Acusado de corrup√ß√£o teria usado repatria√ß√£o de ativos no exterior para lavar R$ 48 milh√Ķes

Imagem relacionadaQuando falamos que a repatriação de ativos no exterior poderia favorecer muitas pessoas que desviaram valores para contas não identificadas fora do território nacional, muitas pessoas me criticaram, alegando que muitas pessoas desconheciam as regras, mas por que não consultaram algum profissional que pudesse orienta-los? Mas, sempre desconfio destas farras regulatórias, e nos ultimos meses, estão aparecendo varios casos de pessoas indiciadas por corrupção e lavagem de dinheiro, que se beneficiaram da lei.

Para quem trabalha com prevenção e combate a lavagem de dinheiro, isto é um inferno, pois todos os gestores questionam sobre o assunto, mas segue abaixo matéria do Valor Economico de 13/06/17 para conhecimento:

Acusado¬†de lavagem de dinheiro de R$ 48 milh√Ķes usando a lei de regulariza√ß√£o de ativos no exterior, o
ex-gerente da Petrobras Marcio de Almeida Ferreira tornou-se réu por corrupção e lavagem de dinheiro por decisão do juiz federal Sergio Moro, nesta terça-feira.

Foram tornados réus, ainda, os também ex-gerentes Edison Krummenauer e Maurício Guedes, o administrador ligado à Andrade Gutierrez, Luis Mattoni, e os empresários Marivaldo Escalfoni, da empresa Akyzo, e Paulo Roberto Fernandes, da Liderrol.

O Minist√©rio P√ļblico Federal (MPF) afirma que os ex-gerentes¬†se integraram organiza√ß√£o criminosa e se envolveram em¬†esquema de corrup√ß√£o e lavagem de ativos que desviou mais de R$ 150 milh√Ķes da Petrobras, em diversas obras das √°reas¬†de Energia e G√°s da estatal, de 2003 at√© junho de 2016 ‚Äď j√° sob a nova administra√ß√£o da companhia.

O MPF diz que as empreiteiras que buscavam contratos com a Petrobras procuravam Marivaldo Escalfoni e Paulo Roberto¬†Fernandes, que atuavam como intermedi√°rios das empresas com os funcion√°rios p√ļblicos da estatal, segundo a¬†procuradoria.

A acusa√ß√£o afirma que os ent√£o gerentes da Petrobras forneciam informa√ß√Ķes privilegiadas e ajudavam as empresas¬†indicadas pelos dois empres√°rios a vencer as licita√ß√Ķes nas √°reas de Energia e G√°s da petrol√≠fera.

Como contrapartida, os intermedi√°rios repassavam propinas por entregas de dinheiro vivo, pagamento de despesas¬†pessoais dos funcion√°rios da Petrobras e pagavam por opera√ß√£o ‚Äėd√≥larcabo‚Äô¬†(por fora do sistema banc√°rio) para dep√≥sito¬†em conta secreta de Krummenauer na Su√≠√ßa, segundo o MPF.

Fonte: valor.com.br Рacusado-de-corrupcao-teria-usado-repatriacao-para-lavar-r-48-milhoes

Fundo de pensão Petros terá taxa extra para cobrir déficit

Funcion√°rios e aposentados da Petrobr√°s, al√©m da pr√≥pria estatal, v√£o come√ßar a pagar em janeiro pelo d√©ficit bilion√°rio acumulado pela funda√ß√£o de seguridade social dos empregados da petroleira, a Petros. A contribui√ß√£o extra, que deve ser quitada ao longo de v√°rios anos, ser√° de R$ 17 bilh√Ķes a R$ 24 bilh√Ķes, afirmou o presidente da Petros, Walter Mendes, em entrevista exclusiva ao ‚ÄėEstad√£o/Broadcast‚Äô.

