Como evitar roubos por funcionários?

Resultado de imagem para roubos por funcionáriosAo passar as compras, o operador de caixa em uma loja de roupas finge registrar as mercadorias mais valiosas e entrega as peças para um cliente-cúmplice. Enquanto isso, em uma rede de autosserviço, um empregado danifica de propósito embalagens de produtos para justificar o descarte e levá-los para casa. Outro estabelecimento, uma concessionária de veículos, perde dinheiro com notas frias trazidas por integrantes da equipe, que recebem reembolsos de gastos inexistentes. Os golpes descritos ocorrem diariamente no país. São casos reais, relatados por consultores de segurança e empresas que preferem manter-se no anonimato. Os furtos e fraudes realizados por funcionários causam um prejuízo anual de R$ 2,2 bilhões ao varejo brasileiro, ou seja, R$ 70 a cada segundo, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Provar/FIA (Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração) e Felisoni Consultores Associados sobre Perdas no Varejo.

A oportunidade, associada à falta de controles, cria um ambiente fértil para roubos internos. A drogaria Araújo, rede com cem lojas em Belo Horizonte e cidades próximas, teria perdido R$ 18 milhões nos últimos quatro anos, se não tivesse implantado um departamento específico para evitar furtos e danos às mercadorias. De acordo com a gerente de Prevenção de Perdas do grupo, Cristiana Araújo, antes do programa alguns produtos mais visados chegavam a faltar no ponto de venda. “Tínhamos uma perda altíssima de lâminas de barbear, que têm um mercado clandestino forte. Era um item tão furtado que o cliente chegava para comprar e não tinha disponível na loja”, conta.

Para inibir os ladrões, a empresa passou a proteger os itens de maior valor agregado com caixas acrílicas e etiquetas eletrônicas. “Cerca de 40% dos furtos nas lojas são praticados por funcionários”, diz Cristiana. Como resultado, houve um aumento de 73% nas vendas de lâminas devido à maior quantidade de unidades disponíveis. “As perdas na rede como um todo caíram pela metade desde 2005, quando implantamos a política de evitar perdas, que inclui treinamento e até participação nos resultados com base em metas de prevenção.”

NÚMEROS DA FRAUDE* | Roubos, notas frias e propinas causam um rombo bilionário

77% das empresas registram prejuízos com fraudes abaixo de R$ 1 milhão por ano
R$ 2,2 bilhões são furtados todo ano por funcionários do comércio
R$ 428 é o prejuízo médio por ocorrência de furtos internos

As pequenas e médias empresas sofrem mais para controlar a ação de funcionários desonestos, pois costumam ter menor rigidez nas relações profissionais e nos processos. A coordenadora do Grupo de Prevenção a Perdas do Instituto Provar, Patrícia Vance, cita um estudo da entidade norte-americana Association of Certified Fraud Examiners para mostrar a relação direta entre falta de monitoração e quantidade de ocorrências. De acordo com o levantamento, os negócios com menos de cem funcionários registram perda média quatro vezes maior que as grandes companhias. “O dono de um restaurante ou pequeno varejo, por exemplo, tem a tendência de tratar a equipe como uma grande família. E nem cogita desconfiar dos subordinados”, avalia a pesquisadora.

Segundo o diretor de Segurança da Informação da Associação Brasileira de Segurança Orgânica (ABSO), Áureo Miraglia, a prática mostra que pelo menos 5% dos empregados furtariam o lugar no qual trabalham se enxergassem uma oportunidade. “Em geral, a pessoa se torna fraudadora quando vê a possibilidade, percebe uma fraqueza em determinado controle e inventa uma justificativa para o desvio. O funcionário se coloca como vítima e cria uma fantasia na qual o ato ilícito compensa uma injustiça contra ele, como um salário baixo. Também é comum o indivíduo enxergar a ação como um tipo de vingança direcionada ao chefe ou à empresa”, afirma.

FIQUE DE OLHO NOS PRODUTOS MAIS COBIÇADOS | Mercadorias mais furtadas por segmento

Atacado >>> Pilhas, gomas de mascar e azeite
Eletroeletrônico >>> Celular, DVD player, DVDs (filmes) e CDs
Drogaria >>> Desodorante, analgésico, aparelho e lâmina de barbear
Material de Construção >>> Fios e cabos elétricos, válvulas e tintas
Vestuário >>> Camisas de futebol, tênis e meias
Fonte: 9ª Pesquisa Perdas no Varejo Brasileiro, do Instituto Provar/Fia
*fontes: Instituto Provar/Fia e KPMG

Impunidade estimula crimes internos
Um estudo sobre fraudes no Brasil, realizado pela consultoria KPMG em 2009 com mais de mil empresas, revela um quadro alarmante: 70% das organizações foram fraudadas nos últimos dois anos e 68% não conseguiram recuperar os valores. “Os casos mais comuns são superfaturamento de contas de viagem, reembolso com notas frias, propinas e roubo de equipamentos”, afirma o sócio responsável pela área de Forensic Services da KPMG, José Carlos Simões. O levantamento mostra ainda que 77% das perdas são inferiores a R$ 1 milhão por ano. “Valores relativamente baixos podem levar os empreendimentos, em especial os menores, a fazer vista grossa em lugar de investir em prevenção. No entanto, a impunidade acaba por tornar o problema cada vez maior.”

