Itaú fica mais perto de comprar operação de varejo do Citi no Brasil

O Itaú Unibanco estaria negociando com exclusividade a operação de varejo do Citibank no Brasil, apurou oBroadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Fontes não sabem afirmar se o Santander Brasil continua no páreo, mas alegam que o interesse dos espanhóis pelo ativo diminuiu, facilitando a chegada do concorrente, que teria feito uma oferta maior.

Tanto o presidente do Citi no Brasil, Hélio Magalhães, quanto o presidente do Itaú, Roberto Setubal, estão em Nova York neste momento, conforme fonte, e estariam negociando os detalhes finais da aquisição. Enquanto isso, o presidente do Santander, Sérgio Rial, estaria em Madri, de acordo com outra fonte.

A permanência do Itaú até o final da disputa pelo Citi chamou a atenção do mercado, que sempre considerou o Santander como favorito em levar o ativo. Uma fonte diz, porém, que a oferta feita pelo espanhol teria sido “baixíssima”.

Outro fator negativo foi o fato de que a notícia da compra da operação na Argentina contribuiu para a queda das ações do Santander no Brasil. Isso pode ter feito a instituição espanhola repensar a compra do Citi no mercado brasileiro.

Isso porque, embora a plataforma de varejo do banco americano na Argentina tenha bom desempenho, no Brasil, conforme fontes, amargou prejuízo nos últimos anos. Na Colômbia, conforme já antecipou o Broadcast, o ativo deve passar para as mãos do Scotiabank.

Em setembro, as units (conjunto de ações) do Santander Brasil acumulam queda de 4,50%, enquanto as ações PN (preferenciais) do Itaú Unibanco registram baixa de 1,47%.

Estilo

O apetite do Itaú pelo Citi nunca ficou muito claro, já que o banco tem um jeito bem fechado de negociar, envolvendo o mínimo de pessoas possível, evitando assim o vazamento do seu real interesse em um eventual negócio. Foi assim com o Unibanco, com a Porto Seguro, o BMG e, mais recentemente, com a Recovery, que comprou das mãos do BTG Pactual.

A expectativa do Citi é concluir a venda das suas operações de varejo no Brasil, Argentina e Colômbia ainda neste mês. Por isso, a expectativa é que o anúncio do negócio seja feito em breve. O banco informou a intenção desses desinvestimentos em 19 de fevereiro deste ano.

Apesar de o Santander ser tido como favorito desde o início das negociações, teria contado a favor do Itaú Unibanco não só uma oferta maior que a dos espanhóis, mas também o relacionamento que já possui com o Citi. Na negociação pela Credicard, no passado, já foi assim. Na ocasião, o Itaú desbancou o Bradesco e ficou com o ativo.

A operação de varejo do Citi no Brasil soma R$ 8 bilhões em operações de crédito, segundo fonte, e uma rede de 71 agências.

Na semana passada, o diretor de Marketing do Itaú, Fernando Chacon, disse, em entrevista ao Broadcast, que o banco continuava acompanhando as negociações da venda da operação de varejo do Citi no Brasil. “Estamos por perto”, afirmou o executivo, na ocasião, sem dar mais detalhes.

Procurados pelo Broadcast, Citi, Itaú e Santander não comentaram a informação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Onde estamos errando na contabilidade e na fraude contabil? Pessoas ou processos?

É importante conscientizar funcionários, colaboradores e gestores envolvidos nos processos sobre a responsabilidade de cada um, o que confere um sistema operacional mais seguro.

Há muito tempo procuram-se as melhores formas de proteção dos ativos das empresas. Como a fraude tem evoluído na mesma velocidade e em certos casos até mais rápido que a evolução corporativa, encontramos várias pesquisas realizadas com o intuito de mapear as causas das fraudes, mas será possível?

Com essa preocupação tão evidente e na busca de melhores formas de salvaguardar os ativos das empresas, o assunto de prevenção à fraude sempre está na mídia e ultimamente nos meios acadêmicos seja como tema de palestras, seja nas disciplinas de prevenção à fraude, gestão de riscos e governança corporativa, o que evidencia a necessidade de entendimento do perfil do fraudador e como as empresas tratam o assunto.