O executivo adiantou que a inten√ß√£o √© cobrar dos contribuintes valor superior ao piso de R$ 17 bilh√Ķes, para evitar novos plano de ajuste de contas caso a Petros volte a registrar d√©ficits. Em dezembro do ano passado, faltaram R$ 26 bilh√Ķes para fechar as contas. O plano de equacionamento do d√©ficit deve ser comunicado aos participantes em novembro, mas a cobran√ßa, inclusive de aposentados, s√≥ vai acontecer ap√≥s 60 dias. Metade da conta ser√° paga pela Petrobr√°s e a outra metade, pelos seus funcion√°rios.

Alvo de uma CPI no Congresso e da Opera√ß√£o Greenfield, da Pol√≠cia Federal, que investiga desvios de recursos em investimentos suspeitos, a Petros j√° saiu do ‚Äėfundo do po√ßo‚Äô, segundo Mendes. ‚ÄúSetembro foi o momento mais complicado. Minist√©rio P√ļblico e Pol√≠cia Federal estiveram aqui num dia e nunca mais vieram. Fomos at√© eles para demonstrar transpar√™ncia, ganhamos confian√ßa e nosso relacionamento tem sido muito bom‚ÄĚ, disse.

O principal alvo da Greenfield foi o Fundo de Investimento em Participa√ß√Ķes (FIP) Florestal, criado para financiar a Eldorado Celulose, controlada pelo grupo J&F, que tem como um dos s√≥cios Joesley Batista, o empres√°rio que acusou o presidente Michel Temer de participar de esquema de corrup√ß√£o. Apenas esse ativo provocou perda de R$ 745 milh√Ķes √† Petros em 2016.

Defesa. Em teleconfer√™ncia para apresentar o resultado de 2016 aos participantes, Mendes afirmou que a funda√ß√£o apresentou sete notifica√ß√Ķes √† Comiss√£o de Valores Mobili√°rios (CVM) apontando irregularidades na atividade de administradores e gestores de fundos estruturados. Al√©m disso, afirmou, a Petros est√° ‚Äúcontratando escrit√≥rio de advocacia para tomar as medidas cab√≠veis contra as partes apontadas em relat√≥rios de auditorias externas‚ÄĚ.

Assim, vai buscar o ressarcimento por poss√≠veis desvios de recursos e a defesa da imagem da funda√ß√£o. ‚ÄúNem sempre o ressarcimento ser√° poss√≠vel. Nem sempre os ativos t√™m valor para ressarcir todo investimento feito. Existe um volume grande de investimentos que est√° a zero no nosso balan√ßo. Outros v√£o perdendo valor ao longo do tempo‚ÄĚ, afirmou. Ele acrescentou ainda que h√° a expectativa de alguma recupera√ß√£o de investimentos estruturados, ‚Äúmas, infelizmente, n√£o √© muita‚ÄĚ.

Hoje, a Petros n√£o possui exposi√ß√£o √† JBS, informou. O √ļltimo lote de a√ß√Ķes foi vendido em janeiro deste ano. Mendes nega que tenha abandonado o investimento prevendo o envolvimento da empresa na Lava Jato. A ideia, segundo ele, era reduzir a participa√ß√£o da renda vari√°vel no PPSP. ‚ÄúN√£o prev√≠amos problema. A gente pode ter atirado no que viu e acertado no que n√£o viu‚ÄĚ, afirmou.

Fonte: economia.estadao.com.br – fundo-de-pensao-petros-tera-taxa-extra-para-cobrir-deficit

Gestão de riscos na terceirização e seus impactos na gestão de compliance

H√° muito tempo estamos falando sobre a importancia da gest√£o de terceiros, que apresentam alguns faores que impulsionam a necessidade de uma melhor implementa√ß√£o da governan√ßa de terceiros e gest√£o de riscos dos servi√ßos terceirizados, ainda mais no momento em que a expectativa de crescimento de servi√ßos terceirizados nas organiza√ß√Ķes, as mudan√ßas das regulamenta√ß√Ķes dos setores altamente regulamentados sejam eles nacionais e internacionais, al√©m da alta velocidade das quest√Ķes de tecnologia da informa√ß√£o¬†na era digital, causando algumas duvidas sobre seguran√ßa da informa√ß√£o e nos processos de computa√ß√£o na nuvem.

