Global Risk Meeting 2015 – Gest√£o de Riscos Integrada

A MASSI Consultoria apoia e participa do evento idealizado em 2005 pela DARYUS como um tributo às vítimas do atentado de 11 de Setembro de 2001, o Global Risk Meeting tem por objetivo reunir executivos brasileiros e internacionais para debater amplamente estratégias e oportunidades em Gestão de Risco e Segurança de Informação.

A quem se destina:¬†Executivos de Institui√ß√Ķes p√ļblicas e privadas, Consultores, Gestores de todos os setores, Diretores, Profissionais de Gest√£o de Riscos e Seguran√ßa da Informa√ß√£o e Continuidade (Analistas, Supervisores, Auditores, Educadores e Estudantes), e interessados no assunto em geral.

Segunda fase da Operação Vícios vai investigar se houve lavagem de dinheiro no exterior

A Pol√≠cia Federal segue investigando a contrata√ß√£o irregular da empresa Sicpa Brasil Ind√ļstrias de Tintas e Sistemas, que √© acusada de pagar propina para servidores da Casa da Moeda e da Receita Federal para ser escolhida em licita√ß√£o. De acordo com a PF, a segunda fase da opera√ß√£o vai investigar a possibilidade de ter ocorrido crime de lavagem de dinheiro fora do pa√≠s. Ainda segundo a PF, as pol√≠cias dos Estados Unidos e da Su√≠√ßa j√° foram acionadas para colaborar com a investiga√ß√£o. Ainda na √ļltima quinta-feira (2), a possibilidade da entrada das pol√≠cias dos EUA e da Su√≠√ßa foi antecipada pelo Jornal do Brasil.¬†H√° rumores de que duas multinacionais estariam envolvidas, sendo uma brasileira.

A opera√ß√£o foi deflagrada na √ļltima quarta-feira e investiga fraudes em contratos referentes √† implanta√ß√£o do Sistema de Controle de Produ√ß√£o de Bebidas (Sicobe), que compete √† Casa da Moeda. O esquema teve in√≠cio no ano de 2008, e foi denunciado √† PF pelo pr√≥prio presidente da Casa da Moeda, que assumiu o cargo em 2012 e notou a irregularidade. Ao todo, o faturamento referente aos contratos firmados neste per√≠odo chega aos R$ 6 bilh√Ķes.

Durante a primeira fase da opera√ß√£o foram cumpridos 23 mandados de busca e apreens√£o no Rio de Janeiro, S√£o Paulo e Bras√≠lia. A Justi√ßa tamb√©m determinou a apreens√£o dos bens dos principais investigados, al√©m da quebra dos sigilos fiscais e banc√°rios. As investiga√ß√Ķes da primeira fase da opera√ß√£o contaram com a ajuda do Minist√©rio P√ļblico nas investiga√ß√Ķes.

Operação Vícios investiga fraude em contratos de controle de bebidas

Na manh√£ desta quarta-feira (1¬ļ), a Pol√≠cia Federal, em conjunto com a Casa da Moeda e a Corregedoria ‚Äď Geral do Minist√©rio da Fazenda deflagrou a Opera√ß√£o V√≠cios, que tem como objetivo investigar fraudes em contratos referentes √† implanta√ß√£o do Sistema de Controle de Produ√ß√£o de Bebidas (Sicobe), que compete √† Casa da Moeda. Desde o ano de 2008, quando o esquema teve in√≠cio, o faturamento referente a esses contratos j√° ultrapassou a casa dos R$6 bilh√Ķes. Existem rumores de que duas multinacionais estariam envolvidas no esquema, sendo uma brasileira.

Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreens√£o no Rio de Janeiro, Bras√≠lia e S√£o Paulo. Al√©m dos mandados, a Justi√ßa determinou tamb√©m a apreens√£o dos bens dos principais investigados, e a quebra dos sigilos fiscais e banc√°rios. A investiga√ß√£o tamb√©m conta com o aux√≠lio do Minist√©rio P√ļblico Federal.

De acordo com a Pol√≠cia Federal, nos √ļltimos seis anos, o faturamento referente a essa contrata√ß√£o ultrapassou R$6 bilh√Ķes. Segundo apontam os ind√≠cios, houve pagamento de aproximadamente R$100 milh√Ķes em propina para servidores da Receita Federal e para empregados da Casa da Moeda.

