Especialistas descobrem fraudes envolvendo sistema de pagamentos da Apple

Embora a seguran√ßa nas transa√ß√Ķes financeiras tenha sido o principal mote de divulga√ß√£o do sistema da Apple para pagamentos m√≥veis, especialistas nesse ramo encontraram fraudes em 6% das opera√ß√Ķes realizadas pelo Apple Pay.

Cherian Abrahan, que trabalha na cria√ß√£o de estrat√©gias de pagamento junto a bancos e grandes varejistas na Europa, identificou o alto percentual de fraude no sistema e divulgou essas informa√ß√Ķes em seu blog, no final de fevereiro.

Os criminosos exploram vulnerabilidades no processo de adi√ß√£o e verifica√ß√£o dos cart√Ķes dentro do sistema da Apple, permitindo que identidades e n√ļmeros de cart√£o sejam roubados com facilidade por quem burla o sistema.

Desde que n√ļmeros relacionados √† fraude no sistema da Apple come√ßaram a aparecer, os bancos est√£o tornando o processo de verifica√ß√£o mais complexo. Segundo o Wall Street Journal, a Apple tem um acordo de confidencialidade com os bancos que investigam as fraudes, o que tinha dificultado at√© ent√£o a divulga√ß√£o desse dado alarmante.

Isso √© um banho de √°gua fria nos projetos da empresa – que pretende expandir o Apple Pay em n√≠vel mundial – pois ela lucra com a suposta seguran√ßa nas opera√ß√Ķes financeiras atrav√©s de seu sistema. A empresa da ma√ß√£ recebe 0,15% de todas as transa√ß√Ķes justamente porque convenceu as institui√ß√Ķes financeiras de que seu servi√ßo era mais seguro que o efetuado com o cart√£o tradicional.

Consultada sobre o alto √≠ndice de fraude nas opera√ß√Ķes, a Apple n√£o se manifestou sobre o assunto.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/apple-pay-ja-registra-6-de-fraude-em-operacoes/47146

Sete dos oito presos na ‘Opera√ß√£o Fl√≥rida’ s√£o liberados

Sete das oito pessoas que foram presas no dia 24 de fevereiro, durante a “Opera√ß√£o Fl√≥rida”, deflagrada pela Pol√≠cia Federal, foram liberadas nesta ter√ßa-feira (3). O advogado do empres√°rio de¬†Sorocaba¬†(SP) apontado pela PF como chefe da quadrilha que burlava o Sistema Financeiro Nacional confirmou que as pris√Ķes tempor√°rias dos sete suspeitos expiraram. Um dos envolvidos continua preso, mas a identidade dele n√£o foi revelada.

A opera√ß√£o investiga uma suposta quadrilha que enviava d√≥lares para o exterior por meio de empresas de fachadas. Uma delas seria uma casa de c√Ęmbio em Sorocaba, que pertencia ao empres√°rio. Ele √© suspeito de controlar um esquema envolvendo transa√ß√Ķes com empresas norte-americanas. Cerca de 200 policiais federais cumpriram nove mandados de pris√£o, 49 mandados de busca e 33 mandados de condu√ß√£o coercitiva em 10 cidades no estado, incluindo a capital.

De acordo com a PF, tr√™s empresas norte-americanas, sediadas na Fl√≥rida e controladas pelo empres√°rio de Sorocaba, estariam envolvidas em transa√ß√Ķes financeiras suspeitas de envio de dol√°res clandestinamente para os Estados Unidos e para a China.

Os suspeitos se utilizavam do esquema, que utilizava de empresas de fachada e s√≥cios ‚Äúlaranjas‚ÄĚ ligados √† organiza√ß√£o criminosa. Ao longo da investiga√ß√£o j√° foram indiciadas 50 pessoas pela pr√°tica de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro, constitui√ß√£o de organiza√ß√£o criminosa, falsidade ideol√≥gica e uso de documento falso.

ABSURDO: Projeto de lei que anistiaria o crime de remessa de recursos para o exterior

A Justi√ßa Su√≠√ßa investiga a origem do dinheiro cuja origem o HSBC ajudou a camuflar, e quer saber o grau de responsabilidade do banco a respeito do dinheiro de ex-diretores da Petrobras que durante anos fizeram seus dep√≥sitos na ag√™ncia de Genebra. O Minist√©rio P√ļblico de Genebra abriu investiga√ß√£o por lavagem de dinheiro e liderou uma opera√ß√£o de busca e apreens√£o na sede do Banco e nos diversos escrit√≥rios da institui√ß√£o na quele pa√≠s.

Segundo consta da dela√ß√£o premiada do ex-gerente executivo de engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, ele abriu um total de 19 contas em nove bancos na Su√≠√ßa para receber propinas. O montante depositado s√≥ no HSBC atinge a cifra de US$ 6 milh√Ķes.

