Workshop de Controles Internos e Prevenção a Lavagem de Dinheiro

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O QUE ESTE WORKSHOP EST√Ā OFERECENDO?

Impressionante a cada ano que passa quando voc√™ acredita que as coisas mudam, aparece algu√©m comentando a dificuldade que tem para implementar controles internos, PLD e o ‚Äútal‚ÄĚ de compliance, pois existem pessoas que n√£o entenderam ainda que √© um caminho sem volta, temos que implementar isso na gest√£o das empresas. √Č uma oportunidade de conversar com os especialistas sobre Controles Internos e PLD com duas palestras apresentando problemas e poss√≠veis solu√ß√Ķes aos profissionais da √°rea.

‚ÄúN√≥s profissionais de controles internos, compliance, riscos, seguran√ßa da informa√ß√£o e auditoria s√£o lembrados somente quando algo d√° errado, uma fraude acontece, um esc√Ęndalo aparece na m√≠dia, mas ser√° que esse √© o caminho?‚ÄĚ

A quem Interessa РProfissionais de Controles internos, Compliance, Prevenção a Fraudes, Prevenção a Lavagem de Dinheiro, Auditoria, Gestão de Riscos, advogados e gestores de empresas.

Quando: Dia 17/09/2014 Рna Saint Paul Escola de Negócios

Local: R. Pamplona, 1616 – Jardim Paulista, SP, ao Lado do Carrefour da Pamplona

08h30 ‚Äď Welcome Coffee
09h00 ‚Äď Abertura
09h05 ‚Äď Palestra: Por que os Controles Internos ainda n√£o funcionam? – Marcos Assi
10h00 ‚Äď Apresenta√ß√£o da plataforma UpMiner da UpLexis, para an√°lise e interpreta√ß√£o de grandes volumes de dados
10h30 ‚Äď Palestra: Preven√ß√£o a Lavagem de Dinheiro, casos reais e as mudan√ßas na legisla√ß√£o ‚Äď Jair Camilo
11h30 ‚Äď Debate com os palestrantes
12h00 ‚Äď Encerramento e sorteio de livros do Prof. Marcos Assi

INVESTIMENTO РIndividual: R$ 110,00, oferecemos pacotes especiais para empresas. Forma de pagamento Boleto bancario ou deposito identificado (7 dias de antecedencia) РCertificado de participação incluso.

INSCRI√á√ēES:
Telefones: ¬† ¬†+55 11 2387 ‚Äď 4837 e +55 11 2619 ‚Äď 3504
e-mail: Kontato@massiconsultoria.com.br
Site: http://www.massiconsultoria.com.br/2014/01/inscricoes.html

Palestrantes

Jair Camilo -¬†Formado em Ci√™ncias Econ√īmicas, atuou por mais de 28 anos nas √°reas de Auditoria, Fraudes e Processamento de Dados. Consultor de projetos de sistemas de digitaliza√ß√£o de documentos e de ferramentas de gest√£o e extra√ß√£o de dados.¬† Respons√°vel pela implementa√ß√£o/customiza√ß√£o de sistema de Monitoramento Preventivo contra “crimes de lavagem” e de sistemas de Controles Internos em institui√ß√Ķes financeiras, atrav√©s da utiliza√ß√£o de ferramentas de extra√ß√£o e an√°lise de dados ou sistemas espec√≠ficos.¬† Este treinamento j√° foi apresentado para mais de 65.000 pessoas de 220 empresas em todo Brasil, nos √ļltimos 07 anos.

Participou do curso Programa FEBRABAN de Preven√ß√£o √† Lavagem de Dinheiro, Corrup√ß√£o e Financiamento ao Terrorismo tendo como palestrantes diversas autoridades dos seguintes √ďrg√£os: COAF; DRCI; CGU; BACEN; CVM; SPC; DPF e ABIN. Faz parte da equipe docente da FEBRABAN.

MSc. Marcos Assi, CRISC, ISFS - Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC-SP, Bacharel em Ciências Contábeis pela FMU, com Pós-Graduação em Auditoria Interna e Pericia pela FECAP.  Sócio-Diretor da MASSI Consultoria e Treinamento, Membro da Academia Brasileira da Cultura recebendo a Cruz do Mérito Acadêmico e o grau honorifico Acadêmico de Comendador em 2013. Instrutor Oficial de Controles Internos e Compliance da INFI РFEBRABAN

Professor de cursos de MBA da FIA, Saint Paul Escola de Neg√≥cios, do Centro Paula Sousa ‚Äď FATEC, da Universidade de S√£o Caetano do Sul, da Trevisan Escola de Neg√≥cios, entre outras.

