CVM pode processar auditor de empresa em caso de corrupção

‚ÄúOs auditores desempenham um papel fundamental na avalia√ß√£o da regularidade das demonstra√ß√Ķes financeiras vis-√†-vis as regras cont√°beis. Assim, caso se verifique o descumprimento das normas cont√°beis ou de auditoria na realiza√ß√£o de seus trabalhos, estar√£o sujeitos a processos sancionadores para verifica√ß√£o de suas responsabilidades‚ÄĚ, disse a autarquia, em resposta a questionamento por e-mail do Valor, ainda antes da divulga√ß√£o da dela√ß√£o dos executivos e controladores da JBS, que admitiram o pagamento de propina a pol√≠ticos de in√ļmeros partidos.

A JBS teve seus balanços de 2013, 2014, 2015 e 2016 auditados pela BDO RCS. Entre 2011 e 2012, a auditoria foi da KPMG, que havia comprado a BDO Trevisan, que prestava o serviço nos anos anteriores. Logo após a transação, a marca internacional BDO se associou à RCS no Brasil e reassumiu a conta dois anos depois.

Outra companhia de capital aberto que admitiu pagamento de propina foi a Braskem, controlada pela Odebrecht ‚Äď esta √ļltima de capital fechado. A PwC prestou servi√ßo de auditoria para a petroqu√≠mica entre 2010 e 2014. A KPMG assumiu os trabalhos no Brasil a partir de 2015, por conta do rod√≠zio obrigat√≥rio, e a PwC segue prestando servi√ßo para fins de reporte nos Estados Unidos.

O fato de uma companhia ter pago propina a políticos não implica, necessariamente, em falha no processo de auditoria.

A CVM ter√° que analisar, no caso concreto, se as normas da profiss√£o foram cumpridas e se os auditores exerceram o ceticismo que se espera deles.

O especialista em governan√ßa corporativa, Alexandre Di Miceli, professor da Fecap e s√≥cio da Direzione Consultoria, diz que a atua√ß√£o das auditorias foi ‚Äúabsolutamente inacredit√°vel‚ÄĚ, no caso, por exemplo, da baixa cont√°bil da Petrobras. ‚ÄúAl√©m da corrup√ß√£o, no caso da Petrobras, voc√™ tem um valor muito maior, de mais de R$ 40 bilh√Ķes, em que os ativos estavam sobrevalorizados e que nos anos anteriores as auditorias aceitaram nos balan√ßos‚ÄĚ, diz.

O especialista cita ainda, a exist√™ncia de um departamento de propinas na Odebrecht, e o pagamento indevido de pelo menos R$ 1,14 bilh√£o pela JBS. ‚ÄúN√£o est√° se falando de um pagamento espor√°dico, e sim de um modus operandi. Espera-se pelo menos uma bandeira vermelha.‚ÄĚ

Quando confrontados com esses casos, os auditores argumentam que seu trabalho n√£o tem a descoberta de fraudes como foco. E dizem que, apesar dos valores absolutos elevados de propina, os pagamentos s√£o dilu√≠dos ao longo de anos, em balan√ßos de empresas que faturam dezenas ou centenas de bilh√Ķes de reais.

Nos casos descobertos pela Lava-Jato, há ainda pagamentos por parte de acionistas controladores, por fora da contabilidade da empresa auditada, o que dificultaria ainda mais a detecção.

Presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Id√©sio Coelho diz que esse tipo a√ß√£o, principalmente quando cometida por membros da alta administra√ß√£o, √© muito dif√≠cil de ser detectada em uma auditoria externa. ‚ÄúAs fraudes n√£o acontecem nos documentos oficiais, normalmente. Elas s√£o feitas em acordos que est√£o por tr√°s dos contratos, que s√£o revestidos pela apar√™ncia de legalidade.‚ÄĚ

O representante do Ibracon cita ainda um estudo da entidade antifraude Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), que apontou que apenas 3,8% das irregularidades descobertas nas companhias em 2016 foram apontadas pela auditoria externa. A maior parte das fraudes, segundo o levantamento, √© descoberta ap√≥s den√ļncias (39,1%), auditoria interna (16,5%) e an√°lise da gest√£o (13,4%).

