Anote na Agenda: Noite de autografos livro Governan̤a, Riscos e Compliance Р20/04/2017

Apos 12 meses de trabalho, revisão e evidenciação de processos de falhas de negócios, recebemos esta semana a confirmação da Editora que a data de lançamento será no dia 20/04/2017, possivelmente as 19:00 horas, portanto guarde em sua agenda, e estamos negociando o local do lançamento do Livro “Governança, riscos e compliance – Mudando a conduta dos negócios”, da Saint Paul e do Prof. Comendador MSc. Marcos Assi, o livro analisa escândalos de corrupção atuais e as falhas de compliance, conduta e ética e apresenta metodologias com as principais técnicas de compliance para evitar riscos de não conformidade.  E como não poderia faltar apresenta também os interessantes cases da Enron, OGX, Banco Panamericano e Petrobras, demonstrando que os controles internos, compliance e auditoria, devem fazer parte da gestão de negócios.

Como o autor possui uma “trilogia” – afirmação do próprio professor – com seus livros de Controles Internos, Gestão de Riscos e Gestão de Compliance, portanto este livro vem para compilar tudo isso e determinar uma continuidade da melhoria da governança, da gestão de riscos e do compliance, onde alinha metodologia, ferramentas e casos de insucesso, que comprovam a necessidade de mudança.

Acordo histórico da Vale pulveriza controle e amplia governança

A mineradora brasileira Vale, maior produtora global de minério de ferro, planeja se tornar uma companhia sem controle definido a partir de um acordo histórico apresentado pelos principais acionistas nesta segunda-feira, em movimento que visa aumentar a transparência e a governança da empresa.

A diretoria da Vale informou que os acionistas controladores, agrupados sob a holding Valepar, concordaram em renovar o atual acordo, que os manterá ainda como um bloco de controle por mais três anos e meio, enquanto preparam uma proposta para listar a companhia no Novo Mercado da Bovespa.

O atual acordo de 20 anos da Valepar, que expira em maio, será prorrogado até novembro para garantir a transição. Os detentores de ações preferenciais classe A da Vale que participarem voluntariamente da conversão de ações receberão 0,9342 ações ordinárias, como parte do processo.

A precificação será definida com base no preço de fechamento das ações ordinárias e preferenciais apurado com base na média dos últimos 30 pregões na Bovespa anteriores a 17 de fevereiro, ponderada pelo volume de ações negociado nesses pregões.

Após a conclusão dessa etapa, a Vale pagará aos proprietários da Valepar um prêmio de 10 por cento por suas ações, implicando em uma diluição de 3 por cento de todos os acionistas.

Caso a incorporação da Valepar seja aprovada, os antigos proprietários da holding deverão assinar um novo acordo de acionistas para dar estabilidade à transição, que travará até 20 por cento do total de ações ordinárias de emissão da Vale, com duração até novembro de 2020, sem previsão de renovação.

A mudança representa um marco no Brasil, mantendo a companhia longe de interferências do governo federal. A Reuters publicou em 19 de janeiro a intenção dos acionistas de transformar a mineradora numa empresa de capital disperso e listá-la no Novo Mercado da Bovespa.

O anúncio desencadeou um alta nas ações da Vale, que fecharam no maior patamar desde 4 de janeiro de 2013. As ações ordinárias subiram 6,93 por cento, para 36,43 reais, enquanto as preferenciais, a classe de ações mais negociada da Vale, subiram 6,17 por cento, a 34,24 reais.

“Estamos diante de uma oportunidade histórica para a Vale, um marco que pode ser tão importante quanto a privatização foi há 20 anos”, disse Ferreira, em uma teleconferência com integrantes do mercado, na qual analistas elogiaram o acordo.

“Nosso julgamento é que a proposta é um convite que os acionistas controladores estendem ao mercado de capitais, para que ajudem a tornar a Vale uma empresa de classe mundial também em governança”, completou.