Autor dos livros: ‚ÄúControles Internos e Cultura Organizacional‚ÄĚ, 2¬™ Edi√ß√£o ‚Äď 2014, ‚ÄúGest√£o de Riscos com Controles Internos‚ÄĚ, 1¬™ Edi√ß√£o ‚Äď 2012 e ‚ÄúGest√£o de Compliance e seus desafios‚ÄĚ, 1¬™ edi√ß√£o ‚Äď 2013

 

Realização                                                                                                                        Apoio

Massi 1                                                                               Uplexis

 

IFRS ter√° nova regra para provis√Ķes contra perdas

Bancos e empresas de mais de cem pa√≠ses que adotam o padr√£o cont√°bil IFRS passar√£o a ter, a partir de 2018, um novo modelo para registrar seus instrumentos financeiros no balan√ßo, bem como evidenciar ganhos e perdas com esses pap√©is, como t√≠tulos de d√≠vida, a√ß√Ķes e derivativos.

O Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb) divulgou ontem a versão completa do IFRS 9, que é o pronunciamento que trata do tema.

A principal novidade – j√° que parte da norma havia sido divulgada no passado – √© troca do modelo de perda incorrida para o de perda esperada para constitui√ß√£o de provis√Ķes para inadimpl√™ncia.

 

Para bancos europeus, que adotam o IFRS em seus balanços, a medida, se aprovada pelo regulador local, deve resultar numa pressão ainda maior sobre os níveis de capital próprio, já que nesse modelo o colchão contra perdas tende a ser antecipado.

No caso brasileiro, os bancos seguem o padr√£o cont√°bil do Banco Central, que at√© o momento adota um n√ļmero reduzido de pronunciamentos do Iasb.

Cabe lembrar, contudo, que as principais institui√ß√Ķes financeiras nacionais s√£o obrigadas a apresentar adicionalmente um balan√ßo em IFRS, o que significa que elas tamb√©m ter√£o de aplicar as regras.

Na norma atual do IFRS, h√° restri√ß√Ķes para que se fa√ßa provis√Ķes para inadimpl√™ncia com base em expectativas – mesmo quando h√° evid√™ncias de problemas futuros.

Esse modelo foi muito criticado durante a crise de 2008 porque adiou a contabiliza√ß√£o de perdas por parte dos bancos que carregavam em seus balan√ßos bilh√Ķes em empr√©stimos imobili√°rios de qualidade duvidosa.

No novo sistema, no momento da concessão do crédito a entidade deverá registrar uma provisão, conforme probabilidade de perda que ela teria em um prazo de 12 meses, caso aquela operação entrasse em inadimplência.

Feita essa primeira reserva, uma nova parcela de provisão será registrada Рesta segunda equivalente à toda perda prevista para a vida da operação -, caso haja sinais de deterioração significativa da qualidade de crédito do cliente. Esse gatilho pode partir de avaliação própria do banco, de mudança de rating ou atraso de parcela.

Na vis√£o de Alexsandro Broedel, diretor de controle financeiro do Ita√ļ, o modelo proposto pelo Iasb “adiciona muita complexidade” em rela√ß√£o ao que os bancos brasileiros fazem hoje ao seguir a tabela de ratings do Banco Central.

“O IFRS 9 exige que se fa√ßa duas estimativas de probabilidade de perda, o que exigir√° bastante investimento em sistemas”, diz Broedel, para quem o modelo brasileiro se mostra vantajoso especialmente para as opera√ß√Ķes de varejo, por ser mais simples.

Pela regra do BC, uma provisão inicial de zero a 3% é constituída quando o crédito é concedido, a depender da nota de risco do cliente. A partir de então, conforme haja atraso das parcelas, a nota é reduzida, e a provisão aumentada, chegando a 100% após 180 dias.

De acordo com o professor Eliseu Martins, o Iasb buscou um meio termo entre o que existe hoje e a proposta de se reconhecer a provisão integral no momento da concessão Рsem que se tenha recebido nenhuma receita -, feita pelo Fasb, órgão responsável por ditar o padrão contábil americano, e ainda em discussão nos EUA.