Fonte: Valor Econ√īmico

Honestidade, integridade, retid√£o e conduta

Esta bomba da dela√ß√£o dos propriet√°rios da JBS, coloca em cheque um monte de coisas que j√° estavam abaixo da m√©dia, com as dela√ß√Ķes da Odebrecht, entre estas coisas est√£o como devemos atuar nos neg√≥cios, onde fica a integridade, o t√£o falado compliance, que neste caso vai de encontro ao modelo que defendo h√° tempos, devemos entender como fazemos os neg√≥cios, n√£o basta focar somente em lavagem de dinheiro e corrup√ß√£o.

A verdade que os ultimos fatos deixam a gente perguntando será que vai ter fim? Não é possivel que todos empresários tenham agido desta forma, lógico que não, existem muitos empresários sérios, honestos, mas infelizmente acredito que tem muita podridão para aparecer, e cada vez que mexemos com algum órgão ou alguma operação da policia federal, aparece algo em podre.

Gostaria de afirmar aqui que as coisas devem mudar, mas tenho duvidas e medo, afinal o Brasil é o unico pais do mundo que corrupto tem torcida organizada, será que ninguém vai torcer pelo Brasil? Vejo pessoas com muitas evidencias de falhas de carater, desvios de dinheiro, lavagem de dinheiro enytre outras coisas, e querem estes individuos no poder novamente, será que não reconhecem a podridão toda?

No mundo quando uma fraude acontece, diretorias, conselheiros, dirigentes e governantes, pedem demiss√£o e renunciam a sua posi√ß√£o e ainda pedem desculpa, mas aqui negam descaradamente tudo que √© apontado contra eles. Cito exemplos da Toshiba 2015, segundo o Globo de 21/07/2015, “O diretor-presidente da Toshiba, Hisao Tanaka, renunciou nesta ter√ßa-feira ap√≥s a revela√ß√£o de que os balan√ßos da empresa japonesa foram inflados sistematicamente desde 2008 em um montante total de US$ 1,2 bilh√£o. A gigante de tecnologia admitiu que houve problemas no resultado de v√°rias divis√Ķes de seu neg√≥cio que enfrentavam dificuldades financeiras, incluindo chips de computadores e computadores pessoais.

Al√©m de Tanaka, entregaram seus cargos o antecessor Norio Sasaki, que estava na vice-presid√™ncia do conselho de administra√ß√£o, assim como o assessor Atsutoshi Nishida. O presidente do conselho de administra√ß√£o, Masashi Muromachi, assumir√° a dire√ß√£o da Toshiba.”

Espero um dia falar de situa√ß√Ķes onde as falhas tenham sido idenficadas por falhas em processos, interpreta√ß√£o erronea de legisla√ß√£o, entre falhas mais simples do que as falhas de conduta, √©tica, carater, integridade, retid√£o, conformidade e assim por diante.

Por Marcos Assi

6ª Edição do GRC + 5ª Edição do DRIDAY América Latina

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Lava Jato e Mariana incentivaram investimento em gest√£o de crise no Brasil

Acontecimentos como as opera√ß√Ķes Lava Jato e Carne Fraca e o rompimento da barragem de Fund√£o colocaram em xeque a reputa√ß√£o de grandes empresas perante o p√ļblico. O impacto √© ainda maior naquelas que se tornam conhecidas nacionalmente de repente e devido a um esc√Ęndalo. Mas, segundo especialistas, esses epis√≥dios t√™m acendido o alerta para que as companhias se preocupem em preparar planos eficazes de gest√£o de crise. O resultado, segundo os analistas ouvidos pelo Estado, √© uma melhora na postura das companhias envolvidas em pol√™micas.

O aumento da preocupa√ß√£o das companhias em desenvolver um plano s√≥lido de gerenciamento de crise ficou evidenciado na pesquisa “A gest√£o de riscos na Am√©rica Latina”, realizada pela consultoria Marsh. Ao avaliar o comportamento de 330 empresas de dez pa√≠ses latinos com faturamento entre US$ 5 milh√Ķes e US$ 500 milh√Ķes, o estudo mostrou que em 2015 apenas 36% delas tinha um manual de crise a ser seguido. Em 2016, esse n√ļmero saltou para 52%.

