķes atualizadas e com casos pr√°ticos e com inumeros exemplos de como realmente fazer controles internos alinhados a processos de compliance para quest√Ķes de contabilidade, tribut√°rio, tecnologia da informa√ß√£o com base no CobiT 5, seguran√ßa da informa√ß√£o e processos de riscos, e evidenciando a importancia da auditoria interna nos processos de controles internos. Abaixo segue a foto da turma.

Falta de cuidado na escolha de profissionais e de empresas parceiras facilita fraude corporativa

Embora especialistas garantam que as empresas brasileiras estejam aprimorando seus mecanismos de proteção contra fraudes, ainda existem dois elementos que evidenciam que o caminho a percorrer é longo: a maneira de uma companhia escolher seus profissionais para cargos de gestão e o modo como seleciona suas empresas parceiras.

Uma pesquisa realizada pela Protiviti, consultoria global especializada em Gest√£o de Riscos e Compliance, mostrou que em 100% dos casos de fraude analisados, havia o envolvimento de um profissional da empresa v√≠tima ‚Ästsendo em 57% deles funcion√°rios de cargos executivos. O estudo ainda mostrou que, em 24% das fraudes investigadas, houve a participa√ß√£o de uma “empresa v√≠rus”, que √© uma companhia criada com o objetivo de cometer a√ß√Ķes il√≠citas.

 

Entre essas companhias, 15% n√£o tinham registro ativo, 36% tinham registro em outros pa√≠ses e 64,3% tinham menos de cinco anos de exist√™ncia. Segundo Antonio Carlos Hencsey, l√≠der de √Čtica e Compliance da Protiviti, esses pontos, que deveriam servir de alerta para as empresas contratantes, s√≥ evidenciaram a falta de cautela que muitas delas ainda t√™m ao escolher suas parceiras.

O cuidado deveria come√ßar com a checagem do hist√≥rico dessas companhias, para verificar com quais parceiras atuam e se j√° tiveram algum tipo de problema jur√≠dico. Mas a falta de m√£o de obra e aparato tecnol√≥gico para identificar a proced√™ncia dessas parceiras e a press√£o por resultados ‚Ästque pode levar executivos a escolher os prestadores de servi√ßos com pre√ßos mais atraentes ‚Ästdificultam essa pesquisa, como explica Renato Santos, s√≥cio da S2 Consultoria, empresa especializada em prevenir e tratar fraudes.

“A falta de ferramentas para pesquisar sobre a empresa v√≠rus e a press√£o por resultado, que diz que a companhia tem que contratar sempre o mais barato, dificultam a checagem. Mas uma terceira coisa que tamb√©m √© importante analisar √© o poss√≠vel envolvimento de algum funcion√°rio, que muitas vezes age em conluio com essa empresa v√≠rus”, afirma.

A pesquisa feita pela Protiviti corrobora a teoria do especialista: entre os casos analisados, todas as empresas vírus tinham como sócio, proprietário ou sócio oculto, um funcionário da companhia vítima, que, segundo os especialistas, pode ter usado mecanismos para facilitar a parceria entre as duas.

“O caminho de entrada das empresas v√≠rus pode ser atrav√©s de uma facilita√ß√£o do pr√≥prio fraudador, que √© um funcion√°rio interno. Ele pode ter o poder de tomar decis√Ķes que permitam a contrata√ß√£o da companhia ou que dispense a necessidade de justificar o porqu√™ dessa escolha”, explica Hencsey, da Protiviti.

O estudo mostrou que 57% das fraudes investigadas tiveram a participa√ß√£o de funcion√°rios em cargos executivos, justamente aqueles com autonomia para a tomada de decis√Ķes. Marcel Sapir, s√≥cio da Comatrix, consultoria de gest√£o interina, sugere que uma das medidas a serem tomadas para evitar fraudes √© n√£o concentrar o poder decis√≥rio na m√£o de um √ļnico profissional.