Para Martins, o corte nos 12 meses √© uma decis√£o “um tanto quanto arbitr√°ria” por parte do Iasb. J√° em rela√ß√£o ao modelo do BC, que ele elogia, o problema √© a discricionaridade que os bancos t√™m para migrar os clientes de rating.

Ainda segundo Martins, o Banco Central provavelmente acompanhar os efeitos das mudan√ßas antes de decidir pela ado√ß√£o da nova regra, seja integralmente ou em parte. “Eles v√£o querer olhar, sem muita pressa”, diz.

Além da regra para provisão, o IFRS 9 muda o critério de classificação e mensuração dos instrumentos financeiros e facilita o uso da contabilidade de hedge.

Na parte de classifica√ß√£o, acabam as categorias existentes hoje no √Ęmbito do IFRS, em que os instrumentos financeiros s√£o distribu√≠dos entre as carteiras de negocia√ß√£o, dispon√≠vel para venda e mantido at√© o vencimento (voluntariamente, o BC tamb√©m usa essa classifica√ß√£o atualmente).

Segundo Martins, a nova regra tende a reduzir o tamanho da carteira de t√≠tulos que ter√° o efeito da varia√ß√£o do valor justo afetando apenas o patrim√īnio l√≠quido, e n√£o o resultado.

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Banco deve avaliar suspeita de lavagem antes de ir ao Coaf

CoafEm uma decis√£o in√©dita que valer√° de precedente para as institui√ß√Ķes financeiras, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) entendeu que os bancos n√£o t√™m que comunicar automaticamente aos √≥rg√£os de controle todas as opera√ß√Ķes listadas como potencialmente suspeitas nos regulamentos sobre lavagem de dinheiro do Banco Central (BC).

Antes fazer comunica√ß√Ķes ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o banco deve providenciar uma an√°lise interna para verificar se, de fato, a opera√ß√£o √© suspeita. A conclus√£o vale com algumas exce√ß√Ķes – saques e dep√≥sitos acima de R$ 100 mil, por exemplo, precisam ser relatados sempre ao Coaf.

O CRSFN, mais conhecido como Conselhinho, tomou a decis√£o na ter√ßa-feira, ao analisar um recurso do Banco Opportunity e de um de seus executivos contra condena√ß√£o imposta pelo BC. Por sete votos a um, os conselheiros mantiveram a multa de R$ 5 mil, aplicada pelo BC tanto ao Opportunity quanto ao executivo, por falhas no sistema de cadastro e informa√ß√Ķes dos clientes, de 2003 a 2006.

Por outro lado, o Conselhinho absolveu ambos da condena√ß√£o por deixar de comunicar opera√ß√Ķes ao Coaf, que constava na decis√£o do BC. O Opportunity alegou n√£o haver ind√≠cios nas transa√ß√Ķes que justificassem o relato. O banco defendeu que as situa√ß√Ķes descritas nas normas do BC n√£o devem ser comunicadas se a institui√ß√£o financeira descartar, em an√°lise subjetiva interna, elementos de lavagem.

O Conselhinho concordou que as opera√ß√Ķes precisam ser analisadas antes da comunica√ß√£o aos √≥rg√£os de controle. Ou seja, nem toda transa√ß√£o enquadrada na lista tem que ser comunicada ao Coaf – a n√£o ser nos casos listados expressamente como de comunica√ß√£o obrigat√≥ria, por exemplo saques em esp√©cie de valor elevado.

As opera√ß√Ķes mencionadas no processo envolvem o per√≠odo de 2003 a 2006, quando estavam em vigor a Circular 2.852/98 e a Carta-Circular 2.826/98 do BC. Elas listavam como suspeitas opera√ß√Ķes como a retirada de quantia significativa de conta pouco movimentada, movimenta√ß√£o incompat√≠vel com o patrim√īnio, mudan√ßa repentina e aparentemente injustificada na movimenta√ß√£o de recursos, recebimento de valores com imediata compra de cheque de viagem, e transa√ß√Ķes envolvendo n√£o residentes no Brasil.

O BC havia aplicado multa de R$ 200 mil ao Opportunity e R$ 20 mil ao diretor Itamar Benigno Filho, al√©m de tr√™s anos de inabilita√ß√£o ao executivo para exercer cargo em institui√ß√£o financeira, por ter deixado de comunicar transa√ß√Ķes desse tipo. O BC defendeu que as hip√≥teses previstas em suas circulares devem ser obrigatoriamente comunicadas.