Pequenas fraudes são comuns na maioria das empresas. Prova disso são os resultados alcançados pelo sistema de pagamento de táxis por celular criado pela Wappa. O produto, destinado ao mercado corporativo, substitui voucher, boleto e reembolso. A transparência do processo – o gestor acompanha em tempo real as transações – gera economia de até 40% nos gastos de clientes. “A solução é uma cultura nova de eficiência e segurança”, afirma o presidente da Wappa, Armindo Freitas Motta Jr.

A tecnologia é uma das principais aliadas na prevenção de fraudes. “Para prevenir o roubo interno, os sistemas como câmeras de TV têm de ficar evidentes, ou seja, a empresa precisa demonstrar controle”, diz Miraglia.

Antes de adotar qualquer tipo de solução, a empresa deve avaliar o prejuízo. “É preciso saber quanto se está perdendo para depois decidir o investimento a ser feito. Não adianta ter um orçamento de prevenção maior que as próprias perdas”, recomenda Patrícia, do Provar/Fia. O passo seguinte é identificar as vulnerabilidades em cada etapa de operação do negócio e, então, implementar os controles. “As câmeras, por exemplo, são equipamentos que devem ter um uso planejado. Um caso de aplicação eficiente acontece nas grandes redes de supermercados, que costumam colocar uma unidade de captação de imagem em cada caixa para detectar eventuais desvios de mercadoria”, afirma Miraglia.

Prevenir é melhor do que remediar, diz a sabedoria popular. Que o digam as empresas que ilustram o início desta reportagem. Para as três, as soluções após os incidentes deixaram o gosto amargo de perdas que não se recuperam: a loja de roupas não conseguiu provar a culpa do operador e acabou por demiti-lo sem justa causa, mas desde então passou a usar câmeras para controlar o caixa; a rede de autosserviço, que só percebeu o desvio de mercadorias quando a quantidade atingiu níveis chamativos, não puniu ninguém, mas implementou rígida fiscalização para impedir funcionários de levar produtos para casa; a concessionária limitou os reembolsos para a equipe de vendas, e ainda estuda uma forma de controlar as notas frias. O final talvez não tenha sido feliz, mas a lição aprendida marcou o início de negócios mais saudáveis – e prevenidos.

MEDIÇÃO
Realizar inventários a cada dois meses, pelo menos, é uma maneira de descobrir eventuais furtos internos. No caso de produtos de alto valor agregado, pode ser necessário um controle diário de estoque e vendas. Coletores portáteis de dados, que leem códigos de barras ou etiquetas eletrônicas, armazenam informações da mercadoria e agilizam esse tipo de levantamento. A pesquisa de Avaliação de Perdas no Varejo do Instituto Provar/Fia mostra que 80% das lojas de vestuário e 58% dos supermercados usam o equipamento

DIAGNÓSTICO
Só depois de avaliar quanto perde comfurtos e fraudes, a empresa pode definir o orçamento de prevenção. O valor não deve ser maior que o prejuízo para compensar o investimento. Faça a análise de toda a operação para detectar vulnerabilidades. “Estoque sem registros, falta de inventário frequente e rotinas manuais são exemplos”, diz Patrícia Vance, do Provar

EQUIPAMENTOS
As tecnologias de segurança mais difundidas são etiquetas eletrônicas ou magnéticas, caixas acrílicas com sensor, circuito fechado de TV(CFTV), alarmes, software de vigilância eletrônica de mercadorias, cofres eletrônicos e sistemas de acesso (fechaduras com senha, catracas digitais). Para o diretor da ABSO, Áureo Miraglia, os aparelhos só devem ser instalados após a definição das vulnerabilidades. “Pequenas empresas têm de saber dosar esse tipo de solução. Não adianta ter câmeras de alta definição e quem controla ter de cuidar do caixa e do atendimento. Um CFTV faz mais sentido em estabelecimentos grandes”, diz

RECURSOS HUMANOS
Os cuidados com a equipe devem começar ainda no recrutamento.“O entrevistador pode avaliar a postura ética de um candidato com perguntas como, por exemplo: ‘O que você faria se testemunhasse um colega de trabalho roubando a empresa?’ ”, diz Miraglia, da ABSO. Treinar os funcionários parece óbvio, mas funciona. Implementar rotinas, que vão desde bloquear o computador na hora do almoço até estabelecer procedimentos no acesso a estoques, diminui as vulnerabilidades. Políticas de benefícios e campanhas também ajudam a envolver a equipe. Um exemplo é a rede de drogarias Araújo, que adotou um sistema de participação nos resultados que leva em conta a redução de perdas.