Mas os especialistas alertam que, mesmo que um funcion√°rio n√£o tenha autoriza√ß√£o para decidir sozinho quem a empresa vai contratar, ele pode manipular os requisitos para fazer com que uma companhia seja escolhida, explica Santos. “Se eu quero fraudar e outra empresa faz parte do esquema, eu direciono as especifica√ß√Ķes do tipo de companhia que eu preciso que fa√ßa aquele servi√ßo de modo que aquela fraudadora seja a √ļnica que se encaixe nos requisitos”, afirma.

Cuidados. Segundo os analistas consultados pelo Estado, uma das medidas mais eficientes para evitar fraudes √© aprimorar o processo de sele√ß√£o dos funcion√°rios da empresa. Al√©m do curr√≠culo e das experi√™ncias profissionais do candidato, devem ser levados em considera√ß√£o a flexibilidade moral dos profissionais, sua percep√ß√£o de √©tica e sua propens√£o a se envolver em riscos. Para isso, s√£o realizados testes, question√°rios e avalia√ß√Ķes psicol√≥gicas com perguntas e desafios de diferentes n√≠veis.

“Identificamos muitas vezes que existem pessoas que nunca cometeram um ato anti√©tico direto na sua vida profissional, mas a percep√ß√£o de certo ou errado deles √© distorcida. Muitos dizem, por exemplo, que n√£o pagam propina por medo de serem presos. E isso n√£o √© o que esperamos do candidato, queremos que ele diga que nunca fez porque √© algo errado”, afirma Hencsey, da Protiviti.

Renato Santos, da S2 Consultoria, explica que muitas vezes o fraudador não entende aquele ato como algo errado e, ao avaliar os riscos e benefícios que aquela ação podem gerar, acaba constatando que a fraude é um bom negócio.

“Primeiro ele racionaliza que aquilo n√£o √© t√£o errado ou pensa que todo mundo faz. Depois, ele analisa a quest√£o da oportunidade e leva em considera√ß√£o a necessidade”,¬†explica Santos. √Äs vezes ele quer trocar o carro, mudar de casa ou pode estar em um situa√ß√£o dif√≠cil, como doen√ßa na fam√≠lia. E por √ļltimo ele avalia sua disposi√ß√£o ao risco. Ele ver√° qual a chance de ser pego e o que pode acontecer. Geralmente, os fraudadores t√™m a percep√ß√£o de ‘nunca deu errado, por que daria comigo?’ e praticam o ato.”

A falta de puni√ß√£o das empresas aos profissionais fraudadores √© outra motiva√ß√£o para que atos il√≠citos sejam cometidos. Daiane Nabuco, diretora s√™nior da FTI Consulting, empresa de consultoria especializada em compliance, explica que muitas vezes as companhias apenas demitem o funcion√°rio sem maiores explica√ß√Ķes, por medo de que seu nome seja atribu√≠do √† fraude e fique sujo no mercado.

Por isso, é fundamental que as empresas internalizem para seus funcionários que ética é importante para a longevidade da empresa, para o bem-estar dos funcionários e que aquele é um ambiente que não tolera fraudes.

“Voc√™ falar de √©tica em suas rela√ß√Ķes profissionais o tempo todo e ser um tema da sua organiza√ß√£o, tratado n√£o s√≥ em momentos espec√≠ficos como treinamentos e f√≥runs √© importante. Uma vez que as pessoas entram em um ambiente √©tico e isso faz parte da rotina delas, tanto na forma de relacionamento interpessoal como na maneira que se trata o cliente, o concorrente e a produ√ß√£o, os pr√≥prios funcion√°rios v√£o proteger aquele ambiente e denunciar caso algo pare√ßa errado”, explica Hencsey, da Protivi.

Fonte: economia.estadao.com.br Рfalta-de-cuidado-na-escolha-de-profissionais-e-de-empresas-parceiras-facilitam-fraude-corporativa