O sistema de controle teve inicio em 2008 por meio de contrato firmado por inexigibilidade de licitação, sob suspeita de direcionamento para uma empresa. Há indícios também de que a licitação mais recente, feita entre os anos de 2014 e 2015, também foi fraudada para beneficiar a mesma empresa de antes.

Também está sob investigação da Polícia Federal se a contratação de controle na produção de cigarros também seria objeto de fraude.

Através de nota, a Casa da Moeda informou que todos os envolvidos no caso serão exonerados do cargo, e caso seja comprovada a participação, serão demitidos.

Leia mais em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/07/01/operacao-vicios-investiga-fraude-em-contratos-de-controle-de-bebidas/

Presidente do CARF admite fragilidades e defende mudanças para evitar fraudes

canstockphoto6258288O presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Carlos Alberto Freitas Barreto, admitiu nesta ter√ßa-feira (2) que o √≥rg√£o apresenta fragilidades que permitiram os desvios apontados pe la Opera√ß√£o Zelotes, feita pela Pol√≠cia Federal (PF). ‚ÄúReconhecemos a fragilidade no modelo, que ensejaram os desvios. Por isso, o Minist√©rio da Fazenda tem orientado a reestrutura√ß√£o do Carf, de forma a dar maior seguran√ßa jur√≠dica, e dificultar os problemas relatados‚ÄĚ, disse o presidente do Carf, em depoimento √† Comiss√£o Parlamentar de Inqu√©rito (CPI) do Senado.

Deflagrada em mar√ßo, a opera√ß√£o investiga organiza√ß√Ķes que influenciavam e corrompiam integrantes do conselho para manipular tr√Ęmites, resultados de processos e julgamentos de empresas interessadas em anular ou diminuir valores de autos de infra√ß√£o emitidos pela Receita Federal.

Na CPI, Barreto disse que, ap√≥s a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ter proibido que conselheiros do Carf exer√ßam advocacia privada, 80% deles j√° renunciaram ao cargo. ‚ÄúOutros dever√£o renunciar na pr√≥xima semana‚ÄĚ, afirmou.

O procurador do Minist√©rio P√ļblico Federal Frederico de Carvalho Paiva disse que, no formato atual, o Carf √© uma institui√ß√£o ‚Äúanacr√īnica ineficiente e burocr√°tica, que copia o que tem de pior no Poder Judici√°rio‚ÄĚ.

Segundo ele, atualmente, um processo leva oito anos em m√©dia para ser julgado. ‚Äú√Č um tempo demasiadamente longo‚ÄĚ, disse ele, ao criticar o fato de que, enquanto os julgamentos n√£o s√£o conclu√≠dos, as empresas n√£o t√™m a obriga√ß√£o de pagar os valores devidos, causando preju√≠zo aos cofres p√ļblicos.

Cada turma que julga os processos na chamada C√Ęmara Baixa (primeira inst√Ęncia) do Carf √© composta por tr√™s representantes da Receita Federal e tr√™s representantes dos contribuintes. Em caso de vota√ß√£o empatada, o voto decisivo √© do presidente da turma, que √© da Receita.

De acordo com o procurador, o MP j√° apresentou algumas sugest√Ķes para mudan√ßas no Carf. Entre elas, a simplifica√ß√£o de procedimentos e o fim da paridade que, sob a justificativa de proporcionar representatividade, acabou por resultar na ocupa√ß√£o do cargo de conselheiros por pessoas mal-intencionadas.

A partir dessa situa√ß√£o ‚Äď e a pretexto de prestar consultoria tribut√°ria ‚Äď algumas pessoas conseguiram manipular julgamentos por meios escusos, causando preju√≠zo para o pa√≠s. ‚ÄúO MP tem um volume enorme de informa√ß√Ķes a serem analisadas, e ofereceremos as den√ļncias no tempo oportuno. Nossa fun√ß√£o ainda est√° por cumprir. Esperamos portanto que a CPI seja parceira nesse objetivo, porque unindo esfor√ßos poderemos ter resultados mais efetivos‚ÄĚ, acrescentou o procurador.