CONTROLES
Processos e regras podem ser instituídos para vulnerabilidades específicas, como checagem do lixo, área controlada no estoque para produtos de alto valor agregado, sistema eletrônico para pagamento de despesas de funcionários e canal de denúncias. O uso de crachás permite fiscalizar o acesso de desconhecidos. As auditorias ajudam a detectar fraudes financeiras e falhas operacionais

Fonte: revistapegn.globo.com – COMO+EVITAR+ROUBOS+POR+FUNCIONARIOS

Como roubar uma empresa

É uma verdade inconveniente, mas a operação Lava-Jato deixou claro: por muito tempo, roubar fez parte do modelo de negócios de uma parcela considerável do alto empresariado brasileiro. A delação premiada do grupo Odebrecht, que começa a ser divulgada a conta-gotas, está terminando de mostrar o elevadíssimo nível de promiscuidade das relações entre as empresas e o governo. As empreiteiras envolvidas na Lava-Jato já se comprometeram a pagar multas de mais de 15 bilhões de reais em acordos com os órgãos estatais de investigação. O pagamento de propinas e o superfaturamento de contratos geraram um prejuízo de 20 bilhões de reais aos cofres da Petrobras. Casos como esses, por seu conteúdo explosivo, ganham as manchetes. Mas dão a impressão de que os funcionários de empresas privadas só caem em tentação quando estão frente a frente com a gula de políticos inescrupulosos. Claro, não é bem assim. Olhe à sua volta. Há ladrões por toda parte.

Estima-se que as empresas percam 8% de seu faturamento em fraudes dos mais diversos tipos, sempre protagonizadas pelos próprios funcionários ou por terceirizados, segundo a consultoria de gestão Hands On Solutions. A coisa começa em pequenos delitos, como superfaturar em 2 reais um recibo de táxi, e vai até os mais sofisticados, como inflar balanços para esconder prejuízos e garantir bônus milionários. Quase sempre, as empresas tentam lidar com esse tipo de roubo com a maior discrição possível. Mas, no mundo real, cada corporação tem pelo menos uma história de quadrilhas desbaratadas depois de encontrar esquemas de desviar dinheiro. Trata-se de uma doença que vai comendo a produtividade das companhias brasileiras aos pouquinhos – e pouca gente está disposta a falar abertamente sobre ela. Com a Lava-Jato, essa atitude começa a mudar. “Muitas empresas nos contratam para saber o que a Polícia Federal encontraria se fizesse uma batida surpresa”, diz Antônio Gesteira, sócio da área de investigação da consultoria e empresa de auditoria KPMG. Os empresários passaram a reconhecer outra verdade inconveniente: não têm a menor ideia do que acontece dentro de suas empresas.

Apenas no ano passado, mais de uma dezena de fraudes corporativas se tornou pública no país. Uma das maiores aconteceu na varejista eletrônica Cnova, que era dona das-lojas online de Casas Bahia e Ponto Frio e foi fundida, no Brasil, com a Via Varejo, dona das lojas físicas das mesmas marcas, no fim do ano passado. Em uma vistoria de rotina em julho de 2015, um funcionário da área comercial fazia uma revisão dos estoques quando notou que algumas mercadorias em perfeito estado estavam classificadas como quebradas. Vistorias como essa são corriqueiras no comércio, mas o volume acendeu um alerta na Cnova e envolveu vários escalões na investigação – inclusive a presidência. O chefe de segurança fez uma blitz surpresa em um dos caminhões que saíam de um dos centros de distribuição da empresa e flagrou centenas de produtos novos, falsamente classificados como defeituosos, sendo retirados do local sem nota fiscal. Os acionistas decidiram, então, contratar o braço de investigação forense da KPMG (a auditoria não comenta o caso). Os investigadores levaram computadores, interrogaram funcionários e executivos, fuçaram onde bem entenderam. Ao longo dos cinco meses seguintes, a KPMG identificou o que a Cnova chamou, num comunicado, de “má conduta” de funcionários. Era, na verdade, um esquema fraudulento de desvio de produtos que mexia com os resultados da companhia: uma mesma venda chegou a ser computada mais de uma vez, o que inflava artificialmente os resultados. Para calcular o tamanho da fraude e seus impactos no balanço da empresa, foram necessários mais seis meses de investigação na contabilidade. O Grupo Pão de Açúcar, controlador da empresa, concluiu que a Cnova havia perdido, entre mercadorias, ajustes de estoque e mudanças contábeis, 400 milhões de reais em patrimônio. O controlador desconfiou da supervisão de executivos e de funcionários e acabou trocando parte da equipe da empresa no ano passado – o grupo diz que fez uma revisão de todos os processos e controles para evitar novos rombos.