Pelo menos 54 por cento dos detentores de ações preferenciais da Vale terão que aprovar a conversão, cuja aprovação também está ligada à aprovação de toda a proposta.

Ferreira prevê que a empresa convoque uma assembleia de acionistas para votar o plano inteiro em junho.

“A transação parece ser uma vitória para os acionistas controladores e minoritários”, disse Rodolfo de Angele, analista sênior de materiais básicos da JPMorgan Securities.

“MUDANÇA BRUTAL”

Fontes familiarizadas com o assunto disseram à Reuters em janeiro que a Bradespar e o Previ, fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil, elaboraram o plano como forma de atrair mais investidores.

Uma vez que o fim do acordo expirar, em novembro de 2020, nenhum acionista ou grupo de acionistas poderá ter mais de 25 por cento da Vale, sob pena de ter que realizar Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os demais acionistas titulares de ações ordinárias.

Os sócios da Valepar são Previ, Bradespar, a japonesa Mitsui, BNDESpar e os fundos de pensão Petros, Funcef e Fundação Cesp.

O plano poderia dar a alguns desses fundos de pensão, atualmente com pouca liquidez, a possibilidade de retirar dinheiro da Vale, cujas duas classes de ações subiram quase quatro vezes nos últimos 12 meses.

As ações da Bradespar, que é controlada pelo Banco Bradesco, fecharam com uma alta recorde diária de 16,62 por cento. Analistas disseram que o acordo aumenta o valor dos ativos líquidos da Bradespar, liberando-o de ter que fazer um grande pagamento em dinheiro para a Previ pela renovação do acordo.

‘GOLDEN SHARE’

Atualmente, as American Depositary Shares (ADRs) da Vale são negociadas ao equivalente a 10,5 vezes o lucro estimado para este ano, abaixo das rivais Rio Tinto, a 10,7 vezes, e da BHP Billiton, a 15,9 vezes, de acordo com dados da Thomson Reuters.

As implicações do anúncio desta segunda-feira sobre a percepção dos investidores sobre a governança da Vale devem se traduzir em uma convergência mais rápida dos preços das ações da Vale e da Rio Tinto, informou a mesa de negociação do Banco BTG Pactual em nota a um cliente.

O plano também ajudará a limitar a interferência do governo na Vale. A melhoria da governança decorrente da mudança poderia ajudar as ações da Vale a reduzir a diferença de avaliação em relação aos seus pares globais de mineração.

“É uma mudança brutal de governança para a empresa”, disse a nota do BTG Pactual.

Ainda assim, o governo brasileiro manterá uma “golden share”, um mecanismo legal que lhe permite afastar tentativas hostis de aquisição e moldar decisões estratégicas, disse Ferreira.

“É um evento político… que, na minha opinião, não altera em nada o plano que está sendo discutido hoje”, disse ele sobre a “golden share” aos analistas durante a teleconferência.

A estratégia replica o movimento feito para tirar a Embraer das mãos do governo em 2006. Na ocasião, a conversão de ações foi feita junto com o fim do acordo de acionistas da companhia, mas o governo manteve a “golden share”, que veta qualquer tentativa de aquisição hostil.

O saldo do ágio de 3,073 bilhões de reais registrado nas demonstrações financeiras da Valepar, e a sua eventual e futura utilização pela Vale, não será objeto de capitalização em favor dos acionistas da Valepar, mas sim em proveito de todos os acionistas da Vale, segundo o comunicado.

(Reportagem adicional de Paula Arend Laier)

Fonte: exame.abril.com.br – acordo-historico-da-vale-pulveriza-controle-e-amplia-governanca

Governança Corporativa: Empresas familiares precisam definir regras de sucessão para se manter no jogo

Resultado de imagem para processo de sucessãoPlanejar o futuro é um grande desafio para as empresas familiares, que dependem do interesse das novas gerações em tocar o dia a dia da empresa. Os especialistas destacam que é fundamental pensar na longevidade dos negócios e tomar medidas que ampliem o patrimônio da companhia. No Brasil, as estatísticas não são animadoras: apenas 5% das empresas estão sob o comando da quarta geração, segundo a consultoria PWC.

