Eu avisei, mas… Justiça condena Bradesco por ‘gerente Gabriela’

Foto: Aldo DiasA Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Banco Bradesco a indenizar por danos morais uma profissional chamada de “gerente Gabriela” pelo superior hierárquico, um gerente regional no Rio de Janeiro.

A ação relata que o chefe referia-se aos versos da música Modinha para Gabriela, de Dorival Caymmi, conhecida na voz de Gal Costa como abertura da novela “Gabriela”  Ele recitava para a subordinada “eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim” para acusá-la de incompetente na busca por metas.

Pelo assédio moral, a instituição financeira deverá pagar R$ 30 mil de indenização.

As informações foram divulgadas no site do Tribunal Superior do Trabalho (Processo: RR-1660-21.2012.5.01.0013).

Relatos de testemunhas descreveram que o assédio envolveu vários gerentes, inclusive a que ajuizou a ação, e que o superior chegou a afirmar que “se o capim mudasse de cor, morreriam de fome”.

Para a relatora do processo no TST, desembargadora convocada Vania Maria da Rocha Abensur, ‘os atos abusivos do gerente regional foram devidamente comprovados’.

“Sua atitude era de contínua perseguição e prática reiterada de situações humilhantes e constrangedoras, caracterizando assédio moral”, destacou.

A relatora entendeu que deveria ser acolhido o pedido de indenização por dano moral, reformando a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), que entendeu que não houve nenhum ato ou fato atentatório à integridade moral da funcionária.

Nas alegações do recurso ao TST, a gerente insistiu que houve assédio moral, com cobrança excessiva pelo cumprimento de metas, ‘inclusive com ameaça de dispensa’.

Ao analisar o recurso, a magistrada verificou que, embora tenha indeferido a pretensão, o TRT citou depoimentos que permitiam comprovar a alegação de assédio moral, como trechos dos relatos de testemunhas indicadas pela gerente e pelo próprio banco. “No caso, os depoimentos comprovam atos reiterados e abusivos por parte do superior hierárquico da gerente.”

O Bradesco já recorreu contra a decisão por meio de embargos à Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1).

COM A PALAVRA, O BRADESCO

Por sua assessoria de imprensa, a instituição informou. “O banco não comenta assunto sub júdice.”

Fonte: Estadão

Não é só você que esconde uma conta bancária do seu cônjuge

Esqueça a Suíça. A nova conta secreta é a que você esconde do seu cônjuge.

Cerca de 13 milhões de americanos esconderam do parceiro uma conta-corrente, de poupança ou de cartão de crédito, segundo um estudo divulgado na quarta-feira pela CreditCards.com.

Uma parcela ligeiramente maior de mulheres (cerca de 6 por cento) do que de homens (5 por cento) disse que guarda dinheiro escondido, uma diferença que está dentro da margem de erro.

 Mas existe outra tendência mais acentuada: os jovens tendem a ser mais propensos aos segredos do que os mais velhos – ou, pelo menos, a admitir isso quando um desconhecido liga para fazer uma pesquisa.

“É possível que os membros da geração Y se sintam mais à vontade para revelar esse tipo de coisa nesse ambiente”, disse Matt Schulz, analista industrial sênior na CreditCards.com, um mercado on-line de cartão de crédito afiliado ao Bankrate Inc.

Ele disse estar surpreso pelo número de americanos que escondem contas, especialmente porque isso “pode causar problemas reais em um relacionamento”. Sem mencionar nas finanças.

“Não há maneira de fazer um orçamento significativo se você não sabe exatamente o que está entrando e o que está saindo”, disse Schulz.

A situação se estendeu a uma divisão em épocas de eleição conturbada deste ano: democratas e republicanos mostraram o mesmo nível nesse sentido, cerca de 5 por cento.

A pesquisa da CreditCards.com, com 1.003 pessoas nos Estados Unidos, foi conduzida de 7 a 10 de janeiro por telefone pela Princeton Survey Research Associates International.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/nao-e-so-voce-que-esconde-uma-conta-bancaria-do-seu-conjuge

Divergências técnicas ameaçam futuro da bitcoin

Um proeminente desenvolvedor da moeda digital diz que o projeto fracassou.Um importante desenvolvedor da bitcoin rotulou a moeda digital como uma experiência fracassada, ampliando o racha sobre uma questão obscura, mas vital, que vem dividindo a comunidade há quase um ano.