Pelo tamanho do prejuízo e pelo fato de envolver uma empresa que tinha ações listadas na Nasdaq, a fraude na Cnova teve grande repercussão. Mas, enquanto os investigadores estavam vasculhando estoques e os auditores estavam refazendo o balanço da companhia, casos parecidos eram descobertos em empresas de diferentes setores no país. Um deles envolveu o Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Em maio, o hospital recebeu denúncias anônimas que indicavam que três médicos da área de cardiologia favoreciam uma empresa na hora de comprar equipamentos. Ao analisar os e-mails dos médicos, o hospital descobriu que eles recebiam presentes da empresa. O Einstein, então, levou o caso à polícia, que investiga se os médicos fizeram procedimentos desnecessários apenas para usar os equipamentos vendidos pela empresa. Dois médicos foram demitidos e um foi afastado. Em abril, a Caixa Econômica Federal informou ter descoberto que funcionários recebiam propina para burlar regras de financiamento imobiliário em Alagoas. Cinco funcionários são investigados pela Polícia Federal. A empresa de energia elétrica Energisa desvendou um esquema que envolvia mais de 100 pessoas em Mato Grosso do Sul. Funcionários recebiam propina para reduzir a conta de alguns consumidores. A companhia acionou a polícia e fez duas prisões em flagrante. Também mudou a forma de registrar o consumo de seus clientes. Agora os relógios de luz têm de ser fotografados a cada leitura – assim, os funcionários não podem registrar o que bem entendem.

O prejuízo para as dez empresas que admitiram ter sido roubadas por funcionários em 2016 chegou a 3 bilhões de reais. O número real, naturalmente, é bem maior. “As empresas preferem discrição ao lidar com esse assunto, para não expor suas fragilidades. São poucos os casos que se tornam públicos”, diz Ian Cook, diretor da consultoria Kroll , especializada em prevenção de riscos corporativos e investigação de fraudes. Segundo duas dezenas de executivos de empresas. auditorias e escritórios especializados em investigar fraudes consultados por EXAME as fraudes são tão corriqueiras que algumas empresas chegam a incluir estimativas de perdas com roubos na previsão orçamentaria. “De cada dez empresas que nos procuram para ajudar em investigações, nove sofreram fraudes mesmo”, diz Clarissa Oliveira, advogada da área penal empresarial do escritório de advocacia Veirano.

Existe mais de uma centena de maneiras de roubar uma empresa. Apenas nas áreas responsáveis por compras e pelo pagamento de despesas e fornecedores, são mais de 70 formas de desviar dinheiro, segundo profissionais do setor. Em investigações internas, empresas já descobriram funcionários que modificavam o número de boletos de cobrança usando um programa de edição de imagem com o intuito de destinar pagamentos às próprias contas ou às de parentes. Alguns funcionários criaram até empresas de fachada para receber como se fossem fornecedores da companhia. Em junho, a Caixa Econômica (de novo) desvendou um esquema em Fortaleza, com prejuízo de mais de 50 milhões de reais, em que funcionários criaram empresas de fachada para tomar empréstimos no banco (que, claro, nunca seriam pagos). A farmacêutica Bayer descobriu que um funcionário da operação brasileira, responsável pelo registro de contratos de prestação de serviço, favorecia sua microempresa nas contratações. A farmacêutica demitiu o funcionário, que ainda tentou brigar por uma indenização alegando que não tinha poder de decisão (e perdeu). Os pedidos de reembolso de despesas são outra tradicional fonte de irregularidades. Entre as mais comuns estão notas fiscais de gastos em motéis, restaurantes caríssimos nos fins de semana e hotéis em feriados. Numa investigação comandada pelo escritório Demarest Advogados, o gerente de vendas de uma fabricante de material de construção chegou a apresentar o recibo de diárias num hotel em Copacabana, no Rio de Janeiro, em pleno Réveillon.

Estudos de consultorias no Brasil e no exterior mostram que um terço das fraudes acontece justamente como as descritas acima: ou seja, um pouquinho por dia, com o desvio de alguns produtos ou o reembolso de pequenas despesas que nada têm a ver com a companhia. E não para de crescer. Um levantamento global da consultoria Kroll mostra que 82% das empresas afirmam ter sofrido pelo menos uma fraude nos últimos 12 meses -o maior índice desde 2012, quando a pesquisa teve início. Os desvios que são potencialmente mais danosos para o caixa das empresas envolvem altos executivos e são feitos em aliança com fornecedores e até clientes. Segundo outra pesquisa, realizada pela KPMG, as fraudes em conluio respondem por 76% do total na América Latina, e isso faz com que durem, em média, três anos. Outro levantamento, da Associação Internacional dos Investigadores de Fraude, indica que o envolvimento da cúpula causa danos quase 11 vezes maiores do que fraudes cometidas pelo baixo escalão, com prejuízo médio de 703 000 dólares. Os casos de corrupção no Brasil ilustram bem essas estatísticas, já que envolvem presidentes e até acionistas das empresas – apesar de, nesses casos, eles roubarem para as empresas, e não das empresas. Mas um exemplo internacional é o da montadora Volkswagen. Em 2015, a companhia admitiu ter adulterado o mecanismo que mede a emissão de gás carbônico de automóveis, num esquema que envolveu dezenas de funcionários de vários níveis e custou à empresa 16 bilhões de euros entre multas, recalls de veículos e ações judiciais (o montante equivale a todo o lucro operacional da companhia). Ao pedir demissão, Martin Winterkorn, presidente mundial da Volks, e Michael Horn, presidente da empresa nos Estados Unidos, afirmaram ter falhado no controle da montadora.

