Petrobrás proíbe que funcionários se encontrem sozinhos com políticos

A Petrobrás atualizou o seu código de conduta interna, e nele definiu uma série de medidas para tentar evitar a repetição de episódios de corrupção, como os investigados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Pelas novas regras, os empregados são proibidos de se encontrarem sozinhos com políticos. Para que uma reunião do tipo aconteça, passa a ser obrigatória a participação de ao menos dois funcionários.

“A intera√ß√£o com agentes pol√≠ticos (quais sejam, governadores, prefeitos e respectivos vices, senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) deve ser realizada na presen√ßa de, no m√≠nimo, dois representantes da companhia, salvo autoriza√ß√£o pr√©via e fundamentada de superior hier√°rquico, que dever√° ser no m√≠nimo o respectivo gerente executivo ou equivalente”, traz o c√≥digo, divulgado no in√≠cio da noite pela Comiss√£o de Valores Mobili√°rios (CVM).

A Petrobr√°s determina ainda que sempre que um funcion√°rio se relacionar com um pol√≠tico, deve adotar mecanismos que permitam rastrear suas movimenta√ß√Ķes, “visando garantir a transpar√™ncia das mesmas”. A empresa destaca que os empregados n√£o devem “ter expectativa de privacidade” ao utilizarem os equipamentos internos e que qualquer conte√ļdo pode ser acessado.

A mesma postura adotada com os pol√≠ticos serve para os fornecedores. Qualquer visita externa depende de autoriza√ß√£o da chefia, e s√≥ √© permitida com a presen√ßa de ao menos dois funcion√°rios. J√° as contrata√ß√Ķes diretas, sem licita√ß√£o, s√≥ podem ser assinadas por um grupo previamente definido de empregados.

O documento traz ainda uma s√©rie de normas de conduta interna e com outros p√ļblicos, usualmente adotadas em grandes empresas, sobre como se portar publicamente e pela internet.

Fonte: economia.estadao.com.br Рpetrobras-proibe-que-funcionarios-se-encontrem-sozinhos-com-politicos

Em 42 dias, mais de 20 ataques a agências bancárias são registrados em MT

Em Denise, assaltantes destruíram o sistema de alarme e cortaram a parede lateral do cofre do banco (Foto: Polícia Militar de Denise (MT))

Em Denise, assaltantes destruíram o sistema de alarme e cortaram a parede lateral do cofre do banco (Foto: Polícia Militar de Denise (MT))

Desde o in√≠cio deste ano at√© esta segunda-feira (12), 21 ataques a ag√™ncias banc√°rias e cooperativas de cr√©dito foram registrados pela Secretaria de Estado de Seguran√ßa P√ļblica (Sesp) em Mato Grosso, entre furtos, roubos e tentativas.

A ocorrência mais recente foi registrada nesta madrugada, em Paranatinga, a 411 km de Cuiabá, onde uma agência bancária teve a fiação elétrica cortada e portas de vidro estouradas. Os suspeitos da ação fugiram do local sem levar nada, após o alarme ser acionado. O caso é investigado pela Polícia Civil.

No domingo (11), cinco homens foram presos suspeitos de tentarem furtar uma agência bancária em Peixoto de Azevedo, 692 km de Cuiabá. Com eles foram encontrados equipamentos usados na ação criminosa.

Na √ļltima semana, em Cuiab√°,¬†uma ag√™ncia banc√°ria chegou a sofrer duas tentativas de furto em menos de uma semana, o que fez com que o estabelecimento suspendesse temporariamente os atendimentos. A unidade, localizada na Avenida Fernando Corr√™a, chegou a ter os vidros quebrados e nenhum suspeito foi preso.

De acordo com a Secretaria de Estado de Seguran√ßa P√ļblica (Sesp), apenas em tr√™s dos ataques registrados os criminosos conseguiram ter acesso ao dinheiro guardado nas ag√™ncias.

Um dos casos foi registrado em Denise, a 208 km de Cuiabá, em janeiro deste ano. Na ocasião, os suspeitos invadiram agência bancária e fugiram com dinheiro e armas. Segundo a Polícia Militar, eles entraram pelo telhado e arrombaram o cofre e fugiram em seguida.

