Insatisfação e remuneração inadequada aumentam o risco de fraudes dentro das empresas

8 jan, 2018 | Nenhum Comentário »
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A maior parte dos profissionais qualificados que perderam seus empregos nos últimos três anos foi realocada em até um ano, mas 60% deles aceitaram posições com salários mais baixos do que a posição anterior.

Insatisfação com o trabalho e remuneração inadequada são problemas que afetam não apenas os funcionários que sofrem com essas situações, mas toda a estrutura de uma empresa. O reflexo disso está em pesquisa realizada pela consultoria KPMG com 596 profissionais, apontando que 17% deles sente-se subvalorizado no cargo que ocupa.

Mas não podemos esquecer que a ausência de índole e caráter de alguns profissionais sempre serão um dos pontos de fragilidade em qualquer processo corporativo, pois melhor que sejam os programas de integridade, riscos, compliance e auditoria, sempre seremos dependentes dos interesses pessoais que sobrepõem os interesses corporativos, acho interessante, mas receber salário baixo e buscar complemento com fraudes é deixar o foco da honestidade em segundo plano, opinião pessoal minha.

Por esse motivo venho aproveitar a matéria para contrapor o argumento da matéria, tendo em vista que pós crise muita coisa mudou, os valores financeiros são outros e as necessidades também, as fraudes corporativas estatisticamente ocorrem com profissionais entre 2 a 5 anos de empresa e quase 1/3 delas com profissionais de gestão, quem tem poder de senhas e aprovação, por isso muito cuidado ao avaliar os riscos, voce pode se tornar paranóico, por Marcos Assi

Já 14% dos entrevistados afirmam que o medo é o sentimento determinante para cometer um ato ilícito. Logo atrás estão os mal remunerados, 13% dos que praticam alguma ilegalidade.

Na avaliação da advogada e presidente do Instituto Compliance Brasil, Sylvia Urquiza, situações assim são precedentes bastante comuns para um ato fraudulento dentro de qualquer empresa, merecendo mais atenção por parte de seus dirigentes.

“Se somarmos a situação de funcionários insatisfeitos com a falta de um programa de compliance estruturado, o retrato é este. Esses dois lados precisam ser bem trabalhados em busca de melhores práticas”, afirma.

E essa condição pode estar ainda mais próxima da realidade se considerado o contexto das empresas instaladas no Brasil neste período de saída da crise. Segundo recorte do Índice de Confiança Robert Half, a maior parte dos profissionais qualificados que perderam seus empregos nos últimos três anos foi realocada em até um ano, mas 60% deles aceitaram posições com salários mais baixos do que a posição anterior. Entre os que tiveram o salário reduzido, 56% responderam que o corte foi acima de 20%.

“A redução de renda e, por consequência, do padrão de vida, pode fazer com que esse profissional sinta-se pressionado. Em uma empresa sem uma área de compliance desenvolvida, esse pode ser o caminho para um ato ilícito”, detalha Ricardo Lemos, professor da Trevisan Escola de Negócios.

Se por um lado as empresas ainda não podem ou não são capazes de oferecer incentivos financeiros aos funcionários, evitando comportamentos inadequados, por outro é preciso agir rápido neste tipo de situação. O primeiro passo, indica o diretor-geral da Robert Half, Fernando Mantovani, é o desenvolvimento de uma área dedicada às boas práticas. Feito isso, é hora de estruturar outros tipos de bônus.

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