“Os fundamentos estão danificados e, o que quer que aconteça com os preços no curto prazo, a tendência no longo prazo será provavelmente de baixa”, escreveu o desenvolvedor Mike Hearn na plataforma de blogs Medium. “Não vou mais participar do desenvolvimento da bitcoin e vendi todas as minhas moedas.”

A briga deriva do crescente congestionamento na rede da bitcoin provocado pelos limites de tamanho dentro do registro de transações da moeda. Se os limites não forem elevados, a consequência pode ser a formação de gargalos debilitantes. Mas ajustar a rede exige a alteração de um sistema que tem sido lucrativo para aqueles que usam computadores potentes para registrar as transações.

Hearn tem defendido abertamente a expansão dos limites de tamanho. O problema é que a bitcoin é um software aberto, então qualquer mudança tem de ser aprovada por uma maioria da comunidade, que não tem sido capaz de chegar a um consenso.

Esta não é a primeira vez que alguém escreve o obituário da bitcoin. A diferença é que o obituário atual foi escrito por alguém importante dentro da comunidade da moeda virtual. O preço da bitcoin, que ficou estável por meses, caiu 20% na semana passada, para US$ 358. A cotação se recuperou um pouco no fim de semana e muitos ainda defendem a moeda na esteira das críticas de Hearn.

“A bitcoin tem sido alvo de debates acirrados e mal-entendidos há muito tempo”, diz Sean Neville, diretor-superintendente da Circle, “startup” especializada em pagamentos via celular. “E é outro mal-entendido que a tecnologia ‘blockchain’ [de registro das transações] possa fracassar simplesmente porque os debates técnicos e de governança ficam mais complicados à medida que a bitcoin amadurece.”

A bitcoin sempre teve um lado desagregador. Seus defensores elogiam a moeda por ela não depender de bancos centrais e ter um sistema de transação que trabalha fora do sistema financeiro normal. Os céticos a veem como uma moeda excêntrica cujos valores sobem e descem imprevisivelmente, um cassino para nerds de computadores. Os governos não conseguem nem concluir se ela é uma moeda ou uma commodity.

A cisão atual, porém, solapa o que muitos investidores creem ser a invenção mais promissora da bitcoin: o banco de dados descentralizado conhecido como “blockchain”, ou cadeia de blocos, que mantém um registro de quem possui o quê.

As transações individuais são empacotadas em blocos e confirmadas por uma “corrida” matemática altamente complexa. Os vencedores da corrida ganham uma nova bitcoin como recompensa.

O código da bitcoin limita o tamanho desses blocos a um megabyte. Mudar o código exige o consentimento dos chamados “mineiros”, que possuem a capacidade computacional necessária para processar todas as transações. A mineração é hoje tão cara que são necessários investimentos em níveis corporativos para participar. Os mineiros atuais temem que a mudança do limite possa afetar suas finanças de formas imprevisíveis.

Não mudar também tem suas consequências. O congestionamento já está criando longos atrasos na confirmação de algumas transações, à medida que a rede em expansão se choca com o limite de tamanho.

Em agosto, Hearn e Gavin Andresen, um dos principais desenvolvedores da bitcoin, apresentaram uma proposta formal para ampliar o limite do tamanho do bloco através de uma versão alternativa da moeda digital chamada Bitcoin XT, que tem limites maiores. Essa foi uma tentativa de promover o que no setor de software se chama de “hard fork”: a criação de uma nova versão de um sistema que força os usuários a migrar para ela.

A briga entre os defensores da XT e da versão original, agora chamada de Core, tem sido intensa. Ela está sendo travada no site Reddit, nas redes sociais e em fóruns de discussão, e já houve até ataques cibernéticos anônimos a usuários e empresas. A XT começou com força, mas não chegou nem perto de obter um consenso para a mudança.

Foi essa situação que finalmente convenceu Hearn de que a bitcoin está cavando a sua própria cova.

Já outros continuam esperançosos. Uma outra proposta, chamada Bitcoin Classic, surgiu das cinzas do debate sobre Core e XT. Essa versão da bitcoin permitiria um limite de dois megabytes, com a implementação de regras para que o limite fosse sendo ampliado com o tempo. A proposta parece estar ganhando apoio rapidamente.