Fonte: g1.globo.com/mt/mato-grosso Рem-42-dias-mais-de-20-ataques-a-agencias-bancarias

Resolu√ß√Ķes 4.557 e 4.019 ‚Äď GPS-Guia de pr√°ticas de supervis√£o do BC e ADD-ON ‚Äď parte 1

 

Institui√ß√Ķes financeiras: quais riscos em n√£o gerenciar os riscos? Al√©m dos impactos na gest√£o do neg√≥cio, um efeito pode ser no √≠ndice de Basileia por conta do adicional de exig√™ncia de capital atribu√≠do individualmente (add-on) de forma exclusiva a cada entidade supervisionada (ES), conforme suas caracter√≠sticas espec√≠ficas. Junto do referido guia e a liga√ß√£o dos pilares I e II do Acordo de Basileia (*), apresentaremos esses conceitos em artigos distintos face √† extens√£o do assunto, n√£o exaustivo e nem na mesma ordem de algumas fontes. Os processos de supervis√£o de necessidade de add-on se iniciaram a partir de outubro/2017 na medida em que os antigos ciclos de supervis√£o em andamento foram sendo encerrados. A numera√ß√£o no texto √© a descrita no diagrama principal que acompanha esse artigo.

Processo de análise e avaliação pelo supervisor (SREP) segundo pilar II

O Guia de Pr√°ticas de Supervis√£o (GPS) est√° alinhado com o SREP (Supervisory Review and Evaluation Process) nos termos do pilar II, estimulando bancos a adotarem melhores pr√°ticas de gest√£o de riscos, bem como avaliar sua aloca√ß√£o de capital suficiente para cobertura dos riscos assumidos. Mas as institui√ß√Ķes n√£o devem se acomodar com o capital alocado (add-on) como substituto aos esfor√ßos de melhoria em controles internos e gest√£o de riscos, refor√ßo nos n√≠veis de provis√£o e aplica√ß√£o de outros limites internos.

Riscos tratáveis pela alocação de capital Add-on sem cobertura pelo pilar I

O pilar I possui riscos não totalmente capturados (risco de concentração, por exemplo), riscos não considerados (estratégia, por exemplo) e fatores externos ao banco, que podem ser tratados para cobertura via add-on, independentemente do grau de maturidade de sua gestão de riscos.

Ciclo de Supervis√£o ‚Äď Diferentes frequ√™ncias

Seu período de tempo variará para cada instituição financeira conforme a combinação de seu perfil de risco e seu impacto, conforme a matriz:

Ciclo de Supervis√£o ‚Äď Processo no Banco Central

Um ciclo de supervisão (1) é composto por etapas no Departamento de Supervisão do BC:

  • 2: coleta de informa√ß√Ķes da Entidade Supervisionada (ES) bem como demais a√ß√Ķes de valida√ß√£o e¬†feedback.
  • 3: tratamento dessas informa√ß√Ķes no SRC ‚Äď Sistema de Avalia√ß√£o de Riscos e Controles:
    • 4: an√°lise econ√īmico-financeira (ANEF): verifica viabilidade econ√īmico-financeira: solidez patrimonial, liquidez e resultados.
    • 5: an√°lise de riscos e controles (ARC): avalia riscos e controles das atividades significativas (AS) da Entidade Supervisionada (ES).
  • 6: perfil de risco, que √© a nota calculada pelo SRC e refinada pelo inspetor ou supervisor.
  • 7: notas, sugest√Ķes de a√ß√Ķes propostas para o ciclo seguinte e conclus√Ķes do supervisor s√£o apresentadas ao COREC (Comit√™ do Sistema de Avalia√ß√£o de Riscos e Controles).
  • 8: o COREC delibera sobre as conclus√Ķes do supervisor podendo determinar altera√ß√Ķes.
  • 9: ata lavrada com as decis√Ķes do COREC e final do ciclo de supervis√£o.

Comunicação à Entidade Supervisionada

  • 10: Of√≠cio com as conclus√Ķes do COREC apresentado em car√°ter confidencial, preferencialmente ao conselho de administra√ß√£o da Entidade Supervisionada .
  • Al√©m do comunicado ao final do ciclo, outros podem ser enviados no decorrer dos pr√≥ximos ciclos de supervis√£o, caso haja necessidade de a√ß√Ķes corretivas antes de seus respectivos fechamentos.