“Se as empresas familiares querem se perpetuar, é preciso planejar”, diz Carlos Mendonça, sócio da PwC, que levantou dados de 40 empresas familiares que não têm ações na Ibovespa. A mesma pesquisa mostra que apenas 19% das empresas familiares do Brasil têm um planejamento sucessório definido.

Mendonça explica que é importante que as regras sejam bem definidas para evitar conflitos e facilitar a escolha dos sucessores em cada cargo. “É importante que estejam estabelecidas a idade para a aposentadoria, a formação necessária para ingressar na empresa e o processo de solução para os conflitos entre as gerações, frequentemente provocados por projetos diferentes para o futuro da empresa.”

Em 2009 o Laboratório Blanver, empresa familiar que atua na produção de medicamentos, estruturou seu planejamento sucessório entre os herdeiros e formou um conselho administrativo para elaborar projetos de médio prazo. As mudanças permitiram que a companhia se organizasse melhor e conseguisse, em 2015, expandir seus negócios com a aquisição da farmacêutica CYG Biotech.

O laboratório incluiu no projeto de sucessão familiar o family office, uma comissão interna que dá apoio e suporte às novas gerações, utilizando seus conhecimentos para ampliar as áreas de atuação da companhia.

Os atuais gestores da companhia fazem atividades de apresentação da história da empresa para os herdeiros. Ronaldo Lorenzo, genro do proprietário e atual responsável pelo conselho, relata que a iniciativa tem rendido integração positiva. “As gerações se entrevistam, há uma curiosidade entre elas.”

Domingos Ricca, fundador do escritório Ricca&Associados, que presta consultoria para empresas familiares vinculadas à Fiesp, elenca quatro pontos fundamentais para que a transição entre os herdeiros seja eficaz: palavra, carisma, cultura e perseverança. Esses aspectos precisam ser bem comunicados e entendidos por todas as gerações. “O atual gestor precisa conquistar seu sucessor para que ele queira seguir com as atividades da empresa”.

No entanto, mesmo redes grandes como o Rei do Mate, fundado em 1978 e com uma carteira de 330 lojas franqueadas, ainda engatinham neste processo. Para Antônio Carlos Nasraui, sócio e sucessor na empresa, é muito cedo para apresentar a empresa às novas gerações. “Primeiro precisamos ver a aptidão, se gosta do negócio e o que querem do futuro. Não é nosso foco agora”, afirma o sócio do Rei do Mate, que faturou R$ 250 milhões em 2015.

Na terceira geração, o Hotel Cad’o’ro acaba de ser reinaugurado na rua Augusta, em São Paulo. Fabrizio Guzzoni, hoje diretor da empresa, não toma decisões em conjunto com a irmã. Ela recebe dividendos porque é sócia. Guzzoni afirma estar aberto para a participação dos sobrinhos, ainda jovens, mas diz que tudo depende do interesse deles pela hotelaria. “Se tiverem, serão treinados e aprenderam do zero, como eu aprendi”, diz Guzzoni, que ainda não estruturou um processo de sucessão na empresa, fundada em 1956 pelo avô.

Fonte: economia.estadao.com.br – empresas-familiares-precisam-definir-regras-de-sucessao

Compliance tem falta de profissionais e salários acima de R$ 10 mil

Há cerca de dois anos, se um profissional quisesse se especializar em compliance no Brasil, ele teria de ser autodidata ou aprender na prática. Com as recentes operações da Polícia Federal, Lava Jato e Zelotes, que investigam fraudes fiscais e esquemas de corrupção, o cenário mudou. O compliance officer começou a ganhar visibilidade e alunos de variados cursos de graduação e pós-graduação passaram a demandar uma formação mais adequada.

A escassez de profissionais bem formados e com experiência e o status de área estratégica fazem com que os salários sejam bastante atrativos. Segundo o guia salarial da empresa de recrutamento Robert Half, a remuneração mensal varia de R$ 12,7 mil a R$ 19 mil.