As empersas devem atanter para estas mudan√ßas, para que possam permanecer competitivas e alinhadas √†s tend√™ncias do mercado e de seus concorrentes, portanto entendemos que muitas organiza√ß√Ķes est√£o buscando cada vez mais aprimorar a gest√£o de terceiros, alinhando as politicas de conhe√ßa seu fornecedor, programas de integridade comerciais, e objetivando o tratamento das vulnerabilidades existentes em diversas etapas do neg√≥cio, principalmente quando negligenciam as normas internas e processos de gest√£o de riscos que podem comprometer sua imagem e reputa√ß√£o, causando perdas intangiveis e que ultimamente tem se transformando em tangiveis muito rapidamente.

Quando questionados sobre a eficiencia e eficacia de uma gest√£o integrada de riscos de terceiros, devemos entender que podemos efetuar:

  • Redu√ß√£o de riscos de compliance
  • Gest√£o de riscos na cadeia de suprimentos
  • Gest√£o de riscos na cadeia de informa√ß√Ķes
  • Eficiencia operacional alinhada ao uso da Tecnologia da Informa√ß√£o – CobiT DS2
  • Melhoria dos processos e entendimento do fluxo da informa√ß√£o
  • Sempre que bem implementada podemos reduzir os custos dos processos
  • Efetuar monitoramento dos servi√ßos recebidos do terceiro
  • Sempre que possivel realiazar “due dilligence” na sede do terceiro conforme servi√ßo contratado
  • Processos de auditoria nas quest√Ķes de seguran√ßa da informa√ß√£o

Portanto a gestão de riscos de terceiros deve estar focada na gestão dos serviços terceirizados, e na forma como gerenciamos isso dentro de nosso negócio, por esse motivo a gestão integrada de riscos deve analisar de forma abrangente qual a forma podemos manter as atividades de nossa empresa, quando boa parte de nossos processos estão nas mãos de terceiros, sejam na TI, Juridico, contabilidade, comercial, segurança patrimonial, recepção, limpeza, atendimento, auditoria interna, auditoria externa, consultorias operacionais entre outras.

#ficaadica #pensenisso #grcbyassi

Briga de sócios afeta mais micro e pequena empresa

As constantes viagens pessoais do sócio deixavam todo o processo de decisão nas mãos de Alexandre Cymbalista, 39. Sobrecarregado, decidiu acabar com uma sociedade firmada havia cinco anos com seu ex-chefe na agência de turismo Latitudes.

Para o lugar do s√≥cio anterior, o executivo convidou Ded√© Ramos, guia tur√≠stico da ag√™ncia. “Eu tenho experi√™ncia empresarial, e ele, conhecimento pr√°tico do neg√≥cio”, destaca Cymbalista, que assegura manter a amizade com o antigo parceiro.

Discuss√Ķes entre s√≥cios s√£o comuns no ambiente empresarial, segundo especialistas. No entanto, micro e pequenas empresas -que comp√Ķem as sociedades limitadas– s√£o as mais afetadas por fissuras na estrutura societ√°ria.

Levantamento feito pelo Mdic (Minist√©rio do Desenvolvimento, Ind√ļstria e Com√©rcio Exterior) para a Folha aponta que de 2009 a 2010 houve alta de 2% (de 316.642 para 322.895) no total de sociedades de micro e pequeno portes no Brasil. O √≠ndice de empresas fechadas, contudo, subiu 5% -foi de 85.424 em 2009 para 89.785 em 2010.

Entre m√©dias e grandes empresas (an√īnimas), a quantidade de sociedades criadas subiu 21% (de 2.017 para 2.438) no per√≠odo. Mas o total de organiza√ß√Ķes desses portes fechadas caiu 65% -de 985 para 344.

O mesmo ocorre em 2011. Nos quatro primeiros meses deste ano, segundo a Jucesp (Junta Comercial do Estado de S√£o Paulo), o total de sociedades limitadas criadas na capital paulista aumentou 5% (de 8.230 para 8.646).

O √≠ndice de baixas, por√©m, teve crescimento de 8% (de 2.033 para 2.192) -16 pontos percentuais acima do de organiza√ß√Ķes de grande porte.