ADD-ON ‚Äď Da sinaliza√ß√£o at√© a aplica√ß√£o

  • 11 ‚Äď Sinaliza√ß√£o: Of√≠cio comunicando necessidade de add-on recebido pela institui√ß√£o financeira com devidos detalhamentos.
  • 12 ‚Äď Aplica√ß√£o: caso fatores que geraram necessidade de add-on persistirem ap√≥s um ano, o banco receber√° novo of√≠cio para considera-lo no DLO (15), cujos crit√©rios ser√£o:
    • 13: Estruturado caso se aplique, de 0,5% a 2,5% do RWA total, em intervalos de 0,5% dependendo da nota final atribu√≠da √† institui√ß√£o financeira pelo SRC.
    • 14: Por refer√™ncia caso se aplique, de 0,25% a percentual ilimitado do RWA total, em intervalos de 0,25%, principalmente para bancos de ICAAP, mas aplic√°vel a outros tamb√©m.
    • Maiores detalhes no material referenciado ou no pr√≥ximo artigo.

Resolu√ß√Ķes 4.557/17, 4.019/11 e 4.193/13

Menores investimentos em controles nos processos e gestão de riscos segundo a Resolução 4.557/17 exigirão maior alocação de capital pelo menor nível de tratamento preventivo ao risco, alinhado à Resolução 4.019/11:

‚ÄúArt. 2¬ļ. O Banco Central do Brasil, em avalia√ß√£o discricion√°ria das circunst√Ęncias de cada caso, poder√° determinar a ado√ß√£o das medidas prudenciais preventivas indicadas no art. 3¬ļ ‚Ķ:

  • I ‚Äď Exposi√ß√£o a riscos n√£o inclu√≠dos ou inadequadamente considerados na apura√ß√£o do Patrim√īnio de Refer√™ncia Exigido (PRE);
  • II ‚Äď Exposi√ß√£o a risco incompat√≠vel com as estruturas de gerenciamento e de controles internos da institui√ß√£o‚Ķ

Art. 3¬ļ Presentes os pressupostos indicados no art. 2¬ļ, poder√° o Banco Central do Brasil determinar a ado√ß√£o de uma ou mais das seguintes medidas prudenciais preventivas, concomitante ou sucessivamente:

  • I ‚Äď Ado√ß√£o de controles e procedimentos operacionais adicionais;
  • II ‚Äď Redu√ß√£o do grau de risco das exposi√ß√Ķes;
  • III ‚Äď Observ√Ęncia de valores adicionais ao PRE;
  • IV ‚Äď Observ√Ęncia de limites operacionais mais restritivos; ‚Ķ‚ÄĚ

O adicional de capital ADD-ON n√£o tem car√°ter punitivo, e sim preventivo, na medida que busca cobrir eventuais riscos n√£o cobertos espec√≠ficos de cada institui√ß√£o financeira n√£o capturados pelo pilar I. Mas pode gerar insufici√™ncia no enquadramento de limites de capital, gerando restri√ß√Ķes previstas no artigo 9¬ļ da Resolu√ß√£o 4.193/13 tais como:

  • ‚ÄúI ‚Äď ao pagamento a t√≠tulo de remunera√ß√£o vari√°vel aos diretores e membros do conselho de administra√ß√£o, no caso das sociedades an√īnimas, e aos administradores de sociedades limitadas;
  • II ‚Äď ao pagamento de dividendos e de juros sobre o capital pr√≥prio; ‚Ķ‚ÄĚ

Esses primeiros incisos afetam diretamente importantes¬†stakeholders¬†para sobreviv√™ncia das institui√ß√Ķes financeiras.

Para não estender a leitura desse artigo em pleno carnaval, detalharemos alguns itens na próxima publicação. Bom feriado a todos.

(*) Em www.bcb.gov.br/fis/supervisao/basileia.asp : “além dos Princípios Essenciais para uma Supervisão Bancária Eficaz (Princípios da Basileia), três pilares mutuamente complementares:

  • a. Pilar 1: requerimentos de capital para risco de cr√©dito, mercado e operacional;
  • b. Pilar 2: revis√£o pela supervis√£o do processo de avalia√ß√£o da adequa√ß√£o de capital dos bancos; e
  • c. Pilar 3: disciplina de mercado.‚ÄĚ

Por: Yoshio Hada

Fontes

GPS-Guia de Pr√°ticas da Supervis√£o do Banco Central (cap√≠tulo 7 do manual da supervis√£o): –¬†www3.bcb.gov.br/gmn/visualizacao/listarDocumentosManualPublico