Quanto maior o número de funcionários, segundo os especialistas, ainda mais difícil exercer o controle em casos de conluio. Nos Correios, há em média uma operação por ano de descoberta de fraudes internas – no ano passado, em outubro, a Polícia Federal prendeu nove funcionários após uma denúncia feira pela própria área de segurança dos Correios. Em um esquema paralelo de postagem de mercadorias e malas diretas, os funcionários fraudavam as pesagens e usavam a rede para distribuir itens sem pagamento, causando um prejuízo de 147 milhões de reais em dois anos. Em fevereiro deste ano, quatro funcionários foram condenados a regime fechado por peculato e falsificações no plano de saúde que custaram 7 milhões de reais – nesse caso, foram outros funcionários do mesmo departamento que fizeram a denúncia.

COMPRANDO A BRIGA

No novo ambiente criado pela Lava-Jato no Brasil, ainda que a maioria das empresas prefira jogar as fraudes para baixo do tapete, está aumentando o número de companhias que decidem comprar a briga com os funcionários fazendo investigações detalhadas e aumentando as punições (como demissões por justa causa, pedidos de ressarcimento e ações judiciais). Também cresce o número de empregados que delatam o colega infrator. “O desgaste e o custo financeiro de fazer as investigações e demitir funcionários por justa causa são maiores, mas têm efeito didático”, diz Romeu Zema, dono da rede de varejo Eletrozema, de Minas Gerais. A empresa criou uma linha telefônica 0800 para que os funcionários possam fazer denúncias anônimas – se quiserem se identificar e a denúncia for confirmada, ganham bônus de um salário. De acordo com uma pesquisa da consultoria ICTS, especializada em investigar fraudes corporativas, o número de denúncias de irregularidades recebidas pelas empresas brasileiras aumentou 45% em dois anos.

Ao investigar suspeitas, os especialistas procuram pelo que chamam de triângulo da fraude, que é formado por oportunidade, motivo e atitude. A oportunidade surge nos casos em que há brechas nos controles das companhias, e especialistas são unânimes em afirmar que é impossível controlar tudo. “As empresas sabem que é impossível ter controle total de processos, pois a burocracia e a lentidão impediriam a companhia de funcionar”, diz Fernando Fieider, sócio da consultoria ICTS. Por isso, é importante monitorar a atitude dos funcionários.

Grandes companhias e fundos que investem em empresas, como GP e Actis, recorrem a “testes de integridade” na hora de avaliar executivos. Esses testes são aplicados por empresas especializadas na investigação de fraudes corporativas e geralmente usam como base um método conhecido como Scan, desenvolvido por um chefe da polícia israelense em 1981. O teste é um questionário que alterna perguntas sobre a experiência profissional e pessoal do executivo e afirmações que podem ser aceitas ou questionadas – por exemplo: roubar 1 milhão de reais do caixa de uma empresa é diferente de roubar 10 reais, certo? O objetivo é indicar quem está mais propenso a cometer alguma irregularidade. A construtora mineira MRV é uma das adeptas desse sistema para cargos estratégicos: aplica o reste ao contratar e também periodicamente em executivos e funcionários em cargos de maior risco e responsabilidade. “O fato de ter uma operação dispersa, em 142 cidades, nos faz mais preocupados em reduzir vulnerabilidades”, afirma Júnia Galvão, diretora de administração da MRV.

Por fim, a lista de motivos que levam os funcionários a tirar dinheiro das emprsas em que trabalham costuma aumentar em meio a uma crise econômica … Dificuldade financeira na família
pode ser um motivador para um funcionário propenso a irregularidades”, diz Cynthia Catlett, diretora da FTI Consulting, especializada em investigações. “Sentimos isso nos últimos meses”. afirma Sidney Santos, diretor da Sid Signs, rede de material de comunicação visual. Com dez lojas e faturamento de 50 milhões de reais, a empresa teve desde furtos de material em estoque até desvios de caixa de 150 000 reais na área administrativa há dois anos – nesse caso, ele decidiu dar uma chance à gerente, que em uma semana estava roubando de novo.