Mesmo que a pesquisa n√£o tenha um recorte exclusivo do Brasil, especialistas acreditam que as empresas nacionais est√£o cada vez mais preparadas. Mas, at√© chegar a esse patamar, algumas companhias tiveram suas reputa√ß√Ķes arrasadas e ainda est√£o lutando para recuperar sua imagem, principalmente aquelas que n√£o eram conhecidas fora dos ramos em que atuam. Foram os casos da Samarco e da Odebrecht, por exemplo.

Resultado de imagem para samarco em marianaA ferramenta Google Insights, que mede a popularidade de termos buscados no Google, mostra que, até o rompimento da barragem, as buscas pelo nome da mineradora eram de no máximo 9 pontos numa escala de 0 a 100. Após a crise, a procura atingiu o pico de 100 pontos e a média cresceu. O mesmo aconteceu com a empreiteira, que entre abril de 2012 e junho de 2015 tinha buscas de no máximo 20 pontos e, a partir daí, viu as pesquisas aumentarem até atingirem o pico de 100 pontos em março de 2016, com a condenação de Marcelo Odebrecht.
A rea√ß√£o negativa do p√ļblico nesses casos √© muito mais not√≥rio do que a observada nas investiga√ß√Ķes envolvendo BRF, JBS e Petrobr√°s – marcas que j√° eram conhecidos e respeitados antes das opera√ß√Ķes Carne Fraca e Lava Jato. Uma evid√™ncia disso √© que, comparando as principais buscas relacionadas √† Petrobr√°s e √† Odebrecht no Google Insights, as da estatal registravam palavras como “concurso”, “a√ß√Ķes” e “estagi√°rio”, enquanto na empreiteira apareciam termos como “lista”, “dela√ß√£o” e “Marcelo”.

Outro fato que pode indicar que a Petrobr√°s n√£o sofreu tantos danos √† sua imagem com a opera√ß√£o √© sua presen√ßa constante da estatal no ranking de “Empresa dos Sonhos” realizado pelo Grupo DMRH e pela Nextview. Entre 2009 e 2015, a petrol√≠fera sempre esteve na primeira ou segunda posi√ß√£o da lista. Na pesquisa de 2016, ela aparece entre as 10 primeiras colocadas do ranking tanto dos jovens – na segunda coloca√ß√£o -, quanto na dos profissionais de m√©dia gest√£o e alta lideran√ßa – em s√©timo e nono lugar, respectivamente. Em 2016, a¬†Odebrecht s√≥ apareceu na lista dos mais jovens, na sexta posi√ß√£o.

“A Petrobr√°s tem uma conex√£o com as pessoas. Elas j√° tinham uma vis√£o positiva dela antes da crise”, explica Marcos Figueira, professor da Funda√ß√£o Get√ļlio Vargas. “E isso mostra que o gerenciamento come√ßa muito antes do epis√≥dio acontecer. Uma companhia precisa cuidar da sua imagem desde sempre, porque quando acontecer algo, ela j√° estar√° numa posi√ß√£o melhor, mais blindada”.

A constru√ß√£o dessa imagem, segundo os analistas, acontece a cada contato que a marca tem com o p√ļblico, seja atrav√©s de a√ß√Ķes ou do pr√≥prio lan√ßamento de produtos ou servi√ßos novos.

“Nomes como Sadia e Seara est√£o sempre falando com o consumidor. A cada novidade, lan√ßamento e propaganda que elas estabelecem com o seu mercado, ela soma pontos com o p√ļblico. Ent√£o, quando uma empresa assim comete um erro e se posiciona corretamente, ela √© mais facilmente desculpada”, explica Jaime Troiano, ¬†presidente da TroianoBranding, consultoria especializada em gest√£o de marcas.

Resposta. Mesmo que as pessoas estejam familiarizadas com a empresa, a resposta certa em uma situação de crise é fundamental. Daniella Bianchi, diretora geral da consultoria Interbrand, explica que devem ser levados em consideração cinco pontos fundamentais: agilidade, transparência, consistência, foco e atitude. E, segundo os analistas, a postura dos frigoríficos durante a Operação Carne Fraca aconteceu da maneira correta e mostra que companhias brasileiras estão amadurecendo nesse quesito.