Segundo revela o jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog, ‚Äúao menos 11 pessoas ligadas ou citadas de alguma forma no esc√Ęndalo da Opera√ß√£o Lava Jato mantiveram contas na filial su√≠√ßa do banco brit√Ęnico HSBC nos anos de 2006 e/ou 2007‚ÄĚ. Os valores somam US$ 110,5 milh√Ķes.

A lei

O projeto de lei n¬ļ 354/2009, de autoria do senador Delc√≠dio do Amaral (PT), disp√Ķe sobre medidas de est√≠mulo √† pr√°tica de cidadania fiscal, mas, na pr√°tica, tem por objeto conferir anistia criminal e incentivos fiscais para recursos depositados no exterior e n√£o-declarados. Ben√ß√£o e reden√ß√£o para a lavagem de dinheiro.

Se aprovado, al√©m de ‚Äúaben√ßoar o bom dinheiro que √† casa torna‚ÄĚ, impede a averigua√ß√£o dos recursos mantidos no exterior e extingue a punibilidade dos crimes contra a ordem tribut√°ria, evas√£o de divisas (lavagem), descaminho, falsifica√ß√£o de documento, falsidade ideol√≥gica e sonega√ß√£o.

Houvesse sido aprovado, e lembre-se que ele ainda n√£o est√° morto, apenas engavetado ‚Äúpara an√°lise e aprecia√ß√£o‚ÄĚ, esse dinheiro poderia retornar ao Brasil pagando entre 5 e 10% sobre o valor total declarado. √Č bom lembrar que o cidad√£o que trabalha e vive de sal√°rio (no pa√≠s, sal√°rio √© considerado renda), chega a pagar at√© 27,5% ao fisco.

A procuradora regional da Rep√ļblica Carla Ver√≠ssimo De Carli, em 2012 como coordenadora do grupo de trabalho em lavagem de dinheiro e crimes financeiros da 2¬™ C√Ęmara de Coordena√ß√£o e Revis√£o do MPF – GTLD, informava que al√©m de n√£o punir quem comete crimes contra a ordem tribut√°ria e delitos de evas√£o de divisas, o projeto de lei impossibilitaria a investiga√ß√£o e a puni√ß√£o do crime de lavagem de dinheiro de bens obtidos com a corrup√ß√£o, o tr√°fico de drogas e armas e outros crimes graves, pois n√£o seriam exigidas provas de que o dinheiro no Exterior tenha sido obtido licitamente. Bastaria que o contribuinte declarasse sua exist√™ncia e recolhesse¬†o tributo.

Em tempos de esc√Ęndalo da Petrobras, a discuss√£o a respeito do projeto de lei proposto em 2009, deve retomar √† pauta da m√≠dia, e nesse caso, em preju√≠zo do senador caso seu nome, ou de algum dos assessores, estejam relacionados nas dela√ß√Ķes premiadas da Opera√ß√£o Lava Jato.

Leia mais em: http://www.msnoticias.com.br/editorias/noticias-brasil-mundo/se-lei-de-delcidio-fosse-aprovada

Receita e Polícia Federal desarticulam quadrilha ligada à lavagem de dinheiro

policia_federalInvestigação para desarticular uma organização suspeita de operar com lavagem de dinheiro e evasão de dinheiro entre o Brasil e o Paraguai foi deflagrada hoje (5) pela Receita Federal e pela Polícia Federal nos estados do Paraná, de São Paulo, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A Receita Federal informou que as investiga√ß√Ķes identificaram contas banc√°rias de diversas empresas, em geral fict√≠cias, destinadas a receber valores de pessoas f√≠sicas e jur√≠dicas brasileiras. Essas pessoas f√≠sicas e jur√≠dicas, envolvidas nas investiga√ß√Ķes, manifestaram interesse em adquirir mercadorias, drogas e cigarros provenientes do Paraguai.

Segundo a Receita Federal, o grupo investigado era respons√°vel por conferir apar√™ncia l√≠cita a recursos financeiros de origem criminosa e, tamb√©m, por remeter esses mesmos recursos ao Paraguai. Al√©m disso, para atender √†s exig√™ncias de doleiros paraguaios, o grupo realizava tamb√©m a transfer√™ncia de parte dos ativos il√≠citos para contas banc√°rias brasileiras controladas por tais doleiros. As empresas controladas pela organiza√ß√£o investigada movimentaram mais de R$ 600 milh√Ķes de origem duvidosa.