Vale a pena salientar que os controles internos são uma forma de identificação de possibilidades de fraudes além de outras formas de identificação. Por esse motivo adotamos a metodologia de melhores práticas e avaliação de necessidades de controles tendo como foco o controle interno e contábil.

Para melhor compreensão dessa visão, é necessário estabelecer níveis diferentes para tratamento sistêmico dos controles internos e contábeis, e para que possamos implementar um controle interno estratégico, algumas coisas são fundamentais no contexto estrutural, e para que a organização venha a se beneficiar do dimensionamento e do tratamento das outras possibilidades de controles, devem estar relacionados às diversas situações de risco a que estão expostas, variáveis sobre as quais esses controles devem agir para minimizar os efeitos.

Identificam-se essas necessidades e implementam-se procedimentos que assegurem as várias fases do processo decisório e do fluxo de informações para que se revistam da necessária confiabilidade na prevenção de perdas, na repressão aos crimes de fraude financeira, contábil e de lavagem de dinheiro, assuntos estes, tão evidenciados na mídia ultimamente. Não podemos ser surpreendidos com alternativas criadas a todo o momento, pois a cada fraude ocorrida, inúmeros serão os riscos envolvidos.

Ainda, sobre o tema de controles, não podemos deixar de evidenciar as fraudes ocorridas nos últimos anos, que demonstram ausência de controle, negligência operacional, ausência de índole e despreparo das auditorias e dos órgãos reguladores.

O que mais impressiona é a forma como as fraudes acontecem e são tratadas e como as mesmas causaram inúmeros prejuízos a colaboradores, investidores, governos e ao próprio mercado, sem contar a questão de imagem e reputação dos contadores, empresas de auditoria e órgãos reguladores.

_MG_0888* Marcos Assi – Articulista do Blog Contabilidade na TV. Professor e consultor da MASSI Consultoria e Treinamento – Prêmio Anita Garibaldi 2014 e Prêmio Giuseppe Garibaldi 2016, Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na FECAP, FIA, Saint Paul Escola de Negócios, Centro Paula Souza, USCS, FADISMA entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora.
Contabilidade na TV artigos Marcos Assi

Curso de Formação de Agente de Compliance

Gestão de ComplianceParticipe do Curso de Formação de Agente de Compliance com o Professor MSc. Marcos Assi
Compliance – sua empresa está preparada?
Estar em conformidade com as leis, normas e regulamentos, tanto externos como internos de uma empresa, é a cada dia mais e mais necessário e requisitado. Você que é de Controles Internos, Compliance ou ainda do área de Riscos, está preparado? Este treinamento traz à tona a importância de estar em Compliance, e forma profissionais ligados a este assunto como agentes de conformidade, conceituando, mostrando as melhores técnicas e alertando para as principais falha no processo. Nossa próxima turma será em outubro. Organize-se e venha aprender com o especialista Prof. MSc. Marcos Assi, referência de mercado neste assunto. É uma ótima oportunidade para formar, instruir e implantar sua área de Compliance.
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Receita vai cobrar R$ 10 bi por sonegação na Lava Jato

A Receita Federal vai cobrar mais de R$ 10 bilhões dos investigados na Operação Lava Jato – força-tarefa do Ministério Público Federal, Polícia Federal e da própria Receita que apura esquema de cartel e corrupção na Petrobrás. A investida dos agentes federais de Curitiba levou o órgão do Ministério da Fazenda a estimar o montante sonegado em tributos da União e fraudes fiscais. A maior parte desse valor refere-se a impostos não recolhidos, entre 2010 e 2014, por 28 empreiteiras acusadas de corrupção, acrescidos de juros e multas.

“Tínhamos a previsão de que os lançamentos tributários atingiriam R$ 1 bilhão, mas, em apenas um ano de apuração, esse valor já foi superado. Possivelmente superaremos um crédito tributário (impostos, juros e multas) total constituído de mais de R$ 10 bilhões”, afirmou ao Estado o coordenador-geral do Setor de Investigação da Receita, Gerson D’Agord Schaan.