A demora no julgamento dos processos foi confirmada pelo presidente do Carf. ‚ÄúUm dos grandes desafios do conselho √© diminuir essa temporalidade de oito anos‚ÄĚ, disse ele, ao defender maior especializa√ß√£o dos profissionais envolvidos no processo, com o objetivo de dar maior celeridade aos procedimentos. ‚ÄúTamb√©m √© necess√°rio o fortalecimento do comit√™ de sele√ß√£o dos conselheiros‚ÄĚ, lembrou Carlos Alberto Barreto.

Delegado da Divis√£o de Repress√£o a Crimes Fazend√°rios da PF, Marlon Oliveira Cajado √© um dos investigadores na Opera√ß√£o Zelotes. Segundo ele, muitas den√ļncias sobre suspeita de desvios no Carf chegavam √† divis√£o antes de as investiga√ß√Ķes serem iniciadas.

‚ÄúDepois das den√ļncias, conversamos com a √°rea de intelig√™ncia da Receita Federal. As investiga√ß√Ķes preliminares mostraram verossimilhan√ßa com crimes investigados no Carf contra servidores. Em mar√ßo de 2013, tiveram in√≠cio as investiga√ß√Ķes, com buscas por movimenta√ß√Ķes [financeiras] at√≠picas que revelaram valor de R$ 60 milh√Ķes, incluindo, em especial, saques e dep√≥sitos em esp√©cie, estrat√©gia j√° conhecida para lavagem de dinheiro‚ÄĚ, disse o delegado.

A PF conseguiu, ent√£o, abrir os sigilos banc√°rio e fiscal, deferidos pela Receita. ‚ÄúCerca de 160 mil transa√ß√Ķes financeiras foram registradas entre 2005 e 2013. Essas transa√ß√Ķes, somadas, resultaram em valor bruto de R$1,3 trilh√£o. Verificamos que algumas movimenta√ß√Ķes n√£o correspondiam ao porte das empresas. A partir da√≠, fizemos intercepta√ß√Ķes telef√īnicas e telem√°ticas que confirmaram ainda mais as impress√Ķes que t√≠nhamos no come√ßo, com di√°logos sobre vendas de servi√ßos no Carf realizadas por conselheiros, e tamb√©m por servidores‚ÄĚ, informou o delegado

Tendo por base essas constata√ß√Ķes, a PF fez diversas buscas em escrit√≥rios de contabilidade e advocacia. Foram cerca de 42 mandados em Bras√≠lia, S√£o Paulo. ‚ÄúCom a deflagra√ß√£o, uma grande quantidade de informa√ß√Ķes foi coletada, possibilitando um avan√ßo ainda maior das investiga√ß√Ķes‚ÄĚ, ressaltou Cajado. Devido √† grande quantidade de informa√ß√Ķes obtidas ao longo das investiga√ß√Ķes, os delegados t√™m defendido o desmembramento da Opera√ß√£o Zelotes.

Fonte: Jornal do Brasil

Fraudes em Boletos Banc√°rios: n√£o caia nesse golpe

Os boletos bancários são atualmente uma das formas de pagamento mais utilizadas, principalmente em compras feitas online, pois muitas vezes oferecem descontos ou vantagens para o cliente, além de que muitas pessoas sentem-se mais seguras em emitir um boleto do que digitar os dados de seu cartão de crédito.

Mas ser√° que est√£o seguras mesmo?

O n√ļmero de fraudes envolvendo boletos vem crescendo cada vez mais nos √ļltimos tempos, especialmente com o aumento do n√ļmero de boletos impressos atrav√©s da internet. O que causa um preju√≠zo incalcul√°vel, tanto para a empresa benefici√°ria quando para o cliente que fez o pagamento e posteriormente acaba sendo cobrado novamente.

Entenda um pouco mais sobre esse problema e saiba como se prevenir de qualquer transtorno:

Como as fraudes ocorrem?

As fraudes em boletos ocorrem de diversas maneiras. A mais comum, é que os fraudadores alterem o código de barras do boleto, redirecionando o valor do pagamento para uma conta bancária diferente da original.