A opera√ß√£o foi batizada de Bemol, conforme a Receita, por possuir o mesmo prop√≥sito da Opera√ß√£o Sustenido, deflagrada em maio de 2014. Bemol e sustenido s√£o refer√™ncia √† teoria musical: significam uma nota intermedi√°ria entre outras duas notas musicais. No √Ęmbito da Pol√≠cia Federal, o papel das organiza√ß√Ķes criminosas descobertas pelas opera√ß√Ķes era fazer a liga√ß√£o entre traficantes de drogas, ‚Äúcigarreiros‚ÄĚ e empres√°rios brasileiros com os fornecedores residentes no Paraguai. Os grupos envolvidos representavam o elo entre criminosos brasileiros e paraguaios.

Leia mais em: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/03/05/internas_economia,624310

Como aplicar corretamente solu√ß√Ķes de seguran√ßa da informa√ß√£o

O mundo √© um enorme e complexo gerador de dados. Cada a√ß√£o pode ser gravada em algum lugar, de alguma forma, √†s vezes por n√≥s mesmos e √†s vezes por outras pessoas. Uma intera√ß√£o social, uma transa√ß√£o financeira, uma m√ļsica ouvida, um v√≠deo assistido, a experi√™ncia profissional, um lugar visitado, uma aquisi√ß√£o, um sucesso, um fracasso. Cada um desses fatos gera dados que s√£o eletronicamente ou fisicamente gravados e s√£o informa√ß√Ķes que podem ser organizadas de modo a representar algo que fazemos, somos ou fomos com o objetivo de tentar prever o que seremos ou o que procuramos ser.

Estamos constantemente interagindo uns com os outros, de alguma forma, sempre conectados, seja por meio das mídias sociais, dispositivos móveis, computadores portáteis e agora também pela Internet das Coisas. Uma grande quantidade de dados e de material bruto está disponível, pronta para ser usada, esperando que alguém a explore e encontre algo inesperado.

Isso é o que conhecemos como o Big Data. Sempre tivemos dados nos rodeando, mas é o volume que temos agora, a velocidade com as quais são gerados e tornados disponíveis, e a amplitude de variedade que podemos ter, que indicam a complexidade e a atenção específica que o conceito exige. Esses grandes volumes de dados, e a disponibilidade de ferramentas para analisá-los, cria uma oportunidade fantástica para saber de coisas que não sabíamos e para transformar a nossa mentalidade e a maneira de como fazemos negócios. No entanto, é necessário reconhecer que essa oportunidade vem com um custo e isso inclui novos riscos que precisamos estar cientes.

Qual informa√ß√£o sigilosa e considera√ß√Ķes de privacidade devemos dar import√Ęncia ao lidar com o Big Data? Como proceder se, por qualquer raz√£o, uma pessoa sem autoriza√ß√£o consegue acessar determinados dados, aplica√ß√Ķes e processos? E se o objetivo √© alterar esse sistema sem ningu√©m notar? E se o processo de documenta√ß√£o √© alterado enquanto est√° sendo revisado? E se o gerenciamento de dados inclui dados pessoais e algu√©m sem autoriza√ß√£o consegue acesso e, no pior dos casos, rouba esses dados?

Essas quest√Ķes s√£o algumas que nos fazem pensar sobre a seguran√ßa da informa√ß√£o e a privacidade de dados sigilosos. Confira, a seguir, cinco itens necess√°rios para lidar com a enorme quantidade de dados gerados diariamente e garantir a seguran√ßa da informa√ß√£o de sua empresa:

1. Defina uma estrat√©gia ‚ÄstO primeiro passo das empresas √© definir uma estrat√©gia de seguran√ßa cibern√©tica que busque alinhar as capacidades de seguran√ßa em um programa personalizado para riscos e amea√ßas;

2. Monte uma arquitetura √ļnica de dados ‚ÄstIsso ir√° garantir que a empresa obtenha mais informa√ß√Ķes de seguran√ßa, uma vez que permite que a informa√ß√Ķes sejam capturadas e analisadas;

3. Pense nos produtos de seguran√ßa unificada ‚ÄstCada produto exibe a sua pr√≥pria estrutura de dados que deve ser integrada em um quadro de an√°lise unificado para a seguran√ßa da empresa;

4. Invista em ferramentas abertas e escal√°veis ‚ÄstAs empresas que investirem continuamente em produtos de seguran√ßa conseguem favorecer que as tecnologias¬† baseadas em an√°lises se tornem mais¬† eficientes;

5. Aumente as iniciativas internas de seguran√ßa ‚ÄstProcure aumentar as iniciativas internas de seguran√ßa por meio dos servi√ßos de intelig√™ncia de amea√ßas externas. Com isso, ser√° poss√≠vel avaliar os dados que est√£o sob amea√ßa, como tamb√©m analisar os contatos de confian√ßa.

√Č preciso sempre lembrar que algo pode dar errado e, portanto, medidas preventivas devem ser acionadas para garantir que os resultados esperados sejam confi√°veis.

Fonte: CIO, Carlos Rodrigues é country manager da Varonis