O conselheiro Francisco Satiro, relator do recurso no CRSFN, reverteu essa parte da condena√ß√£o afirmando que a lista de opera√ß√Ķes suspeitas n√£o pode ser considerada de forma objetiva. “N√£o faria sentido que as institui√ß√Ķes financeiras reportassem quaisquer hip√≥teses suspeitas ao Coaf”. Para ele, essa conduta acabaria inviabilizando o trabalho do Coaf, que receberia uma quantidade grande demais de informa√ß√Ķes irrelevantes. O relator fez uma met√°fora dizendo que o “excesso de luz” causaria “cegueira” na institui√ß√£o.

De acordo com Satiro, as normas analisadas do BC se limitam a dar exemplos de condutas suspeitas. Para avaliar isso, o banco precisa ter uma estrutura interna de avalia√ß√£o. S√≥ o conselheiro Waldir Quintiliano, representante da Fazenda, ficou vencido, entendendo que todas as opera√ß√Ķes deveriam ter sido comunicadas. Esse foi o primeiro julgamento importante sobre lavagem de dinheiro feito pelo Conselhinho desde que passou a analisar a conduta.

Especialistas disseram que, em vez de afrouxar o controle da lavagem, a decis√£o segue padr√Ķes internacionais. “Mantida a interpreta√ß√£o do BC, todas as opera√ß√Ķes teriam que ser reportadas, independentemente de suspei√ß√£o. Seria um caos para o Coaf, que receberia muitas informa√ß√Ķes pouco √ļteis”, defendeu o advogado Antenor Madruga, que deu parecer em favor do Opportunity.

Sem tratar do caso espec√≠fico, o presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues, explica que as normas do BC trazem casos que requerem aten√ß√£o especial. “O papel do banco √© identificar as situa√ß√Ķes, analisar e, se tiver seguran√ßa de que n√£o est√° envolvendo il√≠cito, n√£o comunica.” Ele alerta que, se o banco n√£o est√° seguro, deve fazer a comunica√ß√£o, sob pena de sofrer penalidades.

O Opportunity afirmou, em nota, que a situa√ß√£o do cadastro foi resolvida em plano aprovado pelo BC, e que a decis√£o comprova que as opera√ß√Ķes n√£o tinham tra√ßos de ilicitude.

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Justiça bloqueia bens do prefeito de Indaiatuba, SP, Reinaldo Nogueira

O Tribunal de Justi√ßa de S√£o Paulo bloqueou os bens do prefeito de¬†Indaiatuba¬†(SP), Reinaldo Nogueira (PMDB), e do ex-secret√°rio municipal da Fazenda, Marcelo Pigatto, at√© o valor de R$ 53 milh√Ķes. Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Minist√©rio P√ļblico, autor da a√ß√£o, a promotoria aponta que ambos cometeram atos de improbidade administrativa ao aplicar as verbas municipais em institui√ß√Ķes banc√°rias n√£o oficiais. Cabe recurso.

De acordo com o MP, as apura√ß√Ķes mostraram que a partir de maio de 2010 a Prefeitura realizou sucessivos dep√≥sitos em aplica√ß√Ķes financeiras denominadas Certificado de Dep√≥sito Banc√°rio (CDB) no Banco BVA. Em janeiro de 2012 o valor aplicado somava R$ 53,3 milh√Ķes. A Prefeitura tamb√©m teria aplicado, a partir de novembro de 2012, R$ 5,9 milh√Ķes no Fundo Classic e R$ 1 milh√£o no Fundo S√™nior, do Banco Santander. Essas aplica√ß√Ķes s√£o classificadas como investimentos de risco.

A a√ß√£o ressalta que o Banco Central do Brasil “decretou a interven√ß√£o do Banco BVA, em virtude do comprometimento da situa√ß√£o econ√īmico-financeira e da exist√™ncia de graves viola√ß√Ķes √†s normas legais e estatut√°rias que disciplinam sua atividade”. A liquida√ß√£o extrajudicial foi decretada em 19/6/2012, informou o MP.