“Às vezes é necessária uma crise para pôr todos na [mesma] sala”, disse Fred Wilson, da Union Square Ventures, firma de capital de risco que investe na bitcoin, num post filosófico de um blog. “Talvez seja assim que debate sobre o tamanho do bloco se encerrará”.

Fonte: WSJ – PAUL VIGNA

Banco Central muda regras de consórcios

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira a circular 3.785, que altera as regras dos consórcios. A medida deve aumentar a transparência e reduzir custos das empresas, o que, espera o BC, poderá reduzir suas taxas de administração.

Além disso, facilitará o retorno de consorciados excluídos de grupos, bem como sua desistência. O texto exige também que as empresas divulguem relatório de viabilidade financeira do grupo antes de sua formação.

A medida altera a Circular nº 3.432, de 3 de fevereiro de 2009, que disciplina a constituição e o funcionamento de grupos de consórcio, e visa a aumentar a transparência no relacionamento entre administradoras e consorciados, diz o BC.

A nova regra deixa de forma explícita a possibilidade de readmissão de consorciado excluído não contemplado no respectivo grupo, prevendo, entre outras regras, a desconsideração de eventuais multas rescisórias impostas por ocasião da exclusão.

Preserva também a poupança já realizada pelo participante e reduz custos operacionais de administração de grupos de consórcio, podendo contribuir para a redução das taxas de administração, diz o BC.

Pelo texto, passa a ser admitida qualquer forma de manifestação “expressa e inequívoca” de o consorciado comunicar a sua desistência de participação no grupo de consórcio, de forma similar ao procedimento de contratação.

Além disso, foi estabelecida a obrigatoriedade de elaboração pelas administradoras de consórcio, previamente à realização da assembleia de constituição do grupo de consórcio, de relatório específico que comprove sua viabilidade econômico-financeira e a compatibilidade entre o valor da taxa de administração cobrado antecipadamente e as despesas imediatas de vendas de cotas.

Leia em: http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/normativo.asp?numero=3785&tipo=Circular&data=04/02/2016

Fonte: Exame.com

A concentração no setor bancário americano chegou a níveis extremos.

Há hoje 33% mais grandes bancos do que em 2000. De acordo com a Federal Deposit Insurance Corporation, foram 182 fusões e 107 consolidações por ano de 2001 a 2011.

O resultado é que os cerca de 37 bancos importantes que existiam em 1990 hoje se resumem a quatro grandes: Citigroup, JP Morgan Chase, Bank of America Merrill Lynch e Wells Fargo.

Concentracao-no-setor-bancario-americano

Um dos fatores recentes que aceleraram este processo foi a crise financeira de 2008, que matou 5% dos pequenos bancos, segundo um estudo publicado pela Conference of State Bank Supervisors (CSBS).

E depois da crise veio a resposta do governo americano na forma de uma regulação mais rígida, especialmente com a aprovação da Lei Dodd-Frank em 2010, feita para garantir mais estabilidade ao setor e evitar a necessidade de resgates pelo governo.

Do lado da esquerda, há pedidos para “desmantelar os grandes bancos” considerados como de risco sistêmico pela lei. É o que quer Bernie Sanders,  pré-candidato em ascensão para a indicação do Partido Democrata à presidência dos EUA.

Do lado da direita, há críticas de que as centenas de páginas de novas regulações na verdade colocam um peso extra sobre os bancos pequenos e assim favorecem os grandes, que tem mais recursos para se adaptarem.

“Apesar da concentração bancária em si não ser ruim, fardos regulatórios crescentes não deveriam ser o fator para consolidação regulatória. A Dodd-Frank é custosa para os grandes bancos também, mas bancar o cumprimento das normas pode ser particularmente um desafio para pequenos bancos com acesso limitado a essa expertise“, diz um estudo do centro Mercatus da George Mason University.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa atualmente a compra do HSBC pelo Bradesco, anunciada em agosto do ano passado por US$ 5,2 bilhões e já aprovada pelo Banco Central.

Com o negócio aprovado, a previsão é que 5 instituições deterão 69% dos ativos totais do sistema nacional ou R$ 5,2 trilhões, conforme dados do Banco Central.

“A indústria bancária é concentrada em todo o mundo, porque tem economias de escala importantes. No Brasil, a concentração bancária não é muito diferente de outros mercados emergentes, embora seja maior que em países avançados”, afirmou em junho o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal.

Leia mais em: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/veja-em-um-diagrama-como-37-bancos-se-tornaram-4-em-20-anos