No fim do ano passado, um funcionário chamou a atenção pelo número de garrafas térmicas que levava na marmita – até a empresa descobrir que ele as enchia de tinta de impressora para revender. “Devo estar sendo roubado neste momento”, diz Santos. O número de esquemas desmascarados também aumenta na crise porque, em períodos de dificuldade, as empresas se preocupam mais em cortar gastos para tentar elevar a rentabilidade. Ao monitorar as despesas mais de perto, acabam descobrindo os problemas. Contratados por empresas que querem implementar projetos de redução de custos, os sócios da consultoria Gradus dizem que encontram fraudes sem nem mesmo procurá-las. Eles citam o exemplo de uma produtora de açúcar e álcool que, para tentar evitar roubos, pesava os caminhões de cana-de-açúcar que comprava. Sabendo disso, os funcionários molhavam a cana, que, as sim, ficava mais pesada. E, dessa forma, conseguiam desviar parte da mercadoria.

PALAVRAS SUSPEITAS

As empresas brasileiras têm feito mais investimentos em tecnologia para tentar minimizar os riscos de fraudes – ou, pelo menos, aumentar a velocidade com que as identificam. É comum que as companhias façam buscas periódicas em documentos e e-mails, nos computadores e também em telefones corporativos à procura de palavras “suspeitas”. “Bola” é uma dessas palavras, por ser usada como sinônimo de “propina”. Além disso, monitoram os gastos das áreas de compras: se algo foge do padrão, um aviso pode ser disparado. Em geral, esses avisos servem de ponto de partida para iniciar uma investigação mais aprofundada. a prática, porém, o jeito mais eficaz de descobrir uma fraude é contar com a ajuda dos próprios funcionários. De acordo com uma pesquisa global da Associação Internacional de Investigadores de Fraudes, quase 40% dos desvios são revelados por denúncias de empregados, fornecedores e clientes. As auditorias, externas e internas, desvendam apenas cerca de 20% dos casos; e os sistemas remotos de monitoramento, menos de 5%. É mais fácil descobrir uma fraude por acidente (6% do total, de acordo com a pesquisa da associação).

Na tentativa de prevenir fraudes, os especialistas alertam que as empresas podem acabar passando do ponto. Em 2014, a empresa aérea American Airlines foi multada em 1 milhão de reais pelo Tribunal do Trabalho, em Brasília, por usar detector de mentiras em testes de seleção de candidatos e em funcionários no Brasil. Um embate comum entre empresas e o Ministério Público do Trabalho é a revista de funcionários e de sua bolsa e mochila ao entrar e sair de lojas, estoques ou fábricas. Nos últimos anos, empresas como a fabricante de bens de consumo Unilever, as redes de supermercados Walmart e Makro e a varejista de moda Zara foram alvos de processos por práticas de revista consideradas abusivas ou constrangedoras.

Com o endurecimento da legislação anticorrupção no mundo todo, as empresas estrangeiras também aumentaram as investigações de fraude – e passaram a punir os responsáveis com mais frequência. Há dezenas de casos de executivos e empresários presos – e outros tantos condenados a pagar multas milionárias quando foi comprovado que estavam envolvidos em esquemas de desvio de recursos e fraudes. No Reino Unido, três executivos da varejista Tesco es tão sendo julgados civil e criminalmente por inflar os lucros no balanço da companhia. Nos Estados Unidos, um dos maiores escândalos de fraude contábil da história foi engendrado pelo diretor financeiro da empresa de energia Enron, descoberta em 2001. O executivo Andrew Fastow teve de devolver 24 milhões de dólares e passou seis anos na cadeia (e a Enron quebrou). No Brasil, porém, nenhum executivo foi parar na cadeia por fraudar um balanço. Mas, pelo andar da carruagem, não vai demorar tanto assim.

Fonte: Revista Exame

Quando a contabilidade alcança a diretoria das empresas

Durante séculos a contabilidade foi encarada por muitos executivos como sendo um “mal necessário” para atender a reguladores e às autoridades fiscais. Para muitos, a contabilidade não merecia consideração por ser uma ciência que sempre olhava para a empresa pelo “retrovisor”, privilegiando o passado ao invés do futuro.

Estes, infelizmente, se esqueceram de que a raça humana se diferencia das outras criaturas exatamente por ter a capacidade de olhar e aprender com o passado, e que os fenômenos científicos só podem ser inferidos para o futuro a partir das conclusões obtidas da sua observação no passado.

Em outras palavras, ainda que esta concepção fosse correta, a contabilidade não deveria jamais ser desconsiderada pelo gestor de uma empresa. Ao contrário, como o objetivo desta ciência é refletir o efeito das transações realizadas no período sobre o patrimônio da empresa, dominá-la é de fundamental importância para aqueles que almejam administrar o seu negócio não apenas de maneira eficiente, mas também eficaz!

Se no passado, este domínio dos princípios que norteiam a contabilidade já era importante, tal conhecimento alcançou novo patamar de relevância a partir da introdução do IFRS (International Financial Reporting Standards) no Brasil, a partir de 2010.

Em primeiro lugar, porque o IFRS é um padrão internacional. Ou seja, sua aplicação representa o uso das melhores práticas contábeis em vigor. O fato de ser uma norma internacional implica, ainda, que não há espaço para interferência de interesses econômicos ou políticos sobre a forma de contabilização das transações uma vez que todo um “due process” tem que ser observado para garantir que a norma estabelecida seja aplicável em qualquer lugar do mundo, sem possibilidade de introdução de mecanismos que venham a proteger interesses de grupos ou países específicos.