Além de cursos rápidos, também há MBAs sobre o assunto. A Fundação Álvares Penteado (Fecap) começou a oferecer o MBA em Gestão de Riscos e Compliance em março deste ano e já formou duas turmas, a primeira com 10 e a segunda com 18 alunos. “A maioria é composta por profissionais que já atuam em gestão de riscos, mas há uma parcela que quer migrar para essas áreas”, explica o professor Fábio Coimbra, coordenador do curso da Fecap.

Apesar de só ter ganhado notoriedade há pouco tempo no Brasil, a figura do compliance officer existe desde a crise de 1929, quando houve a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Naquela época, foi identificada a necessidade da presença de um advogado que checasse o cumprimento das normas nas empresas. Mas engana-se quem acredita que a especialização em compliance só atrai os formados em Direito. As turmas são compostas por administradores, economistas, contadores, engenheiros e até jornalistas, além de advogados.

Fonte: economia.estadao.com.br – compliance-tem-falta-de-profissionais

Para o Contratado, conduta e ética, mas o Contratante…

Interessante este mundo corporativo e acadêmico, minha indignação é muito grande, vamos esclarecer as coisas, em certos casos somos contratados para elaborar um treinamento, um curso ou uma disciplina, onde preparamos tudo, a empresa fica com a administração e com o comercial, aceitamos uma remuneração básica em certos casos, pois somos “parceiros”.

Já ocorreram casos de elaborar um treinamento especifico para a contratante e nós como contratado só podemos lecionar este tema na empresa, mas com o tempo o curso toma corpo e notoriedade, e do nada você vê a empresa anunciando o treinamento com outro instrutor com ligeiras alterações de conteúdo.

E mais engraçado é que ninguém te fala nada, nem um e-mail ou um telefone, e quando você questiona, dizem que não tínhamos agenda para atender a demanda, mas conforme os professores que conheço, obter disponibilidade de agenda de um mês para outro é muito difícil, mas conforme o grau de capacidade do instrutor maior é a procura.

Outra coisa interessante é que você já deu este treinamento ou aula várias vezes com ótimos resultados, avaliações dentro da média e muitos dos alunos até indicam para colegas o seu curso, isso é melhor forma de comprovação de competência, mas um dia uma pessoa, avalia você mal, e isso vira um cavalo de batalha, pois nem sempre as pessoas que assistem o treinamento querem realmente aprender, querem tudo pronto e de preferência que não precisem pensar como fazer, ou que seja uma consultoria em formato de cursos, assim é fácil.

Acho que poderia ser diferente, mas as vezes somos sabotados por outros instrutores que visitam os coordenadores, gostaria de evidenciar que estou generalizando, pois muitos não são assim, mas acontece, quando da mudança da gestão ou coordenação, abandonar o que estava funcionando, para incluir seus amigos ou indicações “internas”, gostaria mais uma vez de externar, que nem sempre é assim, mas como não quero citar nomes, prefiro generalizar, e quem já passou por esta situação, vai me entender.

Portanto, devemos cobrar conduta e ética dos contratantes para que o contratado se sinta mais seguro em fazer seu trabalho e dignamente receber sua remuneração, em certos casos tenho até vontade de cobrar pela elaboração do material, pois lá na frente podemos ser surpreendidos com alguém ministrando nosso treinamento e com nosso material, isso é ética, não acham?

* Marcos Assi é professor e consultor da MASSI Consultoria e Treinamento – Prêmio Anita Garibaldi 2014 e Prêmio Giuseppe Garibaldi 2016, Comendador Acadêmico com a Cruz do Mérito Acadêmico da Câmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na FECAP, FIA, Saint Paul Escola de Negócios, Centro Paula Souza, USCS, FADISMA, entre outras, autor dos livros “Controles Internos e Cultura Organizacional”, “Gestão de Riscos com Controles Internos” e “Gestão de Compliance e seus desafios” pela Saint Paul Editora..