Rompimento

A briga de s√≥cios est√° entre as principais causas de fechamento das empresas, segundo Jos√© Constantino J√ļnior, presidente da Jucesp -perdendo para equ√≠vocos no planejamento financeiro do neg√≥cio e falta de capital.

As sociedades limitadas s√£o mais sens√≠veis a discuss√Ķes societ√°rias porque as rela√ß√Ķes entre as equipes s√£o mais pr√≥ximas, diz a advogada Maria Carolina Ara√ļjo.

“Alguns micro e pequenos empres√°rios criam neg√≥cio por necessidade financeira, o que aumenta o risco de a empresa e de a parceria n√£o darem certo”, diz Constantino.

Conflito de interesses mina parceria

“Tra√≠do como em um casamento.” Foi esse o sentimento que o empres√°rio Daniel Ferreira, 35, do ramo da constru√ß√£o civil, diz ter vivenciado quando soube, h√° um ano, que seu s√≥cio majorit√°rio e amigo de fam√≠lia superfaturava a compra de produtos e embolsava parte da quantia.

A decep√ß√£o quase resultou no fim do neg√≥cio, conta Ferreira, que det√©m 35% da sociedade e entrou na Justi√ßa em busca do rompimento. “Aprendi a formalizar todos os acordos, j√° que decis√Ķes faladas n√£o s√£o computadas em n√≠vel jur√≠dico”, avalia ele, que tem outra companhia de constru√ß√£o civil em sociedade com tr√™s colegas.

Sondagem realizada pelo advogado societ√°rio Marcelo Guedes Nunes com 500 acordos proferidos em C√Ęmaras de Direito Privado do Tribunal de Justi√ßa do Estado de S√£o Paulo mostra que 28% das brigas entre s√≥cios foram fundamentadas por algum dano com prova num√©rica, como desvio de dinheiro.

O empresário H.K., que pediu para não ser identificado, também faz parte desse índice. Dono de uma empresa de serviços em sociedade com três empresários -cada um com 25% do negócio-, teve dificuldade para lidar com um dos sócios que cobrava crescimento muito além daquele que a empresa obtinha.

Ap√≥s discuss√Ķes que quase levaram a empresa √† fal√™ncia, H.K. descobriu, h√° dois anos, que o s√≥cio em quest√£o havia aberto uma companhia concorrente para levar seus clientes e funcion√°rios.

A notícia, afirma o empresário, veio por meio de boatos Рele já era alvo de piadas entre funcionários e parceiros. Deu então fim à empresa e foi à Justiça para não pagar os 25% do negócio a que o sócio tinha direito por contrato. Até o momento, diz, não chegaram a um consenso.

Fim da sociedade

“Mostrar que o preju√≠zo da empresa √© vantajoso para um dos s√≥cios √© suficiente para a Justi√ßa aprovar o fim da sociedade”, diz Marcelo Nunes, do Guedes Nunes, Oliveira e Roquim Advogados.

Dos processos movidos em razão do fim da sociedade, 46%, no entanto, duram de três a seis anos -prazo considerado alto por empresários.

Al√©m de desvio de dinheiro e de conflito de interesses, as dissolu√ß√Ķes de sociedade se d√£o por quest√Ķes pessoais, dificuldades financeiras, intrigas entre s√≥cios e disputas de ego, segundo especialistas.

Família pode intensificar guerra na empresa

Casados há oito anos, Rodrigo, 38, e Fabiana Geammal, 37, compartilham não só a vida a dois mas também a gestão de um negócio. Mas houve momentos em que separação e dissolução da sociedade pareciam iminentes.

H√° quatro anos, quando o empreendedor deixou o modelo de empresa individual para abrir sociedade com a mulher, as brigas por quest√Ķes profissionais somaram-se √†s discuss√Ķes de casal.

“Cheguei a pedir div√≥rcio porque n√£o conseguia conciliar problemas pessoais e profissionais”, lembra o dono da Elos Cross Marketing. Para impedir que as disputas do relacionamento afetivo e as da sociedade se misturassem, o empres√°rio afirma ter parado de falar de trabalho em casa e tamb√©m do casamento na empresa.