Resolu√ß√£o 4.019/11 –¬†www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/normativo.asp? Res 4019

Resolu√ß√£o 4.557/17 –¬†www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/normativo.asp? Res. 4557

Resolu√ß√£o 4.193/13¬† –¬†www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/normativo.asp? Res. 4193

Crimes cibern√©ticos atingem 62 milh√Ķes no Brasil em 2017

Resultado de imagem para crimes ciberneticosNo Brasil, 62 milh√Ķes de consumidores foram v√≠timas de crimes virtuais em 2017, gerando preju√≠zo de cerca de R$ 22 bilh√Ķes em 12 meses, segundo pesquisa feita em 20 pa√≠ses pela Norton Symantec, empresa de solu√ß√Ķes de seguran√ßa na internet. O Brasil ficou atr√°s apenas da China. ‚ÄúAqui, os ataques mais comuns s√£o dispositivos infectados por v√≠rus, fraude no cart√£o de cr√©dito, senha comprometida (de e-mail ou rede social), vazamento de informa√ß√Ķes confidenciais e fraudes em compras online, como phishing (p√°ginas falsas que simulam sites oficiais de e-commerce)‚ÄĚ, explica o especialista em seguran√ßa da Symantec, Nelson Barbosa.

A servidora p√ļblica Ang√©lica Machado, 42, perdeu R$ 700 tentando comprar um celular em fevereiro do ano passado. ‚ÄúFui inocente em um an√ļncio que vi no Facebook. O celular estava um pouco mais barato, ent√£o achei que era uma oferta‚ÄĚ, conta. Ang√©lica s√≥ percebeu que era uma fraude quando o aparelho n√£o chegou e ela entrou em contato com a loja verdadeira. ‚ÄúQuando me disseram que a compra n√£o existia, percebi que tinha ca√≠do no golpe‚ÄĚ, diz.

As fraudes n√£o envolvem apenas preju√≠zos financeiros. Segundo a pesquisa, cada v√≠tima brasileira perdeu, em m√©dia, mais de 30 horas lidando com as consequ√™ncias ap√≥s a descoberta do golpe. O farmac√™utico e modelo Felipe Augusto Lima, 25, foi informado por um amigo de um perfil falso que usava sua foto em uma rede social da qual ele n√£o fazia parte. ‚ÄúPor motivos profissionais, mantenho fotos p√ļblicas no Facebook e no Instagram, mas fui surpreendido com o perfil falso‚ÄĚ, relata.

Barbosa salienta que um dos riscos de ter as contas das redes sociais invadidas √© o h√°bito do brasileiro de usar a mesma senha em v√°rios sites. ‚ÄúUma conta de rede social invadida √© a porta de entrada para outras invas√Ķes que podem gerar preju√≠zo‚ÄĚ, explica Barbosa. Segundo a pesquisa da Norton, cerca de 25% das v√≠timas de ataques cibern√©ticos no pa√≠s usaram a mesma senha online em todas as contas e 65% compartilham a mesma senha para um dispositivo ou conta com outra pessoa.

O m√ļsico Rodrigo Eisinger, 38, n√£o usa mais internet banking porque um v√≠rus infectou seu computador e clonou a p√°gina de seu banco. ‚ÄúQuando o site come√ßou a pedir dados diferentes do normal, liguei para o banco e consegui evitar que a conta fosse invadida. Depois disso, nem usei mais internet banking, nem no computador, nem no celular‚ÄĚ, conta.

‚ÄúO brasileiro tem uma propens√£o a adotar novas tecnologias, mas acabamos falando pouco sobre seguran√ßa digital, o que aumenta o risco de fraude‚ÄĚ, avalia o coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, Andre Miceli.

No mundo

Preju√≠zo.¬†A pesquisa da Norton, em 20 pa√≠ses, aponta que no ano passado 978 milh√Ķes de consumidores foram atingidos por crimes cibern√©ticos, com preju√≠zo total de US$ 172 bilh√Ķes.

Uma fraude a cada 33 compras

As lojas virtuais brasileiras sofreram uma tentativa de fraude a cada cinco segundos em 2017, de acordo com levantamento feito pela empresa Konduto. O estudo envolveu 40 milh√Ķes de transa√ß√Ķes e mostrou que a cada 33 compras uma √© alvo de fraude.