Adicionalmente, o caráter principiológico do IFRS naturalmente conduz tanto o profissional contábil quanto a alta administração a procurar conhecer profundamente a operação antes de formalizar o seu registro. Tomar decisão sem conhecer o IFRS é o equivalente a lançar uma flecha e cruzar os dedos torcendo para que ela atinja o alvo.

No mundo inteiro a atividade contábil é altamente valorizada exatamente por ser considerada como elemento essencial para a gestão. Não cabe, e não é do interesse do contador tomar decisões estratégicas, mas o gestor que o faz sem ter como fundamento a informação contábil corre o risco de fazer investimentos que não irão gerar caixa suficiente para trazer o retorno almejado e, muitas vezes, assumir dívidas que não terá condições de quitar.

Muitos dirão: “eu não preciso da contabilidade – utilizo a projeção do fluxo de caixa e indicadores derivados desta metodologia para basear minhas decisões!”. De modo algum estes instrumentos devem ser desconsiderados, muito pelo contrário: são ferramentas de gestão extremamente poderosas.

Ocorre que os fluxos de caixa nada mais são do que a realização financeira dos eventos já registrados nos demonstrativos contábeis, com uma diferença básica: os fluxos de caixa projetados dependem do uso de premissas que podem ou não se confirmarem; já os registros contábeis se baseiam em transações concretas atestadas por auditores independentes. O Gestor inteligente, então, irá procurar utilizar a visão de retorno dada por estes instrumentos, mas complementar análise com a visão contábil a fim de atestar a confiabilidade do modelo.

Para fazê-lo, no entanto, é necessário um conhecimento contábil mais profundo de IFRS do que o geralmente observado entre os gestores atuais. Quando este conhecimento não está presente, o gestor é obrigado a transferir a interpretação dos fundamentos decisórios a terceiros que não necessariamente chegam às mesmas conclusões que ele chegaria sem tal interferência.

Considerando-se o cenário atual em que gestores tem cada vez mais sido chamados, por reguladores de mercado e outros órgãos de controle extremamente mais informados e aparelhados, a responder por suas decisões o risco de “não saber” pode ser muito grande.

No IFRS, a essência da transação deve sempre prevalecer sobre a forma. O efeito desta característica fundamental do novo ambiente contábil é que tal como um bom advogado, tanto o profissional contábil quanto o gestor da empresa sempre precisa saber explicar com total segurança as decisões tomadas e arcar com a responsabilidade de seu efeito sobre o negócio e sobre a sociedade.

Foi-se o tempo em que a contabilidade era tratada como um conjunto mecânico de débitos e créditos com o objetivo de gerar demonstrativos. Conhecer contabilidade no mundo moderno parte essencial do currículo de um bom gestor. E como o IFRS é uma norma em constante evolução, este conhecimento não pode ser visto como mais um certificado ou diploma para ser pendurado na parede, mas como uma contínua busca de manter-se atualizado a respeito do que está por vir.

Por exemplo, os gestores que ainda não se prepararam para as mudanças que a entrada em vigor do IFRS9, prevista para janeiro de 2018, irá trazer para sua empresa e para a precificação de seus ativos, como resultado de um enfoque completamente novo para o reconhecimento, mensuração e baixa dos instrumentos financeiros (empréstimos, recebíveis, títulos mobiliários, investimentos, derivativos, etc.) terão muito a explicar aos seus acionistas e conselhos ao longo dos próximos meses.

Gestores, está na hora de voltar às salas de aula!

*Vânia Borgerth é professora no IAG Escola de Negócios da PUC-RIO

Fonte: estadao.com.br-blog fausto-macedo-quando-a-contabilidade-alcanca-a-diretoria-das-empresas

Entidades do mercado lançam manual de boas práticas nas redes sociais para as empresas

O debate sobre os cuidados das empresas com seus perfis nas mídias sociais ganha cada vez mais força no mercado financeiro. A divulgação de informações confidenciais ou imprecisas nas redes pode provocar punições por parte dos agentes reguladores e até gerar prejuízos para as ações das companhias na Bolsa de Valores. Pensando nisso, o Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado (CODIM), lançou um manual de boas práticas de utilização das redes sociais para as companhias.

O objetivo é mostrar que, apesar de o ambiente digital ser mais descontraído, que permite a utilização de uma linguagem menos técnica e uma interação descontraída com os usuários, os funcionários responsáveis pela comunicação corporativa precisam estar cientes de que ali também é necessário seguir todas as regras do mercado. Uma empresa não pode, por exemplo, anunciar em um post no Facebook ou no Twitter um fato relevante antes de comunicá-lo à CVM ou publicá-lo em jornais de grande circulação ou portais de notícias.