As fraudes se iniciaram atrav√©s de malwares que identificavam p√°ginas HTML referentes a boletos e alteravam a linha digit√°vel no momento da impress√£o do boleto atrav√©s da internet. Por√©m nos √ļltimos tempos os criminosos foram al√©m, criando v√≠rus que se infiltram diretamente nos programas geradores de boletos e alterando os dados j√° no momento da emiss√£o.

Como identificar uma fraude?

Os criminosos costumam ser extremamente cuidadosos e muitas vezes a fraude acaba passando despercebida, porém alguns pontos merecem atenção no momento de pagar um boleto bancário.

Formato do c√≥digo de barras diferente do padr√£o: algumas diverg√™ncias podem ser identificadas em boletos fraudados, como espa√ßos ou outras altera√ß√Ķes que normalmente n√£o existem.

Falha na leitura autom√°tica: normalmente, devido a essas altera√ß√Ķes e espa√ßos os boletos n√£o s√£o lidos automaticamente no caixa eletr√īnico. Dessa forma, o cliente digita os dados manualmente e acaba consolidando a fraude inconscientemente. Portanto se o boleto n√£o for lido automaticamente, fique atento.

Dados divergentes: os n√ļmeros que aparecem na parte superior do boleto e que identificam os dados da empresa benefici√°ria n√£o correspondem aos dados descritos nos detalhes do boleto, tais como: c√≥digo do banco, n√ļmero da ag√™ncia, CNPJ, entre outros.

Como Prevenir?

O investimento em segurança é a melhor solução para evitar esse tipo de fraude. Para isso, algumas medidas podem ser adotadas: 

  • Emiss√£o de boletos apenas por programas que utilizem padr√Ķes de seguran√ßa adequados;
  • Optar sempre por programas que fa√ßam a emiss√£o de boletos no formato PDF, pois esse formato j√° fornece o boleto pronto e n√£o h√° como fazer altera√ß√Ķes, enquanto p√°ginas HTML permitem que criminosos insiram c√≥digos com maior facilidade;
  • Evitar abrir boletos recebidos utilizando o navegador Internet Explores, pois existem alguns tipos de malwares para captura de informa√ß√Ķes de boletos que funcionam apenas para esse navegador;
  • Verificar se o formato do c√≥digo de barras est√° padronizado e se os dados correspondem aos da empresa benefici√°ria.

Uma outra ferramenta que ajuda a garantir a integridade dos dados √© o uso do EDI de Cobran√ßa, uma vez que as cobran√ßas podem ser emitidas diretamente a partir dos dados do sistema ERP e as opera√ß√Ķes s√£o realizadas de maneira autom√°tica.

O que fazer após ser vítima de uma fraude?

Em nenhum caso a responsabilidade ser√° do cliente que fez o pagamento do boleto caso a fraude seja identificada. A v√≠tima poder√° ser ressarcida pelo preju√≠zo e a responsabilidade ser√° das institui√ß√Ķes financeiras.

Se o boleto foi recebido diretamente no endereço da vítima, esta deverá acionar a polícia para que seja aberta uma investigação que permita chegar até o fraudador. Já se o boleto foi emitido eletronicamente, a vítima deverá acionar o PROCON ou entrar em contato diretamente com a empresa beneficiária. Saiba mais aqui.

Portanto, fique atento ao fazer o pagamento de suas contas através de boletos e não caia nesse golpe.

Fonte: Gleycielle Souza, blog.bluesofterp.com.br

Justi√ßa Federal condena 12 por fraudes com cart√Ķes de banco

Cart√£o pr√©-pagoA 5.¬™ Vara Federal em Santos (SP) condenou 12 pessoas acusadas de integrar uma organiza√ß√£o criminosa que desviava e fraudava cart√Ķes banc√°rios na Baixada Santista e na capital paulista. O esquema contou com a participa√ß√£o, na √©poca, de funcion√°rios dos Correios que direcionavam correspond√™ncias contendo cart√Ķes de cr√©dito, d√©bito e boletos para o grupo. Segundo a senten√ßa, os crimes praticados de julho de 2013 at√© novembro de 2014, √©poca em que foi deflagrada a ‚ÄúOpera√ß√£o Corrieu‚ÄĚ pela Pol√≠cia Federal ¬†(PF).