Segundo Jos√© Carlos Ferreira, coordenador do n√ļcleo de empresas familiares da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), discuss√Ķes entre s√≥cios da mesma fam√≠lia s√£o comuns e podem trazer s√©rios preju√≠zos financeiros √† organiza√ß√£o.

“Entretanto, quando a rela√ß√£o √© tranquila, a sociedade tende a trazer agilidade e crescimento √† companhia.”

√Č o que considera Dora Ramos, 45, s√≥cia da Fharos Assessoria Empresarial.

Para ganhar produtividade e novos clientes, ela abriu sociedade com o irm√£o. “√Č dif√≠cil ter afinidade com quem n√£o conhe√ßo bem”, considera a empres√°ria.

Conselheiro ajuda a dar fim à disputa

Em vez de recorrerem à Justiça, micro e pequenos empresários devem priorizar acordos. Com isso, poupam dinheiro gasto com honorários advocatícios e tempo destinado à presença em audiências.

Se a conversa entre os s√≥cios n√£o der resultado, uma op√ß√£o √© nomear um conselheiro para ajudar nas decis√Ķes da empresa e na resolu√ß√£o do conflito entre eles, recomenda o diretor financeiro da CACB (Confedera√ß√£o das Associa√ß√Ķes Comerciais e Empresariais do Brasil), George Teixeira Pinheiro.

“No caso de os s√≥cios n√£o chegarem a um acordo, ele [conselheiro] d√° um ponto de vista que pode resolver a situa√ß√£o amigavelmente.” O conciliador, refor√ßa Pinheiro, pode ser escolhido entre funcion√°rios de confian√ßa dos s√≥cios, como um gerente ou um diretor.

Além de apaziguar a disputa entre as partes, o conselheiro pode evitar o desgaste da empresa no mercado.
Para Roberta Bordini Prado, advogada societária do Gaudêncio, McNaughton e Prado Advogados, o incentivo ao acordo ocorre até mesmo em processos já em andamento no Judiciário.

“Uma simples conversa pode garantir solu√ß√Ķes mais r√°pidas a um problema que parecia n√£o ter solu√ß√£o.”
O di√°logo foi a alternativa encontrada pelo empres√°rio Fernando Mello, 32, da Press FC, assessoria publicit√°ria especializada em esportes, para evitar discuss√Ķes com o s√≥cio Emerson de Souza, 28.

“J√° passamos por diversos problemas financeiros e brigamos por motivos bobos, mas superamos na conversa”, pontua ele, que conheceu o s√≥cio quando foi assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

Arbitragem é opção para agilizar solução de impasses societários

De acordo com Aldo Telles, coordenador da Cbmae (C√Ęmara Brasileira de Media√ß√£o e Arbitragem), o √≠ndice de concilia√ß√£o em tribunais de arbitragem √© mais alto que o do Judici√°rio.

“O maior benef√≠cio √© o sigilo do processo”, explica ele.

A Fecomercio Arbitral tem parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para tornar a arbitragem acessível a microempresários.

O desconto oferecido nas taxas de registro (de R$ 500 a R$ 5.000) e de administração (cerca de 5% do valor do processo) é de até 50%.

Projeto de Lei

O projeto de lei que permite a abertura de uma empresa de responsabilidade limitada por uma √ļnica pessoa, aprovado pelo Senado em junho deste ano, aguarda san√ß√£o da presidente Dilma Rousseff. Ela tem at√© a pr√≥xima ter√ßa-feira (12/7) para aprovar ou rejeitar o modelo.

O objetivo do projeto √© evitar que empres√°rios criem sociedades somente para atender a exig√™ncias jur√≠dicas e, assim, ponham o patrim√īnio pessoal em risco.

Atualmente, para abrir uma empresa limitada, o empreendedor precisa ter, ao menos, um sócio.
A empresa terá a expressão Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) em sua denominação social.