No mesmo dia em que a opera√ß√£o foi deflagrada, as companhias emitiram propagandas e comunicados em que afirmaram que iriam colaborar com as investiga√ß√Ķes para detectar irregularidades e refor√ßaram sua preocupa√ß√£o com a qualidade dos alimentos que produzem. A rapidez no posicionamento, segundo os especialistas, √© um dos principais pontos que as empresas devem considerar ao lidar com uma crise.

“Quando acontece uma crise, as empresas se lembram de casos em que houve demora e oculta√ß√£o das respostas e agem rapidamente. Assumindo logo o que aconteceu, a empresa ganha em respeitabilidade e demonstra transpar√™ncia”, afirma Troiano. O especialista lembra que, no caso do rompimento da barragem de Fund√£o, a Samarco n√£o foi t√£o r√°pida e eficiente na resposta, o que atrapalhou o gerenciamento da crise.

Na ocasi√£o, al√©m de a empresa ter divulgado que duas barragens se romperam ao inv√©s de uma, um dos diretores teria dito que “n√£o era o caso de pedir desculpas √† popula√ß√£o” e o ent√£o presidente da companhia, Ricardo Vescovi, teria se esquivado das perguntas a respeito da responsabilidade da empresa e das a√ß√Ķes que ela deveria p√īr em pr√°tica.

A justificativa da mineradora √© que a prioridade naquele momento era socorrer a popula√ß√£o atingida. “Minha percep√ß√£o √© que no in√≠cio, mais do que explicar ao p√ļblico o que estava acontecendo e o que ia ser feito, os esfor√ßos da empresa estavam voltados em atender aquela comunidade que tinha sido impactada”, explica Rosangela Coelho, gerente geral de comunica√ß√£o e rela√ß√Ķes institucionais da Samarco.

Ela conta que, ap√≥s 40 dias desde o rompimento da barragem, ¬†ela chegou para compor a¬†comitiva montada para gerir aquela crise. “Antes, a comunica√ß√£o era eficiente, mas s√≥ com os interessados. Quando a companhia passou a ser conhecida por todos, por causa do que aconteceu, estruturamos uma √°rea de gest√£o de crise, com comunica√ß√£o mais ativa e estrat√©gias digitais, coisa que n√£o t√≠nhamos antes”, conta.

A gest√£o de crise da Odebrecht, que assim como a Samarco ganhou visibilidade nacional ap√≥s um esc√Ęndalo, dividiu a opini√£o dos analistas. Enquanto a veicula√ß√£o do an√ļncio com o t√≠tulo “Desculpe, a Odebrecht errou” em refer√™ncia √†s acusa√ß√Ķes de pagamento de propina foi avaliada como “transparente” e “a √ļnica resposta que poderia ser dada naquele momento”, a demora e a falta de detalhamento do que seria colocado em pr√°tica dali pra frente foram reprovadas.

“Eles precisariam ter dito mais coisas do que disseram. Teria que ser detalhado quais as medidas, qual o modelo de governan√ßa e como a empresa vai garantir que aconte√ßa”, afirma Fernando Luzio, da Luzio Strategy Group, consultoria especializada em gest√£o de crise e governan√ßa corporativa.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a empreiteira afirmou ao Estado que seus esfor√ßos neste momento s√£o para mudar a atitude empresarial e fazer com que seus integrantes “incorporem melhores pr√°ticas de conformidade por convic√ß√£o”. Para isso, os funcion√°rios est√£o recebendo treinamento sobre a atua√ß√£o √©tica, √≠ntegra e transparente e o grupo criou um Conselho de Administra√ß√£o pr√≥prio para cada neg√≥cio, al√©m de ter ampliado o n√ļmero de conselheiros independentes.