‚ÄúO cart√£o de cr√©dito clonado √© o principal tipo de golpe sofrido pelos e-commerces do pa√≠s‚ÄĚ, afirma o diretor de marketing da Konduto, Felipe Held. Segundo ele, nem sempre a tentativa se concretiza, j√° que as empresas utilizam sistemas antifraudes ou os valores s√£o estornados pela operadora do cart√£o. ‚ÄúO cart√£o de cr√©dito ainda √© a forma mais segura de comprar pela internet, porque, se o consumidor pagar um boleto falsificado, o banco n√£o consegue devolver o dinheiro‚ÄĚ, explica.

Em Bras√≠lia, por exemplo, o Minist√©rio P√ļblico (MP) instaurou um inqu√©rito e recomendou que a Netshoes entre em contato com os quase 2 milh√Ķes de clientes afetados pelo vazamento de dados pessoais. Segundo o MP, o incidente afetou dados de cart√£o de cr√©dito ou senhas.

 Vírus podem sequestrar dados e preocupam empresas

Os ransomwares, v√≠rus desenvolvidos por hackers que sequestram informa√ß√Ķes e cobram resgate por elas, ser√£o o grande desafio dos setores de TI das empresas em 2018, segundo o diretor executivo da Reposit Tecnologia, Leonardo Barros. ‚ÄúAs empresas devem manter pelo menos dois backups fora do ambiente de rede, que √© vulner√°vel ao ransomware‚ÄĚ, diz o analista de preven√ß√£o a ataques cibern√©ticos da Reposit, Henrique Ribeiro. ‚Äú√Č importante investir em treinamento dos funcion√°rios para que eles n√£o cliquem em links suspeitos‚ÄĚ, explica.

A Reposit aponta que, no pa√≠s, mais de 1.100 computadores foram infectados por ransonwares em 2017, a maioria composta por m√°quinas de pequenas e m√©dias empresas, al√©m de opera√ß√Ķes em grandes organiza√ß√Ķes como Petrobras, INSS e o Hospital S√≠rio-Liban√™s.

Fonte:¬†otempo.com.br – crimes-ciberneticos-atingem-62-milh√Ķes-no-brasil-em-2017

Governo monitora moedas virtuais para inibir crimes como lavagem de dinheiro

Moedas Digitais

O investimento é considerado aplicação de alto risco e não é regulado por autoridades financeiras (Shutterstock)

A rápida popularização das criptomoedas, ou moedas virtuais, tem chamado a atenção desde investidores até cidadãos que arriscam suas economias na tentativa de lucrar. O já conhecido Bitcoin é uma dessas moedas que não permite rastreio, pois são produzidas de forma descentralizada por milhares de computadores.

Com o intuito de conhecer melhor esse meio de pagamento, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) elaborou diagnóstico sobre a atual conjuntura da utilização de criptomoedas.

Um dos produtos desenvolvidos em 2017, a partir da a√ß√£o da Enccla, foi o levantamento de tipologias de lavagem de dinheiro e corrup√ß√£o mediante o uso de moedas virtuais e meios de pagamentos eletr√īnicos. Ou seja, identifica√ß√£o de crimes com o uso de moedas virtuais.

O governo federal explica que a ação terá continuidade neste ano e conta com a participação de diversos órgãos como a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Banco Central.

A transa√ß√£o econ√īmica de moedas virtuais independe de intermedi√°rios, como¬†bancos¬†ou governos. Elas s√£o feitas diretamente entre os negociadores por meio de c√≥digos criptografados chamados ‚Äėblockchain‚Äô. A previs√£o de especialistas √© que nos pr√≥ximos anos as transa√ß√Ķes financeiras com esse tipo de moeda cres√ßam e, juntamente a elas, o risco de fraudes e de lavagem de dinheiro.

Por isso, a negociação das criptomoedas estão sendo monitadoras no Brasil para inibir lavagem de dinheiro e uso como meio de pagamento de drogas e armas contrabandeadas.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), integrante da Enccla emitiu ofício circular esclarecendo sobre a possibilidade de investimento em criptomoedas. A orientação dada pela instituição aos administradores e gestores de fundos de investimento é que as criptomoedas não podem ser qualificadas como ativos financeiros. Por essa razão, não é permitida aquisição direta dessas moedas virtuais pelos fundos de investimento regulados.

Fonte: www.infomoney.com.br Рgoverno-monitora-moedas-virtuais-para-inibir-crimes-como-lavagem-dinheiro