Ainda de acordo com a a√ß√£o, o prefeito e o ex-secret√°rio da Fazenda contrariaram determina√ß√£o da Constitui√ß√£o Federal ao aplicar recursos financeiros municipais em institui√ß√Ķes financeiras privadas.

Segundo o MP, as aplica√ß√Ķes poderiam ter sido feitas somente se Indaiatuba n√£o contasse com bancos oficiais (Banco do Brasil ou Caixa Econ√īmica Federal), o que n√£o era o caso. A Prefeitura tamb√©m n√£o teria atendido √† recomenda√ß√£o feita pelo Minist√©rio P√ļblico de Contas para que procedesse √† “manuten√ß√£o das disponibilidades financeiras em bancos oficiais”.

A liminar pedida pelo MP foi negada em primeira inst√Ęncia foi negada. O √≥rg√£o recorreu ao Tribunal de Justi√ßa. Em 7 de junho, a 5¬™ C√Ęmara de Direito P√ļblico proferiu o ac√≥rd√£o (decis√£o) com a liminar pedida, decretando a indisponibilidade dos bens do Prefeito Reinaldo Nogueira e do Secret√°rio da Fazenda Marcelo Pigatto.

O que diz a Prefeitura
Segundo a Prefeitura, o Tribunal de Justi√ßa de S√£o Paulo “n√£o tinha a informa√ß√£o de que o dinheiro est√° depositado e √† disposi√ß√£o do Banco Central, portanto n√£o desapareceu e nem est√° sendo utilizado para pagar outros credores, pois sendo um bem p√ļblico n√£o pode ficar retido. Sendo, assim, n√£o h√° sentido a referida indisponibilidade”. De acordo com a assessoria de imprensa da administra√ß√£o municipal, o prefeito ir√° recorrer.

À época dos fatos, Pigatto justificou a aplicação dizendo que o banco era credenciado e autorizado pelo Banco Central no período do investimento, oferecendo o melhor rendimento.

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Dicas para sobreviver numa empresa que est√° em crise

As √ļltimas previs√Ķes do boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, mostram que economistas e analistas de mercado projetam um crescimento de 1,44% para a economia brasileira em 2014. A previs√£o j√° foi melhor e d√° uma ideia de que o ano n√£o est√° sendo bom para muitas empresas.

Tome-se como exemplo a¬†Petrobras, a maior de todas. A estatal anunciou que deve eliminar 4.500 postos de trabalho at√© o fim deste ano ‚ÄĒ hoje tem 65.000 funcion√°rios. A sa√≠da faz parte de um plano de demiss√£o volunt√°ria ao qual j√° aderiram mais de 8‚ÄČ000 empregados ‚ÄĒ ou 12% do total.

O objetivo da empresa √© reduzir¬†custos, estimados em 13 bilh√Ķes de reais, nos pr√≥ximos quatro anos.¬†Crises¬†atingem a maioria das companhias, seja por problemas ligados √† m√° gest√£o, seja por instabilidades na economia.

Um cen√°rio inst√°vel produz altera√ß√Ķes profundas no dia a dia de uma empresa e afeta objetivos de¬†carreira¬†de seus funcion√°rios. √Č preciso tomar medidas para enfrentar essas situa√ß√Ķes da melhor maneira poss√≠vel.

Mal da fofoca

Quando não há informação transparente sobre os rumos do negócio, os boatos invadem os corredores. Tudo vira motivo de especulação. A fofoca ajuda a informar, mas aumenta a insegurança.

‚ÄúSe o profissional tiver alguma d√ļvida, melhor conversar francamente com o chefe‚ÄĚ, afirma M√īnica Ramos, diretora da LHH|DBM, consultoria de recoloca√ß√£o de S√£o Paulo. Essa √© a forma de n√£o se contaminar com informa√ß√Ķes falsas. ‚ÄúGastar energia com boatos pode tirar o foco do trabalho‚ÄĚ, diz. Assuma tamb√©m a responsabilidade de n√£o passar rumores adiante.

Paralisia da produção

O clima de tens√£o provocado por demiss√Ķes interfere na produtividade dos que sobrevivem ao corte de pessoal. Mas se deixar consumir pelo des√Ęnimo s√≥ vai prejudicar o rendimento. A melhor atitude √© ajudar o neg√≥cio a se recuperar. ‚ÄúO profissional que se torna improdutivo passa a ser questionado‚ÄĚ, afirma Adriana Prates, da Dasein, empresa de busca de executivos de Belo Horizonte.