Como responder a uma crise reputacional

Reposta r√°pida
  • Mesmo que a empresa ainda esteja apurando os acontecimentos, ela deve preparar uma reposta r√°pida para o p√ļblico dizendo o que est√° sendo feito naquele momento
Comitê multidisciplinar
  • A companhia deve formar um comit√™ multidisciplinar para apurar os fatos e ajudar o CEO a tomar decis√Ķes
Plano de ação 
  • Assim que tiver mais informa√ß√Ķes, a empresa deve vir a p√ļblico explicar com o maior n√ļmero de detalhes poss√≠vel o que ser√° colocado em pr√°tica a partir dali
Porta-voz
  • A companhia deve ter um porta-voz bem treinado que consiga responder √† imprensa com precis√£o e transpar√™ncia
Periodicidade de informa√ß√Ķes
  • Mesmo ap√≥s o primeiro impacto inicial, a empresa deve continuar em contato com o p√ļblico, informando em qual est√°gio est√£o as a√ß√Ķes anunciadas inicialmente

Artigo de março de 2015: Falta Honestidade, conduta e justiça

Adoro meu pa√≠s, mas esta dif√≠cil defender junto aos questionamentos que recebemos do mundo todo, tipo isso esta acontecendo mesmo e algu√©m foi preso? Respondo, que existem leis, mais quem √© da c√ļpula governamental ou possui o partido na lideran√ßa do governo n√£o vai preso e n√£o respeitam a legisla√ß√£o e quem tem dinheiro n√£o vai preso, quem desvia verbas para prop√≥sitos sem justificativa (fraudes e lavagem de dinheiro), quando √© condenado, cumpre a pena em liberdade, e assim caminha a humanidade.

Contratamos obras superfaturadas e o dinheiro retorna como doa√ß√Ķes de campanha, e os pol√≠ticos dizem que a doa√ß√£o √© legal, e ficamos a espera se dela√ß√£o premiada e processos de leni√™ncia para torcer que alguma coisa aconte√ßa, para entender onde foi parar estes R$ 88 bilh√Ķes.

O ministro da justi√ßa procura os advogados das empreiteiras e pede algumas a√ß√Ķes que n√£o sabemos qual √©, mas o ministro √© do partido da situa√ß√£o, ent√£o devem estar procurando uma forma de defender os interesses do pa√≠s e dos cidad√£os, n√£o somente seus pr√≥prios interesses, pelo menos foi isso que ficou evidenciado.

A presidente prometeu um monte de coisas em sua campanha, atacou advers√°rios e fez pior do que as acusa√ß√Ķes contra seus ‚Äúinimigos‚ÄĚ. citamos abaixo algumas promessas:

  • Redu√ß√£o dos impostos sobre a folha de pagamento das empresas para estimular a gera√ß√£o de empregos.
  • Garantir educa√ß√£o para a igualdade social, a cidadania e o desenvolvimento
  • Garantir a seguran√ßa dos cidad√£os e combater o crime organizado.
  • Amplia√ß√£o dos investimentos na sa√ļde p√ļblica, adotando os 10% do Or√ßamento da Uni√£o defendidos pelos movimentos sociais e especialistas, com especial aten√ß√£o √† melhoria da infraestrutura hospitalar e ambulatorial, ao fornecimento de material de atendimento cl√≠nico
  • Amplia√ß√£o dos investimentos em educa√ß√£o, atingindo os 10% do PIB reivindicados pelos movimentos sociais e pelos especialistas na √°rea, combinando isto com uma ampla mudan√ßa pedag√≥gica e curricular
  • fortalecimento dos mecanismos de combate a corrup√ß√£o e penaliza√ß√£o dos corruptores, sob o vi√©s da luta contra os monop√≥lios, cart√©is e outras formas de dom√≠nio sobre o mercado, combinado com mecanismos de apoio √† democratiza√ß√£o econ√īmica, a exemplo da economia solid√°ria e cooperativas e/ou associa√ß√Ķes de micros, pequenos e m√©dios produtores.

Bom, depois de ler estes itens acima, voc√™s podem tirar suas pr√≥prias conclus√Ķes, e sem contar o aumento da energia e dos impostos.