O foco são os tributos sonegados em movimentações de propinas, lançadas oficialmente como despesas de assessorias ou consultorias – muitas delas empresas de fachada, como as do doleiro Alberto Youssef (MO Consultoria, GFD Investimentos e Rigidez Empreiteira).

Desde que foi deflagrada, em março de 2014, a Lava Jato relacionou pelo menos 34 empresas suspeitas de serem de fachada ou “noteiras” – criadas somente para emitir notas – que movimentaram, no mínimo, R$ 2,5 bilhões, em sua maioria provenientes de empreiteiras com contratos com a Petrobrás.

Executivos, políticos, agentes públicos e operadores financeiros são alvo dessas ações fiscais da Receita desde 2015.

O rombo foi rastreado pela Receita em investigação conjunta com policiais federais e procuradores por meio da identificação de serviços fictícios, uso de notas frias, contas secretas no exterior e bens em nome de terceiros ou empresas offshores. O trabalho é resultado das descobertas de fraudes financeiras na Petrobrás – um prejuízo para a estatal estimado, entre 2004 e 2014, em R$ 42 bilhões, de acordo com a PF.

“O tipo mais recorrente que gerou os maiores valores de autuação até aqui foi o pagamento de contratos de serviços fictícios, despesa indedutível e pagamento sem causa”, afirmou o chefe do Escritório de Investigação da Receita, em Curitiba, Roberto Leonel de Oliveira Lima.

“As empresas contabilizavam pagamentos por serviços jamais executados, sob diversas denominações, como assessoria, consultoria, engenharia, para dissimular efetivos pagamentos de vantagens indevidas ou propinas”, disse Lima. Nesses casos, as empreiteiras são cobradas em 35% do Imposto de Renda retido na fonte sobre o valor pago sem causa e mais 150% de multa por fraude e juros.

A cooperação entre Receita, Ministério Público Federal e Polícia Federal sustenta os trabalhos de investigação da força-tarefa. “A Operação Lava Jato é um marco histórico pela forma integrada na qual desenvolvemos a investigação, cada qual na sua área”, afirmou Schaan.

Só da Receita são 75 auditores fiscais destacados para a Equipe Especial de Fiscalização da Lava Jato.

Ações fiscais

Os auditores trabalham atualmente em 480 ações fiscais. Foram eles que identificaram, por exemplo, pagamentos milionários de empreiteiras à JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. De acordo com os investigadores da Lava Jato, os negócios ocultaram repasses de propinas. Dirceu teria recebido parte da cota do PT no esquema, comandado também por PMDB e PP.

Até o início deste ano, cerca de R$ 1,5 bilhão em créditos tributários, referentes apenas a 2010, já haviam sido lançados pela Receita. Desse montante, 90% são cobrados de empreiteiras como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht. “Temos pela frente, praticamente, mais quatro anos de grande trabalho”, afirmou Schaan, enquanto a força-tarefa caminha para a conclusão das ações na esfera criminal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Buffett perde US$ 1,4 bilhão com escândalo da Wells Fargo

O megainvestidor Warren Buffett perdeu 1,4 bilhão de dólares com a queda de 3,3% nas ações da Wells Fargo na última terça-feira.

A queda nos papéis do banco americano se deve ao escândalo envolvendo o banco. Cerca de 5.300 funcionários da Wells Fargo foram demitidos por abrirem contas bancárias fictícias em nome de clientes, sem que estes soubessem.

Os desvios, iniciados em 2011 e que se estenderam por cinco anos, faziam com que alguns assessores de clientes alcançassem objetivos comerciais e ganhassem prêmios em dinheiro.

O escândalo também impactou nas ações da Berkshire Hathaway Inc, empresa de Buffett e maior acionista do banco. Ontem, as ações da companhia registraram perdas de 2% na tarde de ontem.

Segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg, a fortuna de Buffett é estimada em 65,8 bilhões de dólares. Ele é o quarto mais rico do mundo, ficando atrás de Bill Gates, Amancio Ortega e Jeff Bezzos.

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