Registros Necess√°rios

O que fazer antes da dissolução da sociedade?
РDocumentar o índice de participação dos sócios
РDefinir regras para a saída de um dos parceiros
РEstabelecer normas rígidas para a venda de parte do negócio a terceiros
– Criar manual de conduta, com regras para uso do caixa, por exemplo

Fonte: Patrícia Basilio, Folha de S.Paulo

Por que o fim da corrupção no Brasil começa no seu trabalho?

Assombrado quase diariamente por esc√Ęndalos de corrup√ß√£o envolvendo¬†empresas e governos, o brasileiro corre o risco (compreens√≠vel) de acreditar que o desrespeito generalizado √† lei √© um problema insol√ļvel. N√£o √©.

E tem mais: cada indivíduo pode contribuir para disseminar práticas éticas no país, a começar pelo seu próprio ambiente de trabalho, diz Mercedes Stinco, diretora de auditoria da Natura e coordenadora da Comissão de Gerenciamento de Riscos do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

√Č claro que, para que a semente da corrup√ß√£o n√£o germine e d√™ frutos, a empresa precisa fazer a sua parte. Da√≠ a necessidade de pol√≠ticas definidas e executadas pelo departamento de compliance ‚ÄĒ que, n√£o √† toa, virou uma das carreiras mais quentes do momento no Brasil.

No entanto, explica Stinco, o movimento n√£o deve vir apenas de cima para baixo, mas tamb√©m de baixo para cima. Devidamente amparadas por medidas institucionais, as pessoas que comp√Ķem uma organiza√ß√£o tamb√©m podem (e devem) colaborar.

‚ÄúUma andorinha s√≥ n√£o faz ver√£o, ou seja, um funcion√°rio sozinho n√£o vai conseguir resolver os problemas √©ticos de uma empresa sem ter por tr√°s uma estrutura‚ÄĚ, diz ela. Mesmo assim, cada um pode sim afetar o sistema com pequenas atitudes.

Afinal, a corrup√ß√£o n√£o existe sem pessoas, sejam elas corruptas ou corruptoras. Com um detalhe fundamental, que pro√≠be falsos moralismos: n√£o se trata de um comportamento isolado de alguns ‚Äúvil√Ķes‚ÄĚ, mas sim de um tra√ßo da cultura brasileira, afirma Jo√£o Marques Fonseca, presidente da consultoria em mobilidade global EMDOC.

‚ÄúVejo muitos profissionais brasileiros destru√≠rem suas carreiras internacionais justamente por essa quest√£o cultural, pelo h√°bito de tirar vantagem nas pequenas coisas‚ÄĚ, diz ele. ‚ÄúO que √© pr√°tica comum aqui n√£o √© aceito l√° fora‚ÄĚ. Ele diz que n√£o √© incomum encontrar executivos nascidos aqui envolvidos em problemas jur√≠dicos no exterior por ‚Äúpura estupidez‚ÄĚ.

Mentalidade, cultura, vis√£o de mundo ‚ÄĒ a √ļnica maneira de voc√™ alterar isso ‚Äúsozinho‚ÄĚ √© incorporar atitudes √©ticas no cotidiano, de forma reiterada e insistente, para que se transformem em exemplo para os demais.

‚ÄúO chefe, em particular, precisa ser um modelo para seus liderados‚ÄĚ, diz Fonseca. Isso porque a postura moral do l√≠der costuma ser espelhada pela equipe: se ele for correto, essa atitude tende a se multiplicar; assim como o seu exato oposto.

Al√©m de dar o exemplo, o gestor precisa cobrar diretamente comportamentos √©ticos dos seus funcion√°rios. N√£o se trata de vigil√Ęncia ou patrulha, explica o presidente da EMDOC, mas da cria√ß√£o de um ciclo virtuoso de integridade.

Quando um liderado cometer um desvio dessa natureza, a punição precisa ser imediata. A reação do chefe à corrupção de um liderado costuma ditar se ela continuará sendo praticada no futuro por ele próprio e também pelos demais.

Pequenas a√ß√Ķes, grandes resultados

E se voc√™ n√£o for chefe? Stinco garante que a√ß√Ķes de impacto podem partir de profissionais de qualquer n√≠vel hier√°rquico.