Voltando para Opera√ß√£o Lava Jata, virei f√£ do Juiz Sergio Moro, que est√° peitando toda esta corja de corruptos e corruptores, mas ser√° que quando for para p supremo n√£o teremos o ‚ÄúMensal√£o 2 ‚Äď o retorno‚Äú, que o que era para ser um divisor de √°guas, virou um cala a boca, com todo mundo fora da pris√£o e recebendo comiss√Ķes do ‚ÄúPetrol√£o‚Äú, digo, Petrobras e BR Distribuidora, √© simplesmente fant√°stico.

Falamos muito de compliance, prevenção a lavagem de dinheiro, lei anticorrupção, planejamento governamental, gestão de riscos entre outros termos, mas o que vemos na mídia, exemplo do Jornal do Brasil do dia 19/02:

A recente opera√ß√£o batizada de ‚ÄúSwissLeaks‚ÄĚ revelou o lado obscuro da fraude fiscal. Informa√ß√Ķes sobre milhares de contas escondidas no banco brit√Ęnico HSBC foram vazadas pelo ex-funcion√°rio Herv√© Falciani. Quase 180 bilh√Ķes de d√≥lares teriam transitado por mais de 100 mil contas do banco em Genebra, na Su√≠√ßa. Os dados foram analisados por 154 rep√≥rteres de 47 pa√≠ses e correspondem ao per√≠odo que vai de 2005 a 2007.

O ex-funcionário fugiu para a França com os dados e as listas de nomes. Em 2009, Hervé foi cercado pela polícia francesa e teve seu computador apreendido, revelando todo o esquema de lavagem de dinheiro do banco inglês na Suíça. Ao total, cerca de 130 mil nomes foram divulgados.

S√≥ o governo venezuelano do falecido ex-presidente Hugo Ch√°vez depositou US$ 12 bilh√Ķes em quatro contas banc√°rias do HSBC naquele per√≠odo, segundo o Swissleaks. Um primo do presidente s√≠rio Bashar al-Assad, Rami Makhoul, mantinha US$ 15 milh√Ķes em sua conta. Outros nomes que aparecem s√£o os dos reis Mohamed VI de Marrocos e Abdullah II da Jord√Ęnia.

O Brasil surge em nono na lista de clientes com contas escondidas. O banco teria ajudado mais de 8,7 mil brasileiros a depositar cerca de US$ 7 bilh√Ķes nas contas secretas.

Agora quando falamos em processo de Governança Corporativa a Petrobras nos dá uma lição de como não fazer, digo fazer de conta, impressionante como um processo deste nos Estados Unidos, não morro de amor por tudo que fazem, mas nestes casos sou fã de carteirinha, basta lembrar da ENRON, Madoff, WorldCom, basta ler meu artigo: Controles Internos e Contábeis na melhoria da Gestão de Negócios, espero que um dia alguém possa fazer aquilo que esperemos deles, ser honesto e fazer as coisas em conformidade com as leis.

Mas a nossa imagem esta detonada e vem mais problemas para o Brasil e Petrobras, se aqui acreditamos que pode acabar em pizza, nos estados unidos o PCAOB √© uma corpora√ß√£o sem fins lucrativos criada pelo Congresso para supervisionar as auditorias das empresas p√ļblicas, a fim de proteger os investidores e do interesse p√ļblico atrav√©s da promo√ß√£o de relat√≥rios de auditoria mais informativos, precisos e independentes. O PCAOB tamb√©m supervisiona as auditorias de corretoras e distribuidoras , incluindo relat√≥rios de compliance apresentados em conformidade com as leis federais de valores mobili√°rios, para promover a prote√ß√£o dos investidores.

Portanto, n√≥s profissionais de governan√ßa e gest√£o devemos tirar aprendizado deste fato, e ainda estava esquecendo do nosso Professor Xavier, digo EIKE BATISTA, tamb√©m digno de estudo, afinal ele √© nossa ENRON Brasileira, assista ao document√°rio da ‚ÄúEnron ‚Äď Os mais espertos da sala‚Äú, e fa√ßa suas analises.

Agora para completar temos a delação do Marcelo Odebrecht, o casal Santana, marketeiros do PT, a delação da Familia JBS, entre outras coisas, será que terá um fim, isso ainda não sabemos, mas temos a chance de mudar tudo, pois como tem coisa errada, e como sempre digo #ficaadica ou #pensenisso.

Por Marcos Assi