Para otimizar a circulação dessas informações, o manual propõe uma maior interação entre os departamentos de comunicação, jurídico e de relacionamento com investidores. Isso ajuda que o conteúdo seja divulgado de maneira eficiente e esteja de acordo com a legislação.

Dicas para melhorar a comunicação corporativa nas redes sociais

  • Utilizar os canais obrigatórios de divulgação especificados pela CVM antes de divulgar informações relevantes nas redes sociais
  • Certificar-se de atender aos princípios fundamentais de transparência e simultaneidade das informações
  • Os conteúdos voltados para o mercado de capitais e relacionamento com investidores devem ser avaliados pelo Comitê de Divulgação
  • Monitorar, medir e analisar a presença da companhia nas redes sociais
  • Captar informações úteis para conselheiros, executivos e para a área de relações com investidores, contribuindo no desenvolvimento de ações táticas e estratégicas
  • A companhia deve estar preparada para responder, se posicionar e se defender nas mídias sociais

“Recomendamos a criação do Comitê de Divulgação, que reuniria profissionais dessas três áreas e analisaria se as informações estão dentro dos princípios de transparência e se podem ser levadas ao público naquele momento”, afirma Helio Garcia, representante do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e relator do documento.

Para Daniela Zolko, representante da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC) e também relatora, as empresas precisam delinear de uma forma clara quais públicos ela quer alcançar, identificar em qual rede social ele se concentra, e elaborar uma linguagem própria para cada plataforma. “Público investidor é totalmente diferente do consumidor. Os executivos precisam ter claro se eles querem promover ações de marketing nas redes, ou simplesmente interagir com seus investidores”, afirma.

Como as redes sociais podem ser, em muitos casos, o único meio indireto de comunicação entre os executivos da companhia e os acionistas minoritários, a empresa precisa estar totalmente preparada para se posicionar e, em casos de crise, se defender nas redes. “É preciso perder o receio de se manifestar e abrir o canal de diálogo com esses investidores”, ressalta  Daniela.

Apesar de o pronunciamento não orientar diretamente os executivos e porta-vozes das companhias, instruir o comportamento deles nas redes também é fundamental.

Segundo Carlos Henrique Carvalho, presidente da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (ABRACOM), os executivos precisam se engajar nos “media trainings”. Nesses treinamentos, profissionais de comunicação ensinam aos porta-vozes como se relacionar com o público e com a imprensa, o que pode ser útil principalmente em períodos em que as companhias estão em menor evidência.

“É importante notar que muitas empresas baixam a guarda entre uma divulgação de balanço e outra. Nesse meio tempo, seus executivos ou porta-vozes podem acabar cometendo algum erro de comunicação”, explica.

Ele ainda destaca que o público está mais rigoroso em relação a declarações  e postagens polêmicas envolvendo temas sensíveis, o que evidencia ainda mais a importância desses treinamentos

“Todo mundo acha que entende um pouco de comunicação, e isso pode provocar problemas. Os executivos das companhias precisam aprender a se posicionar. Comentários de boteco explicitados publicamente não são aceitáveis”, ressalta Carlos.

Na medida em que as empresas usam as redes sociais para informar os públicos estratégicos – como os acionistas, investidores e clientes -, e zelar pela reputação corporativa dos seus negócios, é fundamental que as declarações dos funcionários em cargos de chefia sejam cuidadosas, para não interferir em uma eventual negociação ou planejamento. “Por isso a empresa tem que impor o limite de até onde o executivo pode falar sobre as atividades da companhia”, ressalta Daniela.

Fonte: estadao.com.br – manual-de-boas-praticas-nas-redes-sociais-para-as-empresas

Confirmado: Noite de autografos livro Governan̤a, Riscos e Compliance Р26/04/2017

Apos 12 meses de trabalho, revisão e evidenciação de processos de falhas de negócios, recebemos esta semana a confirmação da Editora que a data de lançamento será no dia 26/4 na:

Livraria da Vila – Unidade Lorena das 18h30 às 21h30.

Endereço: Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista, S.Paulo – SP

Portanto guarde em sua agenda, e estamos negociando o local do lançamento do Livro “Governança, riscos e compliance – Mudando a conduta dos negócios”, da Saint Paul e do Prof. Comendador MSc. Marcos Assi, o livro analisa escândalos de corrupção atuais e as falhas de compliance, conduta e ética e apresenta metodologias com as principais técnicas de compliance para evitar riscos de não conformidade.  E como não poderia faltar apresenta também os interessantes cases da Enron, OGX, Banco Panamericano e Petrobras, demonstrando que os controles internos, compliance e auditoria, devem fazer parte da gestão de negócios.

Como o autor possui uma “trilogia” – afirmação do próprio professor – com seus livros de Controles Internos, Gestão de Riscos e Gestão de Compliance, portanto este livro vem para compilar tudo isso e determinar uma continuidade da melhoria da governança, da gestão de riscos e do compliance, onde alinha metodologia, ferramentas e casos de insucesso, que comprovam a necessidade de mudança.