Do estagi√°rio ao CEO, todo mundo pode abandonar uma empresa que n√£o respeita a lei, por exemplo. √Č a resposta mais radical √† corrup√ß√£o no meio corporativo ‚ÄĒ bem mais dif√≠cil de implementar em tempos de crise e desemprego ‚ÄĒmas, ainda assim, poss√≠vel.

Vale pensar em empresas como a Odebrecht, por exemplo. Elas quase n√£o escapam √† associa√ß√£o com os esc√Ęndalos de corrup√ß√£o que marcaram sua hist√≥ria recente. Essa ‚Äúaura‚ÄĚ acaba se estendendo aos funcion√°rios que passaram por l√°, diz Fonseca, mesmo √†queles que n√£o t√™m nada a ver com os crimes que levaram seu ex-presidente para a cadeia.

‚ÄúSe voc√™ consegue perceber a tempo que existem coisas estranhas acontecendo na sua empresa, saia o quanto antes, se for poss√≠vel‚ÄĚ, recomenda ele. ‚Äú√Äs vezes √© melhor partir para um emprego com sal√°rio mais baixo do que correr o risco de manchar a sua reputa√ß√£o profissional por ter uma empresa com nome estigmatizado no curr√≠culo‚ÄĚ.

O seu empregador respeita as leis? ‚ÄúSe a resposta for negativa e voc√™ n√£o pode ou n√£o quer buscar um novo emprego, busque evid√™ncias concretas e fa√ßa algo para mudar o que est√° errado‚ÄĚ, recomenda Stinco.

Mais uma vez, √© preciso que a empresa compare√ßa com a parte que lhe cabe: a exist√™ncia de canais de den√ļncia an√īnima √© indispens√°vel para que um funcion√°rio possa chamar a aten√ß√£o para ilegalidades de forma segura e eficiente.

Stinco tamb√©m diz que o funcion√°rio pode exigir mais treinamentos e materiais sobre combate √† corrup√ß√£o na empresa. Se esses recursos n√£o existirem ou forem insuficientes, tamb√©m √© importante se engajar diretamente na sua elabora√ß√£o. ‚ÄúOs melhores manuais de conduta sempre s√£o aqueles formulados por v√°rias m√£os‚ÄĚ, explica a coordenadora do IBGC.

O crime n√£o compensa¬†‚ÄĒ nem o mais ‚Äúinocente‚ÄĚ deles

Muita gente esquece que os malfeitos n√£o ocorrem apenas nos contratos com governos e agentes p√ļblicos, como o brasileiro se acostumou a ver nos notici√°rios.¬†A corrup√ß√£o est√° presente em toda forma de desrespeito √† legisla√ß√£o, seja ela ambiental, trabalhista, tribut√°ria ou de qualquer outra natureza.

Essa constatação abre caminho para uma conclusão importante, diz o presidente da EMDOC: profissionais de qualquer área ou cargo estão todos os dias diante de uma escolha moral.

Um operador da área de compras, por exemplo, está contribuindo para a ética no país quando não aceita uma fatura maquiada feita por um fornecedor.

Um analista de RH está agindo de forma cidadã quando não faz vistas grossas a um atestado médico falso entregue por um funcionário. Analista de Recursos Humanos: Aprenda mais sobre a profissão com a Xerpa Patrocinado

Um gerente está ajudando a combater a impunidade quando denuncia não apenas o assédio moral que praticam contra ele, mas também contra o estagiário.

Qualquer profissional está construindo um país mais sério quando não bate o ponto e sai para dar uma volta.

‚ÄúCada um de n√≥s precisa se perguntar: essa ‚Äėvantagenzinha‚Äô realmente vale a pena? Ser√° que esses pequenos crimes v√£o mesmo melhorar a minha vida? Se voc√™ parar para pensar, vai perceber que n√£o‚ÄĚ, diz Fonseca. Ser sincero e assumir responsabilidades √© muito mais saud√°vel para a sua carreira, para o seu empregador e para o pa√≠s.

Fonte: exame.abril.com.br Рpor-que-o-fim-da-corrupcao-no-brasil-comeca-no-seu-trabalho