De acordo com a PF, eram desviados semanalmente de 150 a 200 cart√Ķes. Al√©m de organiza√ß√£o criminosa, os r√©us foram condenados por furto qualificado e um deles tamb√©m responder√° por peculato. As penas variam de 6 anos e 2 meses a 13 anos e 5 meses de reclus√£o e multa. Parte do grupo j√° est√° presa. O cumprimento da pena ser√° em regime fechado para tr√™s deles e semiaberto para os demais.

A condena√ß√£o dos 12 r√©us foi dada em tr√™s senten√ßas relativas √† mesma opera√ß√£o da PF. As senten√ßas s√£o de autoria do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, titular da 5.¬™ Vara em Santos. (Processo n.¬ļ 0009224¬≠70.2014.403.6104Õĺ Processo n.¬ļ 0009226¬≠ 40.2014.403.6104Õĺ Processo n.¬ļ 0009223¬≠85.2014.403.6104)

As informa√ß√Ķes sobre a condena√ß√£o dos 12 acusados foram divulgadas nesta sexta¬≠ feira, 3, pelo N√ļcleo de Comunica√ß√£o Social da Justi√ßa Federal de 1.¬ļ grau. No total, 17 foram denunciados pelo Minist√©rio P√ļblico Federal ‚Äď novas decis√Ķes ser√£o dadas assim que a instru√ß√£o dos processos estiver conclu√≠da.

As a√ß√Ķes foram propostas pelo procurador da Rep√ļblica Luis Eduardo Marrocos de Ara√ļjo. De acordo com o Minist√©rio P√ļblico Federal (MPF), o desvio dos cart√Ķes era feito por dois carteiros no momento da triagem na Central de Distribui√ß√£o de Correspond√™ncia em S√£o Vicente, litoral paulista. Eles vendiam as correspond√™ncias para os criminosos que, por sua vez, faziam um levantamento dos dados dos clientes contidos nos envelopes. Com essa ‚Äėficha cadastral‚Äô, realizavam liga√ß√Ķes telef√īnicas para as v√≠timas a fim de conseguir as senhas.

A PF descobriu que o grupo montou uma esp√©cie de central telef√īnica clandestina, utilizando mulheres que se passavam por operadoras¬†de telemarketing dos respectivos bancos. A simula√ß√£o era facilitada pelo fato de as telefonistas possu√≠rem os dados cadastrais dos clientes e por saberem que eles j√° aguardavam a chegada dos cart√Ķes.

As v√≠timas eram orientadas a confirmar seus dados banc√°rios via atendimento eletr√īnico, incluindo a senha, a qual era copiada por aparelhos do tipo bina, instalados na ‚Äėcentral telef√īnica‚Äô.

De posse das senhas, a quadrilha fazia o desbloqueio dos cart√Ķes e realizava saques, compras e diversos outros gastos no Brasil e no exterior. A investiga√ß√£o apurou diversas viagens para fora do Pa√≠s a fim de adquirir mercadorias para uso pr√≥prio e revenda em sites da internet. Os integrantes da organiza√ß√£o tamb√©m compravam correspond√™ncias desviadas de outros Estados, como Rio e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, ‚Äúos denunciados integraram, com consci√™ncia e vontade, uma associa√ß√£o est√°vel e permanente, estruturalmente ordenada, com divis√£o de tarefas, dedicada √† pr√°tica de fraudes com cart√Ķes banc√°rios desviados, com o objetivo de obterem vantagens econ√īmicas il√≠citas‚ÄĚ.

Em outro trecho, a senten√ßa aponta que ‚Äúa quadrilha se valia de meios ardilosos para burlar a vigil√Ęncia das v√≠timas, que eram levadas a acreditar estarem em contato telef√īnico com pessoas autorizadas pela institui√ß√£o financeira (‚Ķ), sem saber que as senhas eram copiadas √† dist√Ęncia por equipamentos eletr√īnicos de capta√ß√£o de dados‚ÄĚ.

Leia mais em: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/justica-federal-condena-12-por-fraudes-com-cartoes-de-banco/