Concentre-se nas tarefas e faça seu trabalho. Revise constantemente seu desempenho. Tente cumprir as metas dentro do prazo. Peça ajuda se for o caso. Não espere o chefe cobrar.

Depressão pós-corte

Quando uma empresa promove demiss√Ķes, ela rompe o contrato de confian√ßa que havia estabelecido com os funcion√°rios. Cria-se uma suspeita de que novos cortes v√£o ocorrer, o que deteriora o clima de trabalho. Os que ficam se decepcionam com a decis√£o da empresa e temem perder o emprego. Como evitar que o baixo-astral paralise suas a√ß√Ķes?

A recomendação é reagir e fazer um esforço de ver o lado positivo. Haverá muita gente reclamando e lamentando e é difícil resistir ao clima ruim.

‚ÄúO profissional precisa superar os receios e mostrar o quanto √© capaz de seguir em frente‚ÄĚ, diz Beatriz Pacheco, s√≥cia da Plong√™, consultoria de RH de S√£o Paulo. Aqueles que souberem aproveitar o momento para demonstrar iniciativa e lideran√ßa tendem a conquistar mais espa√ßo.

Vício em tensão

A press√£o por resultados leva profissionais a cometer excessos, como longas jornadas, descuido com a alimenta√ß√£o e poucas horas de sono. Receber e repassar a tens√£o vira um h√°bito viciante. Quem n√£o se cuida tem a sa√ļde invadida pelo trabalho. ‚ÄúAs pessoas costumam transformar a crise profissional em crise de vida‚ÄĚ, diz o coach Silvio Celestino, de S√£o Paulo.

Praticar atividades f√≠sicas e sair com amigos ajuda a tirar a cabe√ßa do trabalho. ‚ÄúEncontrar uma v√°lvula de escape √© importante para manter o equil√≠brio e a aliviar a tens√£o‚ÄĚ, diz a professora Elza Veloso, da Funda√ß√£o Instituto de Administra√ß√£o (FIA), escola de administra√ß√£o de S√£o Paulo. Definir prioridades e negociar prazos tamb√©m ajuda a aliviar a sobrecarga de atividades.

Síndrome da competição

Em uma empresa onde as pessoas trabalham sob a amea√ßa de perder o emprego, os instintos de sobreviv√™ncia ficam agu√ßados. Aumentam o individualismo e a competi√ß√£o. √Č preciso resistir a entrar nesse jogo. ‚ÄúEmpresas detestam essa situa√ß√£o e valorizam os que contribuem para melhorar o clima‚ÄĚ, diz a headhunter Adriana Prates, da Dasein, empresa de busca de executivos de Belo Horizonte.

A estrat√©gia √© ficar atento a fatores que levam √† competi√ß√£o: provoca√ß√Ķes, atitudes ego√≠stas, cr√≠ticas de colegas e puxadas de tapete. Quando presenciar um desses movimentos, √© preciso agir positivamente. ‚ÄúAjudar a criar um ambiente de coopera√ß√£o e colabora√ß√£o, estabelecendo parcerias, vai minar atitudes de quem tenta desestabilizar ou prejudicar os colegas‚ÄĚ, afirma Adriana.

Surto de fuga

Cair fora é uma reação comum de quem se vê numa empresa em crise. Mas há fatores a considerar antes de uma decisão drástica. Um deles é analisar se a empresa, mesmo em crise, oferece alguma perspectiva de crescimento. Se não houver nada de interessante em vista, a saída deve ser considerada.

‚ÄúQuando n√£o h√° perspectivas de futuro e a pessoa sente que est√° estagnada, o melhor caminho √© aproveitar o momento para arriscar algo novo‚ÄĚ, afirma o coach Silvio Celestino, de S√£o Paulo. Uma empresa em crise pode ser √ļtil como fonte de aprendizado, algo que talvez reduza a vontade de ir embora.

‚ÄúUm ambiente turbulento ajuda a desenvolver novas compet√™ncias, como capacidade de se adaptar e de lidar com a press√£o‚ÄĚ, diz o coach Alexandre Marins, da LHH|DBM, consultoria de recoloca√ß√£o de S√£o Paulo. Antes de tomar qualquer decis√£o, √© preciso avaliar muito bem a situa√ß√£o real da empresa.

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